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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ziriguidum 2012 - Gabriel 2.7

É isso, galera, na próxima quarta-feira - apesar de não parecer - completo 27 anos de idade.

Não será possível realizar um grande evento que conseguisse, no mesmo local, dia e horário, reunir todos e todas que gostaria que estivessem presentes. Cada um de vocês, perto ou longe, conhecidos de longas datas ou há pouco tempo, familiares, militantes, amigos, colegas etc. possui seu grau de importância em minha trajetória e seria muito bacana cantarmos a diversidade de "Parabéns para você" (no caso, para mim!), relembrarmos as músicas do Chaves, entoarmos o "Parabéns" com o ritmo da Internacional Socialista e finalizarmos com a Tabuada dos Alunos do Colégio Pedro II.

Enfim, diante da impossibilidade desta reunião presencial, desta vez aceitarei as congratulações pelas redes sociais e os presentes enviados via correio. ;) E listo abaixo os eventos e atividades em que estarei presente como parte do ZIRIGUIDUM 2012: GABRIEL 2.7, torcendo para a feliz coincidência de encontrar vários e várias para que possa receber um beijo e/ou abraço sinceros e um sorriso contente por nos conhecermos. Indubitavelmente já são excelentes presentes. E quem estiver interessado(a) em ser ainda mais querido(a) por mim, só perguntar o que estou precisando para me presentear (uma casa de praia, um carro do ano, uma humilde lancha... São algumas dicas).

APAREÇAM:

Sexta-feira, 25 de maio
a partir das 21h 
Fundição Progresso - UH, LOS HERMANOS
 Antes, ruas e bares da Lapa bebendo todas! ;)

Domingo, 27 de maio

16h - Coritiba x Botafogo (Fogão rumo ao Tri) - aceito sugestões de local para torcermos pelo clube da Estrela Solitária

Segunda-feira, 28 de maio
7:15 às 14:25 - E. M. Ministro Orosimbo Nonato
Show de Bola do Professor Gabriel x seus estudantes

Terça-feira, 29 de maio
7:15 às 14:25 - E. M. Ministro Orosimbo Nonato
Show de Bola do Professor Gabriel x seus estudantes

noite - Zenas Emprovisadas - OI Casa Grande (Teatro) e Pelada society no Clube Light (Grajaú)

Quarta-feira, 30 de maio
DIA DA PANQUECA E DA BARQUETE - almoço
Hummmm, delícia - Mamãe e vovó fazem saborosos presentes...
Evento restrito aos parentes! hehehe

a partir das 22h - QUARTA DEMOCRÁTICA
Forrózinho para virar a madrugada até a hora de partir para Macaé!

Quinta-feira, 31 de maio
  manhã - C. M. Botafogo 
Show de Bola do Professor Gabriel x seus estudantes

10h - Manifestação em Macaé. Concentração na Praça Veríssimo de Mello.
UFRJ EM GREVE

16h às 19h - Lançamento do livro "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial"
na CASA DO LIVRO, em Macaé

a partir das 21:30 - BOLICHE em Rio das Ostras

Sexta-feira, 1 de junho 
manhã - C. M. Botafogo
Show de bola do Professor Gabriel x seus estudantes

Sábado, 2 de junho
a partir das 22h
FORROZADA no Centro Cultural Cordão do Bola Preta

Domingo, 3 de junho
a partir das 18h
Fundição Progresso - UH, LOS HERMANOS

Por enquanto é só, velhinhos(as)...

Lançamento Macaense de "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial"


Na próxima quinta-feira, compondo a Semana de Comemorações pelos meus 27 anos, estarei na CASA DO LIVRO (Rua Marechal Deodoro, 295. Centro. Macaé-RJ) entre 16h e 19h conversando sobre "Sociedade e Futebol" e lançando em Macaé o primeiro MEU LIVRO DO FOGÃO - "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial".

Após o evento, partiremos para Rio das Ostras, onde jogaremos animadas rodadas de Boliche.

Você está convidado(a)!

sábado, 13 de novembro de 2010

Hora de secar*


A chance de retornar à bela capital cearense era grande com o jogo num final de semana do feriadão de 15 de novembro. Mas a toda-poderosa Rede Glóbo de Televisão antecipou o confronto para quarta-feira, prejudicando significativamente o Botafogo por conta de duas viagens seguidas e de pouco tempo para treinar. Diante disso, para alguns torcedores, como eu, Fortaleza ficou mais distante e o jeito foi acompanhar pela televisão a participação da Estrela Solitária na 35ª rodada. Devido aos compromissos profissionais, assisti ao jogo em Rio das Ostras, num restaurante com a alcunha da competição: Brasileirão!

Além de Maicossuel, Herrera e Fabio Ferreira, – liberados só ano que vem – Marcelo Cordeiro e Somália, – que não estiveram presentes nas ultimas rodadas – Marcelo Mattos e Antonio Carlos cumpriam suspensão. Ou seja, quase um time titular completo ausente da partida no Castelão. Com 55 pontos 6 pontos atrás do líder Fluminense, um fluido positivo estava no ar de que poderíamos encostar nos 3 primeiros e permanecer acreditando bastante em conquistar esse Campeonato Brasileiro. O Vozão, que já fora líder este ano, caiu de produção, mas é nítido como há bastante qualidade nesse time, principalmente com o meio de campo extremamente ágil, arisco, arriscando chutes, trocando passes e se movimentando o tempo todo! Tudo que o meio-campo do Fogão deveria ser mas não é!

Em 5 minutos, o Ceará já finalizara em três oportunidades e o árbitro, além de não marcar a falta em cima de El Loco, equivocadamente amarelou o jogador. El Loco, de “cara limpa”, seis minutos depois, mostraria sua estrela. Em um bate-rebate, Edno cruzou, Alessandro tentou de letra (faz o simples, cabeção!) e furou, o maestro desafinado Lucio Flávio chutou cruzado e a bola encontrou a perna esquerda do uruguaio matador: 1 x 0! As investidas cearenses esbarravam no melhor goleiro do Brasil, que salvou dois chutes de Magno Alves, aos 16 e aos 18 minutos. Aos 22 minutos, os jogadores de futebol deveriam aprender com uma regra do basquete: bola no campo de ataque NÃO pode voltar para o campo de defesa. Entretanto, Edno passou para trás, Marcio Rosário dominou e na fogueira tocou para trás, Leandro Guerreiro cochilando deixou a bola passar por baixo do pé e Magno Alves agradeceu a bobeada, carregando a bola até chutar no canto de Jefferson e empatar a partida. Aos 26 minutos, quase o árbitro se atrapalha, chegando a tirar o cartão vermelho do bolso para Túlio Souza, que não tinha recebido amarelo! Com 34 minutos, Geraldo acertou uma bomba de canhota de fora da área, acertando o ângulo e virando a partida para os donos da casa. Por que só depois disso o Fogão começou a sair de seu cochilo? Aos 41, pênalti não marcado em cima de Túlio Souza; e aos 46, no único lance acertado de Jobson, um belo passe para Túlio Souza chutar rente à trave e sair caprichosamente pela linha de fundo, duas oportunidades que poderiam nos garantir o empate antes do intervalo.

No segundo tempo, o Botafogo ousava mais. Fahel quase acertou de cabeça aos 6 minutos (seria querer demais, né?); e Jobson, em duas situações semelhantes pela esquerda, dentro da área, chutou de qualquer jeito para fora, aos 4 e aos 7 minutos. Ainda levou um cartão amarelo depois de reclamação. Porém, a estrela da noite era realmente solitária e era gringa. Aos 11 minutos, Túlio Souza cruzou, Alessandro dominou e tocou para trás. Lá estava El Loco, na grande área, para inteligentemente chutar de esquerda, com ligeira curva, no cantinho do gol e empatar novamente a partida! Passando-se três minutos, momento Trapalhões da zaga do Botafogo: Fahel chuta de qualquer jeito para afastar a bola da área em cima de Leandro Guerreiro... A bola vai na direção do gol e fica na trave direita de Jefferson. Com Caio, Bruno Thiago e Renato Cajá nos lugares de Fahel, Túlio Souza e Lucio Flávio, o time ficou mais ofensivo e vulnerável. Mas realmente era preciso arriscar nessa reta final e buscar a virada. Apesar do Ceará ainda ter acertado uma cabeçada na trave direita que salvou novamente, os minutos finais reservaram a expulsão do adversário Michel ao receber o segundo cartão amarelo em falta sobre o xodó, duas oportunidades de cabeceio para fora de Caio e El Loco e a melhor oportunidade, aos 36 minutos: novamente livre pela esquerda, o afoito, atabalhoado e nada inteligente em finalização Jobson chutou em cima do fraco goleiro do Ceará, finalização que poderia sacramentar a vitória.

No jogo entre duas das melhores defesas da competição, 2 gols para cada lado e mais um empate do Botafogo. Foi um jogo muito melhor que o anterior contra o Avaí. Somamos 56 pontos faltando 3 rodadas apenas: 5 pontos atrás do primeiro colocado e 3 à frente de dois concorrentes pela vaga na Taça Libertadores. O Botafogo é o time com menor número de derrotas e está invicto há 13 rodadas. A campanha é digna de elogios sim, embora fiquemos frustrados porque a possibilidade do título era muito maior! São vários desfalques, foram bobeadas em minutos finais de alguns jogos e erros de arbitragem. É hora de secar os jogos de sábado e domingo! E a torcida tem uma grande responsabilidade para impulsionar a Arrancada Final nos jogos contra Internacional e Grêmio Itinerante no Engenhão. Avante, Glorioso!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sábado, 6 de novembro de 2010

Comer pelas beiradas*


Em Rio das Ostras, já eram 17:30 de quarta-feira quando minha mãe me telefonou para avisar que eu precisaria estar às 14h do dia seguinte no Rio para escolha da escola onde lecionarei em breve em minha cidade natal. Infelizmente, não dava mais tempo de voltar a tempo de chegar ao Engenhão para mais um jogo do Glorioso e tive que rumar para a Rua do Shopping, onde pelo menos degustei uma suculenta porção de filet mignon com fritas. Queria muito me somar aos quase 20.000 torcedores presentes no Engenhão, principalmente numa semana em que a agora mais vibrante torcida alvinegra marcou presença inclusive nos treinos da equipe. Era a trigésima terceira rodada e um rubro-negro – dessa vez goiano – pelo caminho, com seu destino ainda incerto em relação à permanência na Série A ou a queda para a Série B.
                                                                                      
            Apesar de todas as limitações, os desfalques dos laterais Alessandro e Marcelo Cordeiro certamente atrapalharam, até mesmo porque ambos possuem bastante raça nas disputas de jogadas. O Papai Joel conseguiu readaptar o esquema com o polivalente Somália e o xodó Caio pelas alas. Além de mais esses dois desfalques, a escalação do trio de arbitragem tinha como protagonista Heber Roberto Lopes, o árbitro com uma pista de pouso de aeroporto de mosquito, que já tentara atrapalhar o brilho da Estrela Solitária. E, aos 15 min do primeiro tempo, o atacante uruguaio tocou a bola, antecipando-se ao zagueiro adversário, que o derrubou. Todos esperando o apito... E nada. Pênalti claro e claramente ignorado pelo árbitro. Num primeiro tempo em que apenas o Atlético-GO finalizara a gol em algumas oportunidades, todas sem trabalho para o paredão Jefferson, eis que o apoio maternal se fez presente. Jobson driblou, tocou para Marcelo Mattos, que cruzou na medida para o xodó enfim balançar as redes no Campeonato Brasileiro, em cabeceio estiloso, dedicando o gol para sua mãe, presente no Engenhão e com quem se reencontrara na rodada anterior após quatro anos. Um gol importantíssimo que mudou os rumos do jogo antes da descida para o vestiário e jogou a urucubaca que acompanhava Caio para longe! E vale destacar a atuação brilhante de Marcelo Mattos. Além do passe açucarado para o xodó, o cara desarmou, deu ótimos passes, marcou... Peça fundamental deste tabuleiro alvinegro!

            No intervalo, o fantasma das contusões forçou a substituição de nosso grande zagueiro Marcio Rosário, entrando Danny Morais em seu lugar. Logo aos 3 minutos da segunda etapa, Somália cruza, Fahel cabeceia de maneira atabalhoada, a zaga do Dragão realiza um momento Trapalhões e a bola sobra para Somália novamente, que, num toque, deixou Jobson livre para mandar uma bomba de esquerda para os fundos da rede e aumentar a vantagem! Outro que fez as pazes com o gol... Quinze minutos depois, momento crucial para novas pazes: Caio cobra lateral rapidamente e Lucio Flávio, após ser continuamente puxado pela camisa, deu um mergulho nota dez dentro da área. Dessa vez não houve cegueira ou desprezo por parte do árbitro. É pênalti para o Fogão, em cima do Maestro, que vem jogando abaixo das expectativas, mas que merece todo o apoio da torcida. Sem cavadinha, no meio do gol, El Loco anotou seu nono gol na competição. 3 x 0 para o Botafogo! Aos 31 minutos, Lucio Flavio deu lugar a Edno e... A torcida ovacionou o capitão: importante papel cumprido pelos torcedores numa conjuntura em que o apoio ao time é fundamental. Ainda houve tempo para Caio levar um soco do adversário mas não haver uma punição rigorosa e de eu quase acertar o placar que sugeri num Bolão no twitter: 4 x 0. Mas... o gol do zagueiro artilheiro Antonio Carlos – que voltara ao time em ótimas condições depois de um período no Departamento Médico – foi anulado. E, num certeiro cruzamento de Jobson, El Loco cabeceou com estilo, mas desviou no zagueiro antes de ir à linha de fundo. Com três gols de vantagem e secando o Fluminense no jogo contra o Internacional, houve tempo apenas para certos fantasmas darem a cara – o da contusão e o do cochilo alvinegro! Aos 40 minutos, Somália saiu machucado para a entrada de Renato Cajá. Três minutos antes, Juninho diminuiu o placar após driblar Leandro Guerreiro e seu chute desviar em Danny Morais, enganando Jefferson. Aos 47 minutos, com o meio-campo totalmente voltado para o ataque, Robston entrou sozinho pelo meio para chutar com força e fazer o segundo gol dos goianos. Havia quatro partidas que o Botafogo não sofria gols...

            Enfim, a vitória foi confirmada. Terceira consecutiva e onze jogos de invencibilidade. Cinqüenta e quatro pontos. Com os resultados da rodada, a quatro pontos do líder Fluminense, faltando quinze pontos para disputar. É fundamental que a sequência de vitórias prossiga, pois estamos três vitórias atrás do líder e esse é o primeiro critério de desempate. Enquanto isso, é bom deixarmos nosso recado para a mídia: continuem menosprezando o Botafogo! Preferimos assim, pois o bicampeonato será ainda melhor vindo no estilo da criança comendo mingau ou do botafoguense Zeca Pagodinho: pelas beiradas e bem devagarzinho. Agora que a possibilidade de título é iminente, – projeção que eu já aponto desde a 12ª rodada aqui no blog – colocam o Fogão nas manchetes para vender jornais. Nossa Estrela Solitária tem luz própria e só precisa ser exaltada pela própria torcida! A Arrancada Final continua e os três primeiros já enxergam a totalidade de nosso rastro pelo retrovisor!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sábado, 9 de outubro de 2010

De grão em grão*


28ª rodada do Campeonato Brasileiro. De um lado, nosso Fogão, que não perdera nenhuma partida para os times paulistas; do outro, o Guarani, que não perdera nenhuma para os times cariocas. Por conta dos compromissos profissionais, quinto jogo assistido na cidade de Rio das Ostras e dessa vez o pastel foi substituído por uma porção de batata frita e suco de laranja. Além da comentada, conturbada, especulada e polêmica ausência de Jobson, nosso paredão Jefferson estava ausente devido aos jogos da Seleção Brasileira e o zagueiro de penteado exótico Fabio Ferreira cedido ao Departamento Médico por seis meses.

            Prata da casa e mais uma vítima da impaciência da torcida alvinegra, o goleiro Renan demonstrou, com apenas 2 minutos de jogo, que está à altura e preparado para substituir o melhor goleiro em atividade no país – Jefferson. Enquanto a zaga, com o retorno de Antonio Carlos e a entrada dos ex-reservas Danny Morais e Marcio Rosário buscava entrosamento, Fahel não comprometia e Leandro Guerreiro, com a raça e dedicação que lhe são peculiares, continuava apresentando seguro e bom futebol, inclusive arriscando subidas ao ataque. Somália tem lembrado os seus primeiros jogos no Botafogo, errando passes curtos, cruzamentos e dribles, ou seja, caiu demasiadamente de produção. No ataque, contávamos com o retorno da dupla Mercosul; e no meio, Túlio Souza e Lucio Flávio não repetiam a boa atuação contra a urubuzada. Com o cochilo da defesa e gol de cabeça do Barbosa aos 26 minutos, Joel Santana esperou apenas três minutos para sacar Túlio Souza, que obviamente saíra chateado, para a entrada do Edno, que há duas partidas também tem estado mal. O Guarani ainda pressionou aos 33 minutos, para nova defesa de Renan, até que o ataque Mercosul repetira jogada contra o Corinthians: cruzamento de Herrera para a mortal cabeceada do tsunami na área El Loco Abreu. 1 x 1 termina o primeiro tempo, mesmo placar da partida no Engenhão, do primeiro turno.

            Vindo o segundo tempo, o alviverde paulista quase desempatou, esbarrando em Renan aos 9 minutos e passando rente ao travessão aos 14 minutos. Um minuto depois, contra-ataque alvinegro. Herrera e Loco contra dois adversários e o goleiro, mas o argentino preferiu arriscar da entrada da área em vez de passar para o uruguaio. Aos 17 minutos, Herrera corria em direção ao ataque; por trás, o adversário dá uma cutucada de leve e o goleiro vem pela frente na bola: queda do argentino e ombro machucado, forçando sua substituição pelo garoto Caio, que voltou a incendiar a partida ao entrar no segundo tempo. Aos 28 minutos, jogada de craque driblando os adversários e chutando para que a bola caprichosamente esbarrasse na trave... O menino está mesmo azarado! Sete minutos depois da trave, Somália enfim acertou uma: lançou bem forte, mas com muita velocidade Caio alcançou e cruzou rasteiro para El Loco, que se desdobrou todo para chutar para fora de esquerda em vez de bater direto com a perna direita. Joel ainda substituiu Lucio Flávio para a entrada de Renato Cajá, que entraria sozinho, cara a cara com o goleiro e novamente deixaria de usar a perna direita para a tentativa ao gol, aos 41 minutos. No finalzinho do jogo, o então capitão Leandro Guerreiro cometeu falta providencial e levou o terceiro cartão amarelo, ocasionando mais um desfalque para o jogo contra o Palmeiras.

            Enfim, foi o sexto empate consecutivo do Alvinegro. Se, por um lado, não perdemos há seis rodadas; por outro, não vencemos há sete. Mantivemos a invencibilidade contra os paulistas e repetimos o resultado do primeiro turno. Foi o sétimo jogo com o placar de 1 x 1 e o 13º empate na competição. Dizem que de grão em grão a galinha enche o papo... Mas, nesse ritmo, não será possível acreditarmos no título. Como Fluminense e Corinthians foram derrotados nessa rodada, estamos a 9 pontos da primeira colocação e ainda há trinta pontos em disputa. No primeiro turno, nos 9 primeiros jogos, tínhamos 10 pontos; no segundo, estamos com 12 nos mesmos 9 confrontos. É preciso voltar a vencer e impulsionar o sprint final rumo ao bi. Amanhã vamos que vamos em peso para o Engenhão! Dá-lhe, Fogão!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bode expiatório ou garfada violenta?*


Depois de 1 vitória e 2 empates em jogos assistidos em Rio das Ostras, quarta-feira à noite era o momento de acompanhar o quarto jogo do Glorioso pelo Centro da cidade da Costa do Sol. Embora nosso último jogo no estádio trouxesse boas recordações, o prenúncio era assustador: o Timão vinha de 11 vitórias em 12 jogos realizados no Pacaembu. Enquanto as dificuldades por conta da suspensão de Jobson e do não pagamento da multa para o Edno poder jogar apareciam, a superstição poderia ser um trunfo nosso: 13º jogo do Corinthians em casa. E quem é o nosso camisa 13? O ataque Mercosul estava de volta à ativa. Colocando os prós e contras, dirigi-me animado para o jogo, com a sensação de vitória! Cheguei 16 minutos atrasados e o placar já apontava 1 x 0 para o adversário.

            Dez minutos depois, uma arisca jogada do Fogão: Lucio Flávio para Herrera, que cruza e... TSUNAMI NA ÁREA!!! Lá estava nosso uruguaio para empatar a partida e marcar seu sexto gol em seis jogos, dessa vez usando com muita categoria o fundamento do cabeceio. Com o empate, o Botafogo cresceu e é muito bom ver a disposição, a garra, a energia com as quais os dois atacantes gringos vão para os jogos. Enquanto a defesa do Botafogo ainda oscila demasiadamente, com momentos de total passividade, ficamos preocupados. Mas a maior preocupação nesse jogo de 29 de setembro não foi a defesa, que inclusive poderia ter protagonizado um golaço. Aos 37 minutos, Fabio Ferreira foi lançado e partia para a área adversária, sozinho, sem marcação, quando o defensor corinthiano acertou um carrinho e seria expulso! Porém, havia uma bandeirinha no meio do caminho! Impedimento equivocado.

            Em homenagem à vitória que parecia premente contra a paulistada, fui comer um pastel no intervalo. E com 3 minutos, os botafoguenses presentes na rua do shopping, junto aos tricolores cariocas, comemoravam a virada com o gol de Herrera. Entretanto, havia outra bandeirinha no meio do caminho! Novo absurdo a favor dos gambás! Prejuízo para o Botafogo, que prosseguia com jogadas aéreas. Herrera parecia ter aprendido com El Loco o fundamento do cabeceio e obrigou o goleiro do Corinthians a fazer ótima defesa. Depois disso, mesmo com a entrada de Renato Cajá no lugar do argentino e de Caio no lugar do Lucio Flavio, o Botafogo encolheu. O Corinthians pressionava e parecia mais próximo do desempate, mas tínhamos o paredão da Seleção Brasileira em nosso gol, que só parou com uma entrada do atacante corinthiano para derrubá-lo ao chão. Jefferson teve que jogar a bola à lateral para ser atendido pelo Departamento Médico. E qual foi a atitude dos gambás pelegos da Confederação Brasileira de Futebol??? Contrariando toda a lógica proposta do fair play, cobraram o lateral e partiram para o ataque, sem devolver a bola para o Botafogo! É um TIMINHO!

            Não bastassem os dois absurdos impedimentos, ainda acompanhamos o árbitro dar cartão amarelo para o Antonio Carlos, contundido e no chão. Cena inédita! Nos minutos finais, o Botafogo reacendeu suas chamas e teve duas oportunidades para concretizar a virada e conquistar mais uma vitória contra os paulistas, contra quem temos total invencibilidade nesse Campeonato Brasileiro. Todavia, na primeira delas, Somália se precipitou e chutou nas mãos do goleiro adversário. Na segunda delas, o garoto Caio arrancou após cobrança rápida de falta marcada sobre o Alessandro – que culminaria num contra-ataque ótimo – mas quis caprichar demais, driblar e marcar de fora da área. O árbitro, desesperado com a possibilidade de derrota do Corinthians, decretou o final do jogo: 1 x 1.

            O que temos acompanhado nos últimos dias é uma tentativa desenfreada de crucificar o xodó Caio pelo empate. Pera lá! Há muito tempo não temos jovens revelados pelo clube sendo tão bem aproveitados como o Caio e as palavras dele expressam a boa vontade da juventude, muitas vezes inexperiente: “Só quis ajudar!”. A torcida do Botafogo não pode entrar nesse clima de perseguição, querendo arrumar um bode expiatório! A grande culpa por não termos vencido a partida está atrelada à CBF, ao Ricardo Teixeira, ao Andrés Sanchez: foi o trio de arbitragem. Que os adversários não venham com histórias da carochinha de chororôs: o que presenciamos em São Paulo foi uma baita garfada violenta!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

Se meu pai fosse mulher, eu teria duas mães*


Depois de mais uma aprontada pela Prefeitura de Rio das Ostras, que trocou por sábados letivos os pontos facultativos de segundas-feiras, tive que assistir ao jogo do Fogão num quiosque na Praia do Centro. Pela terceira vez nesse Brasileirão, fiquei na torcida a cerca de 180 km de distância do Engenhão. Era a 25ª rodada e o jogo de ida contra o Atlético-PR não trazia boas recordações, pois o Glorioso permitira a virada após abrir dois gols de vantagem no primeiro tempo. O conjunto de desfalques era outra preocupação para esse jogo e a torcida também desfalcou, comparecendo com pouco peso. Na própria entrada para o campo, atitude bacana do elenco, ao carregar a faixa “Força, Maicosuel, estamos contigo!”.

            Apesar de muitas mudanças na equipe, o entrosamento inicialmente aparentou estar em dia. Com 22 minutos, uma excelente e habilidosa tabelinha entre Jobson e Túlio Souza desencadeou dribles do ousado atacante alvinegro dentro da área, que apenas escorou para o canhotinho Edno não vacilar e marcar 1 x 0. Infelizmente, a ligação entre os setores permanece complicada: em diversos momentos, o Botafogo tem a bola no campo de ataque e atrasa para a defesa dar chutões e contar com a sorte de sair alguma boa jogada. No primeiro tempo, mais uma vez tivemos de enfrentar os equívocos dos auxiliares ou bandeirinhas. Numa cabeçada para trás do jogador atleticano, a bola sobrara livre para Jobson, que rumava para ficar frente a frente com o goleiro Neto. Equivocadamente, foi marcado o impedimento, em jogada que talvez definisse algum vitorioso no duelo entre os goleiros convocados por Mano Menezes, ambos em ação no Engenhão. Os passes errados no meio são outro problema seríssimo. E num deles, o Atlético-PR armou o contra-ataque e obrigou nosso paredão Jefferson a mostrar serviço e o porquê de estar na Seleção Brasileira! A mania de se jogar em lances polêmicos e abrir mão da tentativa de gol ainda é hegemônica entre os atacantes. E a fantasia pouco antes de terminar a etapa inicial custou um cartão amarelo a Jobson e sua suspensão para o jogo seguinte.

            O jogo demonstrava que temos bons jogadores e, com mais atenção e cautela, é possível vencer os jogos, mesmo desfalcado. Lucio Flávio subiu de produção e ainda é uma excelente opção para jogar uns 60 minutos. O meia até deu carrinho para disputar a bola! Edno se movimentou muito bem e armou boas jogadas e dribles pretensiosos. A entrada de Paulo Baier é sempre preocupante; ele adora aprontar contra o Fogão. Enquanto o Atlético-PR tinha facilidade em cima da lentidão do cansado Túlio Souza e do limitadíssimo Fahel, contávamos com a segurança do Jefferson e a falta de pontaria do adversário. Caio e Renato Cajá fornecem maior movimentação, mas precisam de maior eficiência com a bola nos pés. Apesar dos diversos problemas, os 3 pontos se aproximavam cada vez mais, até que... Elizeu, que acabara de entrar, errou um passe primário – desses que são ensinados em escolinhas para crianças de 6 anos de idade – e possibilitou um contra-ataque do rubro-negro paranaense: Guerrón passou facilmente por Fabio Ferreira e chutou quase sem ângulo para empatar a partida nos minutos finais. Só deu tempo para o detalhe, o azar, o quase... surgir como protagonista. Numa sobra de bola na entrada da área, chute (quase) perfeito do garoto Caio... Quase comemoramos, mas a bola caprichosamente espancou o travessão, ratificando o décimo empate no campeonato. Ah, se essa bola tivesse entrado, se o Elizeu não tivesse errado o passe, se o impedimento não fosse marcado...

            Como não podemos nos submeter à lógica do Quase ou Se meu pai fosse mulher, eu teria duas mães, não adianta lamentarmos os problemas, os desfalques, as suspensões, os erros de arbitragem (impressionante, voltaram a acontecer todo jogo) e a desatenção e o cochilo da equipe nos momentos finais. É preciso acertar onde os equívocos têm acontecido e ficar acordado de verdade até o apito final. Todavia, contrariando os torcedores pessimistas, o sonho do título ainda é muito possível e temos de apoiar para torná-lo real. Nas seis primeiras rodadas do primeiro turno, o Botafogo conquistara 8 pontos; nesse segundo turno, são 9. Nossa arrancada começou contra o Vitória, na 12ª rodada, após uma sequência de 3 empates...

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

No embalo da Primavera*


No dia que marca o início da Primavera, a covardia contra a torcida brasileira permanece em defesa dos interesses da minoria que domina o sistema televisivo e consequentemente determina os horários dos jogos que movem uma das paixões nacionais. O clássico da paz, no Engenhão, contou com cerca de 16.000 presentes, pouco mais de um terço da capacidade do Estádio construído com financiamento a partir de nossos impostos e que deveria estar lotado a cada jogo. Mas certamente às 21h de uma quarta-feira, com as precárias condições de transporte público em nosso país, dificulta acompanharmos constantemente os jogos diretamente dos estádios. Quando uma nova estação floresce, é tempo de renovar, de respirarmos novos ares. Enquanto Joel insistiu na escalação de certo jogador, a CONMEBOL resolveu surpreendentemente – pelo menos para mim – retirar uma vaga dos times brasileiros da Taça Libertadores de 2011, forçando uma concorrência ainda mais acirrada, agora pelo G-3.

            Por conta dos compromissos na Costa do Sol, foi o segundo jogo que assisti em Rio das Ostras, até então invicto, tal como o Glorioso no Engenhão. Pelo time dos descendentes de portugueses, alguns já estiveram em nossas trincheiras, como Zé Roberto, Carlos Alberto, Felipe Bastos e o próprio técnico Paulo César Gusmão. Ex-jogadores sempre costumam aprontar; o retrospecto histórico contra o bacalhau não é nada agradável. Somado a tudo isto, há coisas que só acontecem ao Botafogo(1): numa jogada desleal de Zé Roberto por trás de nosso zagueiro artilheiro Antonio Carlos, ignorada pelo árbitro, que deveria ter marcado falta E dado cartão amarelo para o meia vascaíno, saiu o primeiro gol. Chute de Ramon, bola desviada em Danny Morais e redes balançando! Para completar, mais uma baixa diretamente para o Departamento Médico. O time do Vasco foi desleal em diversos momentos. Num deles, Zé Roberto levou amarelo após entrada dura em Somália,  momento em que deveria ter sido expulso se o árbitro não tivesse problemas de visão, pois a falta mencionada anteriormente foi escandalosa! Quase veio o empate com Maicossuel na primeira tentativa. Na segunda, passou como quis e como sabe fazer pela defesa vascaína... De cara pro gol, havia um buraco no meio do caminho... Também diretamente para o Departamento Médico! Com o hermano Herrera em seu lugar e o xodó no lugar de Antonio Carlos, em uma das tentativas de drible de Caio, perda de bola no ataque, contra-ataque vascaíno, e a vulnerabilidade de nossa defesa reapareceu: Eder Luis de fora da área, após passar fácil por Alessandro e ninguém cobrir, fez 2 x 0. Gostaria de aproveitar para defender sim o garoto Caio, que tem habilidade para prender a bola e levar faltas, forjando cartões para os adversários. Isso é importante, mas o meio-campo e a defesa precisam estar atentos para que não levemos gols nos contra-ataques, principalmente quando a arbitragem ignorar faltas claras! No geral do primeiro tempo, foi o Vasco da Gama quem partiu com tudo para cima e o Botafogo errava muitos passes. Devido à falta de pontaria, não foi possível garantirem um placar elástico.

            Veio o segundo tempo e com 10 minutos retomei a esperança de mantermos a invencibilidade. Antes disso, vale ressaltar o momento de unidade entre botafoguenses e vascaínos: no Olímpico, 1 x 0 para o Grêmio e comemoração de ambas as torcidas! Numa jogada inteligente após saída equivocada de Fernando Prass, Herrera cabeceou e só aguardou a atabalhoada defesa do Vasco perceber as redes balançando. O argentino – e nervosinho – ainda protagonizaria um carrinho desnecessário, tomando amarelo; e outra jogada desleal, levando o segundo amarelo e sendo expulso da partida. Com Edno no lugar de Renato Cajá, ontem apagado, Fahel mantinha-se no time! O Botafogo dominava a partida, mas após perder um jogador, o Vasco cresceu. Após belo passe de Felipe, Carlos Alberto acertou a pontaria... E lá estava nosso goleiro novamente convocado para a Seleção Brasileira(2): Jefferson! Diante de inversões de faltas e faltas claras não marcadas, o nervosismo tomava conta do elenco do Fogão. Num momento de chutar o balde, no ataque, El Loco tentou acertar a bola no adversário e cedeu escanteio gratuitamente. Ainda levaria um amarelo por reclamação, tal como Alessandro. Faltando 5 minutos para o tempo regulamentar, com um a menos em campo e 2 x 1 para o time da Cruz de Malta, pedi a conta. Logo depois de pagá-la, bola cruzada na área e... havia um braço no meio do caminho, não permitindo que chegasse ao matador uruguaio. Pênalti! Sem chances para Fernando Prass mas também sem cavadinha, El Loco selou o empate, anotando seu quinto gol em cinco partidas. Por pouco não pudemos virar o jogo. Edno passou para Caio, em impedimento, em vez de rolar para El Loco, que vinha de trás. 2 x 2 o placar final, com gols de nosso ataque Mercosul.

            Esse campeonato tem mostrado uma nova configuração para os vascaínos: em vez de time da virada, o Vasco tem sido o time do empate! Se por um lado os empates das duas últimas rodadas nos afastam da liderança, por outro têm mostrado nossa capacidade de reação. Diante de tantas contusões e agora também as suspensões, as dificuldades se multiplicam e essa disposição para recuperarmos o gostinho da vitória após três rodadas sem ela é fundamental. No próximo jogo, é o momento inclusive de colocar a garotada para jogar.

Temos quatorze rodadas pela frente e uma vaga a menos para disputar a Taça Libertadores! Diante de uma nova estação, vamos nos embalar com a chegada da Primavera e materializar o possível sonho de debutar após 15 anos sem título no Campeonato Brasileiro.


(1) Impressionante! Por que o Fahel nunca se contunde? E ele não leva o terceiro cartão amarelo?
(2) Registro aqui a coerência do técnico Mano Menezes ao deixar o mimado Neymar de fora da escalação, após os conturbados acontecimentos envolvendo o adolescente.


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

É proibido cochilar...*

Depois da cochilada contra o Internacional, que nos custou a saída do G4, a contusão do atrevido Jobson e a exagerada expulsão do garoto Caio, o forrózinho “É proibido cochilar...” deveria embalar o alvinegro na noite de quarta-feira, na cidade de Presidente Prudente. Entretanto, o cochilo permaneceu nos primeiros 45 minutos, fazendo com que o destaque desse período fosse nosso paredão Jefferson – comprovando sua merecida convocação para a Seleção Brasileira. Parecia um treino de ataque contra defesa e em 4 oportunidades o goleirão levou a melhor com belas e primordiais defesas. Merecem destaque também a segurança e a confiança retomadas a cada partida do xerifão Leandro Guerreiro, que tem contribuído bastante para evitar que os adversários balancem as nossas redes.

            Com a ausência de Jobson e o retorno do uruguaio como titular, o time mudou o estilo de jogo. Enquanto há menos ousadia e velocidade por um lado, há mais inteligência, experiência por outro. El Loco ainda está fora de forma (e deveria sim ter sido substituído. Não é hora de estrelismo!), mas as jogadas aéreas do Fogão foram exploradas novamente. Não fosse a falta de habilidade e pontaria do limitadíssimo Marcelo Cordeiro... Mais gols poderiam ter acontecido. A ligação entre o meio-campo e o ataque ainda está deixando a desejar, mas é certo que no intervalo Joel Santana conseguiu adotar algumas táticas para enfrentar o sonífero que tem nos prejudicado nos últimos jogos. Apesar de estar surpreendendo nesse Campeonato Brasileiro ao não ratificar em diversos momentos sua fama de retranqueiro, é possível avançar ainda mais, pois as potencialidades do atual elenco do Glorioso aparecem mais quando o time joga para frente, com velocidade e troca de passes. Para isso, a entrada de Edno no lugar de Marcelo Cordeiro na ala esquerda é uma pertinente opção. Em relação às substituições, acerto ao lançar o veloz Renato Cajá. Com sua canhotinha, passe perfeito para o Mago voltar a balançar as redes, também de esquerda, após contar com ligeiro auxílio de um montinho, que ajudou com precisão para que garantíssemos a oitava vitória na competição.

            Foi o primeiro jogo que acompanhei com a galera alvinegra de Rio das Ostras e estreamos com o pé esquerdo literalmente, conquistando a vitória e retornando ao G4, provisoriamente na terceira posição, o que certamente ainda é pouco! Para não passar despercebido, um Grêmio já foi (falta mais um no próximo sábado, diretamente do Engenhão para fechar o primeiro turno. Estaremos lá!). Resta saber quais os rumos de nosso adversário de ontem. Depois de situar-se em Barueri, agora se encontra em  Presidente Prudente. Onde estará no próximo ano? Coisas da profissionalização do esporte predileto dos brasileiros e mais ainda preferido por empresários que garantem lucros exorbitantes por meio de compra e venda de jogadores, construções de estádios e arenas esportivas, patrocinadores etc. Enquanto isso, nós pagamos ingressos cada vez mais caros para estar dentro de estádios construídos com dinheiro dos impostos que pagamos... Que o diga a atual arena alvinegra. Lidando com as contradições ao mesmo tempo em que construímos possibilidades de mudanças, não aceito nem o nome Stadium Rio tampouco do oportunista João Havelange. È o Engenhão, do Fogão, do povão!

            E que no embalo do “É proibido cochilar...” trilhemos as rodadas do segundo turno rumo ao segundo título do Campeonato Brasileiro!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985