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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Manifesto de tristeza - Orgulho de ser brasileira!?

No último sábado, enquanto governantes das mais variadas esferas no país e dirigentes do mundo esportivo - diversos deles envolvidos em escândalos de corrupção e/ou parceiros da classe dominante do país - se divertiam no evento na Marina da Glória, recepcionados por artistas, jogadores, ex-jogadores, técnicos, para sortear os grupos das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014, outros milhares de trabalhadores e estudantes realizavam a 'Marcha por uma Copa do Povo', do Largo do Machado até as proximidades da Marina da Glória, defendendo melhorias nas áreas sociais, como Educação, Saúde, Cultura, Lazer e Moradia!

R$30 milhões vindos de recursos públicos foram pagos à Confederação Brasileira de Futebol e à Rede Globo de Televisão para a realização de mais essa festa, onde as cúpulas se reuniam e sorriam, enquanto a situação das escolas e de hospitais em nosso país é precária!

Meu pai e eu participamos da Marcha. Sem mais a dizer, com muito orgulho eu publicizo aqui o texto que minha mãe escreveu naquele dia 30 de julho, deixando-me emocionado:

Venho por aqui manifestar a minha tristeza, depois de ligar a televisão e ver o sorteio para a Copa e saber o quanto estão gastando e ganhando, ou seja, milhões e milhões com tudo isso. Vejo o sorriso nos lábios, olhos vendo cifrões, quanta alegria para esses governantes, enquanto milhares de pessoas estão morrendo de fome e sem ter onde morar.
 
Não sou ligada a nenhum partido, sou uma simples digitadora, que dou um duro danado para ter meu dinheiro no final do mês.
 
E eles ficam esbanjando dinheiro, enquanto a saúde, educação e segurança estão um caos. 
 
Pacientes deitados no chão do hospital, pois não há leitos, tudo lotado, e os médicos ganhando um salário ridículo, depois de terem estudado tantos anos. 
 
Os professores, que se não fossem eles, ninguém estaria onde está. Mas o salário? Nossa, que vergonha!
 
Na parte de segurança (bombeiros, policiais, etc.) ganham um péssimo salário. 
 
Depois o nosso governador vai para a televisão e chama os bombeiros de vândalos, os professores e médicos de vagabundos! 
 
Agora eu pergunto: são eles que financiam a Copa? São eles que enchem o bolso de dinheiro? São eles que têm mansão em Angra dos Reis? Que têm apartamento super luxuoso na Zona Sul? Viajam em jatinho de empresário? 
 
Isso tudo sem falar no Sr. Ricardo Teixeira, que também está lá no sorteio, só pensando na grande fatia que também vai levar!! Na próxima fazenda que irá comprar!
 
E eu pergunto: quem são os vândalos e os vagabundos nessa história? 
 
Nossa, estou com vergonha de ser brasileira!
 
Nós temos que nos unir; assim como colocamos no poder, podemos também tirar. Vamos acordar, chega de corrupção!!!! 
 
O povo unido nunca será vencido!!!!

Talita Daumas

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Pra seguir mudando? Que nossos sonhos transcendam as urnas!*


Estamos a alguns dias do segundo turno das eleições parlamentares de 2010, onde nacionalmente o país optará entre a candidata petista Dilma Rousseff e o candidato tucano José Serra para presidi-lo entre os anos de 2011 e 2014. 2014, ano em que novamente ocorrerá uma Copa do Mundo em solo brasileiro após 64 anos, evento certamente bastante comemorado por consórcios de empresas e empreiteiras que lucrarão com as obras e reformas. Quanto será que estas investiram em campanhas de candidatos nessas eleições?

            Ontem à noite, organizado pela Rede Bandeirantes, ocorreu o primeiro debate entre os presidenciáveis que restaram e pretendo traçar algumas linhas que avancem além do trivial e do simplismo com que Serra e Dilma polarizaram. O verbo ‘polarizar’ é totalmente inadequado, já que os programas políticos apresentados por PT e PSDB assim como suas práticas atualmente não divergem.

            Enquanto Serra denunciava a ocorrência de onze arrastões no Rio de Janeiro, Dilma retrucava usando as rebeliões de São Paulo. Parecia até uma disputa bairrista em determinados momentos. Mas vamos comentar sobre a (in)Segurança no país. Já li uma frase aproximadamente assim: “metade da população do mundo não come; outra metade não dorme, com medo da que não come”. Como os candidatos poderiam explicar e comentar as maneiras por meio das quais acabariam com a violência, os homicídios e a criminalidade se os mesmos estão comprometidos exatamente com o alicerce que origina e multiplica esses problemas? É só ladainha e tró-ló-ló! A falsa solução das Unidades de Polícia Pacificadora é alardeada como bem-sucedida no Rio de Janeiro e é apresentada como política de Governo petista Brasil afora, enquanto o tucanato burocraticamente apresenta a criação de um Ministério da Segurança Pública. Enquanto estiverem mantidas as propriedades privadas dos meios de produção nas mãos de poucos, sendo fabricada comida suficiente para alimentar bem mais pessoas do que as existentes na Terra, mas não podendo ser comprada e consequentemente consumida, teremos violência!  

            As miúdas diferenças entre Serra e Dilma era trocadas por meio de farpas e provocações baratas. O tucano dizia que o PT é duas caras; a réplica da fantoche de Lula cutucava ao afirmar que Serra é 1000 caras. Parece até piada, mas Dilma esbravejou que o pré-sal é uma riqueza do povo brasileiro e Serra resgatou seu passado enquanto líder estudantil pela UNE para explicitar que lutou pelo fortalecimento da Petrobrás. E foi além, afirmando que como presidente irá reestatizar os Correios, fortalecer o BNDES e a Petrobrás, diminuindo as terceirizações e os cargos por indicações políticas. No que diz respeito às privatizações, foi uma grande tergiversação! Serra não respondia sobre a Vale do Rio Doce e a Petrobrax; e Dilma ignorava as privatizações de bancos e saneamento básico realizadas em governos petistas, assim como as ações do Banco do Brasil na Bolsa de Nova York. Tergiversar que foi o verbo preferido da ex-ministra chefe da Casa Civil, estando nos TTs do twitter. Apesar da erudição do verbo, por várias vezes a língua portuguesa foi jogada para as calendas, como o “nem tampouco”. A disputa pela medalha de ouro apresentada é: qual deles é mais neoliberal? Qual dos governos apresenta maior serventia para a manutenção da ordem capitalista? Qual dos candidatos melhor representa a gestão do Estado burguês?

            Com a ausência dos demais candidatos que estavam no primeiro turno, o tema da Educação nem apareceu com ênfase, apenas a promessa leviana de que vai se investir da creche à pós-graduação e blá-blá-blá. Por que o veto aos 7% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação feito por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi mantido por Luis Inácio Lula da Silva (PT)? Porque ambos estão comprometidos com os setores privatistas! Enquanto Serra atacou os profissionais da Educação em greve em São Paulo, Lula chantageou as Reitorias por todo o país para impor goela abaixo das Instituições Federais de Ensino Superior o REUNI. Nos próximos anos, começaremos a sentir mais claramente os efeitos dessa expansão e interiorização sem os recursos necessários. Vale destacar que Lula e PT usaram força policial e aparato institucional para impor esse modelo de Universidade que não serve à classe trabalhadora!

            Nada mais inusitado que o dia 31 de outubro para escolher entre Dilma Serra e José Rousseff! Dia d@s Brux@s. Ambas as propostas de governo defendem interesses de empresários, banqueiros e latifundiários. PT e PSDB, atualmente, são faces opostas da mesma moeda de um centavo: não valem nada para a classe trabalhadora! Uma tristeza ouvir um ritmo tão bacana quanto o forró ser usado nos jingles neoliberais...

            Depois de ter ajudado a construir, com muita energia, na minha primeira eleição em 2002, a vitória da esperança sobre o medo, acompanhei o Governo Lula/PT aprovar uma Reforma da Previdência prejudicial aos trabalhadores, impor de maneira fatiada uma Reforma Universitária que retrocede as conquistas da Educação Pública, se envolver em escândalos de corrupção, enviar tropas brasileiras em consonância com o imperialismo estadunidense para explorar e oprimir a população trabalhadora haitiana, aliar-se a Collor, Sarney e Renan Calheiros etc. Ao longo desses 8 anos, Lula se transformou no “cara”, roubando a denominação de Romário, que agora estará na base aliada do PT no Congresso Nacional. Em tempos de crescimento da economia brasileira, Lula propiciou lucros exorbitantes para os banqueiros; comprou a classe média com redução de IPI e meia-dúzia de concursos públicos; e amansou os setores mais pauperizados com políticas compensatórias como o Bolsa-Família. Obteve sucesso ao impedir o crescimento de mobilizações, pois possuía como seus sustentáculos de apoio no seio dos Movimentos Sociais a Central Única dos Trabalhadores e a União Nacional dos Estudantes. Cumpriu fielmente o papel de marionete da burguesia internacionalmente e como prêmio trouxe os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo para o Brasil.

            Na minha caracterização, tudo leva à vitória de Dilma, conduzida pela marola de popularidade lulista após mais uma crise cíclica do sistema capitalista, na qual a mídia alardeia que o Brasil saiu-se muito bem. Apenas um escândalo catastrófico tira a vitória da petista como primeira mulher presidente do país, que apóia candidatos como o agressor de mulheres Netinho de Paula e se recusa a defender publicamente a descriminalização do aborto e sua legalização. Pra seguir mudando? Como se os 8 anos de Lula tivessem modificado os rumos dos 8 anos de FHC ou os anos anteriores de Itamar, Collor e Sarney. A concentração de riquezas permanece e a barbárie é sentida pela maioria da população, com péssimas condições de acesso à Saúde e à Educação, sofrendo com a falta de saneamento básico e o excesso de violência. Talvez a única mudança mais profunda tenha sido a troca de um estilista por um palhaço como o mais votado para a Câmara dos Deputados!

            No dia 31 de outubro, nada mais coerente e significativo para a classe trabalhadora do que anular o seu voto, negando as candidaturas de Serra e Dilma, que são exímios representantes da burguesia e que não servem aos nossos interesses. Nossos sonhos não cabem nas urnas e se quisermos uma efetiva mudança, precisamos construir o Partido Revolucionário e operar a transformação sonhada e possível de ser materializada: uma sociedade sem classes; onde não haja mais direitos sem deveres tampouco deveres sem direitos!

*Gabriel Rodrigues Daumas Marques
Militante do Coletivo Marxista e Professor de Educação Física

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Dunga e a Seleção Ah-NÃO: deu Burro*

No início dos anos 1990, era aluno da Escolinha de Futsal do Sport Club Mackenzie, no Méier, com o Professor Nelsinho. Na hora de escolher as camisas, era sempre uma correria, uma imensa disputa pela 11 do Romário e pela 7 do Bebeto. Por fora ficavam a 10 de Raí e a 1 de Taffarel, para os goleiros. Nesse tempo já começava a questionar algumas coisas e nunca participava dessas disputas; geralmente, era o único camisa 8. Camisa 8 do capitão Dunga.

Creio que a Copa do Mundo que mais acompanhei e torci foi a de 1994, assistindo aos jogos na vila onde morava, batucando, gritando, comendo churrasco e suando frio a cada cobrança de pênalti na final contra a Itália. Fomos tetra. Em 1998, a decepção na Final, “recompensada” pelo pentacampeonato quatro anos depois; este, por sua vez, seguido por nova decepção em 2006. Majoritariamente, a busca pelo resultado vem superando a criatividade, o abuso, a molecagem. Também cada vez mais fica evidenciada a íntima relação entre gigantescos investimentos financeiros de patrocinadores e os resultados do futebol.

Não sou daqueles professores de Educação Física que defendem ser o futebol propriedade privada da nossa área e entendo que a busca pelo conhecimento pode acontecer além da Universidade. Certamente muitos ex-jogadores têm mais condições de ser técnicos de futebol do que eu. Todavia, fiquei surpreso com uma ascensão meteórica do capitão do tetra. Seu primeiro cargo: técnico da Seleção mais vezes campeã do mundo! Pareceu-me mais uma das artimanhas maquiavélicas da Confederação Brasileira de Futebol, sob o comando coronelístico – neologismo? – de Ricardo Teixeira e seus asseclas.

O capitão já não é mais o mesmo, nem ocupa o mesmo papel. Assim como, de minha parte, já não é o mesmo sentimento nacionalista, ufanista de não desistir nunca e ficar na torcida de verde e amarelo pelo hexa. É hoje muito mais perceptível a importância desses mega-eventos esportivos para auxiliar o processo de manutenção da ordem estabelecida. Em diversos momentos acompanhamos comemorações de títulos em que jamais tocaremos a taça, enquanto a ideologia e a repressão dominantes, ah, essas sim nos tocam, nos jogam contra a parede, configurando ditaduras, como na década de 1970; governos neoliberais, como nos anos 1990; e agora governos burgueses mascarados de esquerda.

Já pensava em não torcer para o país sede da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, que constrói estádios, monumentos e faz empresas e bancos lucrarem, ao passo que o desemprego aumenta, crianças passam fome e se prostituem e a barbárie se dissemina. Na terça-feira, enquanto a lista de Dunga era anunciada, lecionava para o 6º ano em Rio das Ostras. Dois alunos, de idade próxima à minha em 1994, vieram me pedir para deixar o rádio ligado na hora da entrevista coletiva. Recordei-me da época que tinha 9 anos e torcer era divertido e fácil. Mas é preciso irmos além do trivial.

As piadas já estão rolando solta. Dunga encampou a campanha contra as drogas: craque nem pensar! Não deu Ganso, nem Pato: deu Burro! Não bastasse a alcunha do técnico, ratifica-se a Seleção Ah-NÃO. Doni? Ah-não! Gomes? Ah-não! Gilberto Silva? Ah-não! Josué? Felipe Melo? Kleberson? Ramires? Ah-não... Uma convocação repleta de jogadores que hoje são reservas em seus clubes, jogadores que, nos tempos atuais, inclusive, saem das terras tupiniquins rumo aos ares europeus. De positivo, deixar o “Imperador” de fora e colocar a forma alotrópica do diamante foi um grande acerto.

Todos somos sim um pouco de técnicos. Talvez por pensar o futebol não apenas como uma competição, mas como uma arte, uma alegria de jogar, de driblar, de fazer gols, de dançar, de comemorar, defenda a seleção menos pragmática e burocrática, que visa apenas o resultado. Por isso gostaria de ver na seleção de hoje aqueles que têm apresentado esse futebol, como Ronaldinho, Ganso e Neymar. No gol, Jefferson está muito melhor que os dois possíveis reservas e ter alguém do Botafogo na Seleção é bem mais interessante.

Pode até ser que o Brasil alcance o hexa, dependendo da correlação de forças e dos interesses políticos presentes atualmente na FIFA. Mas será difícil essa seleção conquistar significativa simpatia e causar alegrias e risos como boas piadas ao longo dos jogos. E eu, hoje? Não me orgulharia de pedir a camisa 8.


*Gabriel Rodrigues Daumas Marques
Anti-FIFA, Anti-CBF e Anti-Burrice

sábado, 3 de abril de 2010

X Encontro Regional de Estudantes de Educação Física

Na seqüência dos feriados de 21 e 23 de abril, lugar dos estudantes de Educação Física do Rio de Janeiro, do Espírito Santo e de Minas Gerais é na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica. Entre os dias 21 e 24 desse mês, ocorrerá o X Encontro Regional de Estudantes de Educação Física da Regional II (RJ, ES e MG): o EREEF RURAL 2010. Participe enviando trabalhos até o dia 16 para apresentar oralmente ou por meio de pôster! Converse com seus colegas de sala e procure o Centro ou Diretório Acadêmico para ajudar na divulgação e organizar os/as estudantes da faculdade para vivenciar o Encontro!

Entre 2003 e 2007, enquanto estudante de Educação Física da UFRJ, participei do Movimento Estudantil de Educação Física. Nos EREEFs da Regional II, desde então, estive em Viçosa (UFV-2004), apresentei trabalho em Seropédica (UFRRJ-2005), fui palestrante em Juiz de Fora (UFJF-2006), compus a Comissão Organizadora no Rio de Janeiro (UFRJ-2007). Já Licenciado em Educação Física, também estive como mediador do filme "A UNE somos nós?" em Minas Gerais (UFMG-2008) e dei uma espiadinha rápida em Niterói (UFF-2009). Esse ano, participarei como mediador do filme "Roger e eu", repetindo o evento na receptiva cidade de Seropédica.

Vamos nos encontrar lá!
Prof. Gabriel.



Seguem abaixo algumas informações contidas no panfleto de divulgação do EREEF 2010.


SEJAM BEM VINDOS/AS

O Encontro Regional de Estudantes de Educação Física ocorre anualmente, sendo um evento construído exclusivamente por estudantes e para os/as estudantes e trabalhadores/as da área. Realizado pela Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física (ExNEEF). A ExNEEF é a entidade representativa dos estudantes de graduação do curso de Educação Física de nosso país, responsável por organizar e executar as ações do Movimento Estudantil de Educação Física – MEEF.

Os Encontros Regionais de Estudantes de Educação Física (EREEFs) surgiram como forma de preparação para os Encontros Nacionais (ENEEFs), onde ocorre a maior instância deliberativa do MEEF – a Plenária Final.

A formação acadêmica dos universitários acompanha o cenário político, econômico e social em que vivemos, refletindo-se em nossas salas de aula e espaços de atuação. Por conta da influência do pensamento e da política de implantação do neoliberalismo, é perceptível a ampliação gradual de individualismo e competitividade e a diminuição da participação política no dia-a-dia da Universidade. O Movimento Estudantil se configura como um importante instrumento de organização e formação dos estudantes, possibilitando discussões pertinentes e propositivas que visem criticar e superar a realidade em que estamos inseridos. Através dos seus espaços, o EREEF enquadra-se nessa perspectiva, possibilitando aos participantes reflexões acerca de temas que muitas vezes encontram-se como coadjuvantes em nossos currículos escolares, fundamentando e instrumentalizando.

INSCRIÇÕES EM

OBS: Enviar seu nome e instituição que faz parte;
Valor da inscrição R$20,00 incluindo alimentação e alojamento (trazer colchonete).
Pagar no ato do credenciamento.

MAIORES INFORMAÇÕES

Tels: Amanda 8823-2355, Leandro 9475-4026

NORMAS para APRESENTAÇÃO de TRABALHOS

-> Os trabalhos devem ser inscritos até o dia 16 de abril de 2010 e enviados para o e-mail: calef-rural@hotmail.com [campo “assunto”: inscrição de trabalho];
-> Os trabalhos poderão ter os seguintes formatos: apresentação oral ou painéis (pôster).
-> Cada autor poderá inscrever mais de um trabalho para apresentar no evento, contudo, os trabalhos de um mesmo autor devem ser em formatos diferentes. Poderá existir mais de 1 (um) autor por trabalho;
-> Os trabalhos podem estar conclusos ou em andamento. A Comissão Científica analisará seu trabalho e retornará o aceite, desde que o trabalho contemple as seguintes normas
-> Resumo - apresentação oral: até 4 laudas (introdução, metodologia, desenvolvimento, conclusão e referências);
Resumo - painéis: até 2000 caracteres e 3 palavras-chaves;
Critérios avaliados: consistência argumentativa; diálogo com a literatura; qualidade da escrita; relevância do tema.

Todos os tipos de trabalho deverão contemplar os seguintes requisitos quando enviados à análise: Word 6.0 for Windows ou superior; Titulo: caixa alta, centralizado e em negrito, á dois espaços abaixo do titulo; nome(s) do autor (es) seguido(s) do órgão ou entidade e e-mails alinhados à direita; A dois espaços abaixo segue o desenvolvimento do texto; Bibliografia segundo normas da ABNT; formato da página: tamanho A4 e margem com recuo 2,5 cm superior, inferior e à direita e 3,0 cm à esquerda; fonte arial, tamanho da fonte 11, espaçamento entre linhas 1,5;

PROGRAMAÇÃO

Quarta - feira / 21 de Abril
8:00 – 10:00 -> Credenciamento
10:00 – 11:00 -> Mesa de abertura
11:00 – 12:00 -> Almoço
13:30 – 17:00 -> Mesa Práxis – Artes Circenses, Jogos Populares e Lutas
18:00 - 20:00 -> Lanche
20:00 - 22:00 -> 1º COREEF
22:00 -> Cultural

Quinta - feira / 22 de Abril
6:30 – 8:00 -> Café da Manhã
08:30 – 11:30 -> Mesa I “A Universidade em Crise! A Copa do Mundo é Nossa?”
11:30 - 12:00 -> Almoço
14:00 – 17:00 -> Grupos de Discussão
18:00 – 20:00 -> Lanche
20:00 - 22:00 -> Grupo de Discussão – FILME: Roger e Eu.
22:00 -> Cultural

Sexta - feira / 23 e Abril
6:30 – 8:00 -> Café da Manhã
08:30 – 11:30 -> Mesa II “A copa do Mundo é Nossa. Solução ou Ilusão?
11:30 - 12:00 -> Almoço
13:30 - 17:00 -> Grupos de Trabalhos Temáticos: Universidade, Opressões, Esporte, Saúde e Licenciatura Ampliada
18:00 – 20:00 -> Lanche
20:00 –> 2º COREEF
22:00 -> Cultural

Sábado / 24 de Abril
6:30 – 8:00 -> Café da Manhã
08:30 – 11:30 -> Plenária
11:30 - 12:00 -> Almoço
14:00 – 17:00 -> Plenária
17:00 – 18:00 -> Avaliação do Evento
18:00 -> Encerramento / Confraternização

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Quanto riso, oh! Quanta alegria!

Em ritmo de festa, milhões de foliões já preparam seus apetrechos e fantasias, programam suas viagens e entoam refrões para se esbaldar nas ruas de diversas localidades de nosso extenso país.  Por diversos motivos, sempre gostei do Carnaval: quando criança, ia ver com meus pais os carros alegóricos e acompanhava os desfiles das escolas de samba e anotava as notas de cada quesito durante a apuração; já adolescente, usava fantasias, viajava, conhecia novas pessoas, beijava na boca etc. Planejo o terceiro ano consecutivo na simpaticíssima Cidade Maravilhosa, curtindo os blocos, as praias, cachoeiras e demais belezas. Porém, para fazer valer o nome do blog, tentarei compartilhar um pouco da angústia que tem me acompanhado freqüentemente.

Muitos esbravejam por aí que o ano oficialmente se inicia apenas após o Carnaval, que é tempo de afogar as mágoas, esquecer os problemas, se embebedar e por aí vai. É aí que reside algo bastante perigoso e conservador, visto que pretende preservar a realidade concreta ao nosso redor. Com auxílio da mídia, a criação, a irreverência, a ironia que poderiam ser mecanismos de crítica e superação são transformados em mercadorias a serem consumidas pragmaticamente a fim de gerar lucros para grandes corporações. 

Dois mil e dez já teve seu início há muito tempo, bem antes dos pirotécnicos foguetórios que iluminaram a virada para o dia primeiro de janeiro. Não nos esqueçamos de que em outubro teremos novamente o processo eleitoral, renovando, sucedendo, modificando presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. Renovando, sucedendo, modificando o quê, cara pálida!? Mais falsas polarizações entre os tucanos e petistas serão apresentadas, ludibriando a população, que precisará digerir novas propagandas do sempre mesmo projeto vigente, com apenas trocas de máscaras e embalagens, mantendo o conteúdo: opressor, corrupto, burguês! Tal como a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016, é um novo jogo de cartas marcadas, dessa vez com uma dama de estrela vermelha que hoje tem sua combatividade apagada.

E como vamos nos esquecer? Tivemos gripe suína e crise do capital no ano passado tomando conta dos noticiários! O mensalão DEMocrata e a permanência de Arruda no Distrito Federal tal como ocorre com o presidente Lula: caem-se as laranjas mas não derrubam a laranjeira (todas podres, diga-se de passagem). No início do ano, desastres em Angra dos Reis e no Haiti que ratificaram a hipocrisia dos poderosos ao apelar para a solidariedade enquanto suas contas bancárias possuem apenas uma direção: superávit! Logo essas capas de jornais serão trocadas por outras, com semelhantes desgraças, tristezas, choros e agonias, usando Joões e Marias como fantoches de um espetáculo com desfechos imprevisíveis, enquanto não mudamos o rumo da atual história. Tá com calor aí? Não esquenta! Pegue uma gelada, coloque a amarelinha, pois acompanharemos a nossa Seleção rumo ao Hexa! Será que as mãos que constroem o país levantam a taça?

É isso. Já estamos rumando às ruas para curtir o Carnaval, tempo de festas, mas também período no qual aumentam-se os índices de violência, conseqüência corriqueira informada de maneira trivial por aqueles que querem nos vender, nos comprar, nos matar de rir e nos cegar! São assaltos, roubos, furtos, estupros, acidentes de carro etc. que se multiplicam nesse período, que também consegue jogar a sujeira para debaixo do tapete, fingindo que não há miséria, fome ou desemprego. E é também num Carnaval que podemos vislumbrar lampejos e afirmar com confiança que há uma luz no fim do túnel. Em 2008, durante um bloco na Praia de Ipanema lotada, um daqueles ambulantes - sim, daqueles que muitas vezes atrapalha, empurra e vende caro - teve seu isopor repleto de bebidas caído ao chão, varando gelo, latinhas e garrafas pela rua e calçadas. De repente, homens e mulheres caminham, se abaixam, pegam os itens e... Colocam dentro do isopor do trabalhador!

Aprendamos a ir para as ruas com o Carnaval, para fazer com que os risos e as alegrias possam ser acessíveis e compartilhados com toda a humanidade.