segunda-feira, 7 de maio de 2012

A final só acaba quando termina!*


Obviamente a vontade é escrever sobre qualquer outro assunto e esquecer um pouco a temática do futebol após um resultado que há vinte e quatro jogos não compreendíamos. Uma invencibilidade repleta de empates e atuações não muito convincentes, mas honrando o trecho importante de nosso lindíssimo hino. Camisas, bandeiras e acessórios com a Estrela Solitária enfeitavam as ruas com o singelo, simpático e necessário contraste entre o preto e o branco, enquanto as/os botafoguenses estampavam sorrisos após a conquista da Taça Rio e um razoável resultado na Bahia pela Copa do Brasil, principalmente por conta da presença de vários reservas que mantiveram certa qualidade ao time.

            Primeira tarefa do mês foi aderir ao plano SOU BOTAFOGO, não precisando mais ficar nas filas para comprar meus ingressos. Fui buscar a carteirinha na sexta-feira e o clima de otimismo estava presente em General Severiano, onde a busca por ingressos era maior que em Laranjeiras. A sexta-feira e o sábado se tornavam coadjuvantes do final de semana, à espera do domingo que amanhecia com formoso Sol após a pintura da Lua cheia que chegava mais pertinho de nosso planeta. Teriam o satélite natural e a Estrela-Rei com suas intervenções nos céus ofuscado o brilho da Estrela Solitária no Engenhão!?

            Iniciando a atuação mostrando poder ofensivo, mais uma vez o Fogão abriu o placar contra os tricolores. Na sobra de bola, Renato pegou de primeira e balançou as redes pelo canto direito do goleiro tricolor. Uh, Renato! O gol parece ter feito mal ao esquema tático. Equivocadamente, o time recuou após um único tento e se encolheu diante do Fluminense. Oswaldo de Oliveira comandou muito mal a equipe ontem. Numa final de cento e oitenta minutos, não podemos nos contentar com 1 x 0. Qualquer erro poderia mudar o decorrer da partida e ele apareceu poucos minutos antes de fechar o primeiro tempo, onde a zaga do Botafogo – a menos pior dos quatro grandes do Rio... – assistiu à assistência de cabeça de Thiago Neves e ao golaço de bicicleta de Fred.

            Se o empate esfriou a torcida e a equipe, a expulsão do inoperante, atabalhoado e limitadíssimo Lucas foi um balde de água fria para apagar qualquer chama que ainda havia. O lateral direito está muito mal! Digna de aplausos diante da mediocridade do Botafogo principalmente no segundo tempo foi a atuação esforçada, segura e dedicada de Márcio Azevedo! Enfim, tudo que não poderia acontecer era um gol do adversário após a expulsão. Mas ele aconteceu segundos depois. Era nesse momento que a tática deveria ser adaptada a uma final de cento e oitenta minutos! Entretanto, o Botafogo se expôs ao atacar sem garantir a retaguarda. Jefferson não foi páreo para defender outras duas certeiras finalizações tricolores, que abriram três gols de vantagem. Parecia que nosso Glorioso brincava de pique-esconde enquanto o Fluminense jogava e acertava o golzinho...

            Enfim, quarta-feira temos que apoiar contra o Vitória e carimbar o passaporte para as quartas-de-final da Copa do Brasil! Mesmo com a desvantagem, Domingo que vem é dia de dividir o almoço com as mamães e as avós e partir para o Engenhão em seguida! Com dedicação e capricho, não ficaremos à espera de um milagre para comemorar três gols na fraca defesa adversária após um duelo contra o Internacional na quinta-feira pela Libertadores. O campeão não está definido. AFINAL, A FINAL SÓ ACABA QUANDO TERMINA...

           
 *Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

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