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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Da euforia ao lamento*

            Durante o recesso de Campeonato Brasileiro, diversas notícias mantinham nossas atenções voltadas ao Botafogo. Enquanto a novela Seedorf caminha – ponto importante sua participação em evento contra o racismo! – e muitos aguardamos um desfecho feliz, deparávamo-nos com a triste notícia sobre Dona Célia, esposa de nosso ídolo Nilton Santos, diagnosticada com câncer no cérebro e com saúde debilitada. Nosso Botafogo já auxilia o eterno ídolo pagando suas mensalidades de internação na clínica e remédios, mas corretamente estuda a compra do acervo do craque de 86 anos. Vergonhosa permanece a atuação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que, ao passo que não se moveu nem se interessou em comprar o acervo do melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, acompanhou seu novo presidente aumentar o próprio salário de R$98 mil para R$160 mil, aumentar salários de diretores aliados e... Obviamente estourar a corda do lado mais fraco com a demissão de funcionários. Saiu Ricardo Teixeira, entrou José Maria Marin. Já avisara antes que seis por meia dúzia não se configura como troca e a necessidade é de mudanças políticas e administrativas, não de personalidades!

            Novamente os interesses da televisão foram colocados acima dos interesses dos torcedores trabalhadores. Em pleno feriado, o horário do jogo foi modificado das 20:30 para as 21h, horário complicado para aqueles e aquelas que precisam acordar cedo no dia seguinte. Além disso, o absurdo preço dos ingressos permanece! Senhor presidente, o que é melhor? 5.000 pagando R$60,00 ou 30.000 pagando R$10,00!? Um estádio construído com recursos públicos não pode nem deve ficar vazio por cobrar preços tão altos!

            Com um Departamento de Marketing ativo, criativo e participativo, a Promoção TORCEDOR VIP SOU BOTAFOGO foi lançada pelo perfil do Botafogo Oficial, e para concorrer bastava postar uma frase contendo as palavras BASE, FOGÃO e CAMPEÃO(Ã). A minha frase foi uma das dez selecionadas e pude fazer a visitação, acompanhado pela irmã, à Sala de Imprensa, ao campo antes do jogo, ao camarote, à Tribuna de Honra... Além de recepcionar nossos jogadores e a Comissão Técnica e desfrutar a Sala VIP com direito a comes e bebes!

Na Sala VIP do Setor Oeste Inferior, com a galera premiada.

            Numa noite chuvosa, jogo tarde e ingresso caro, pouco mais de 5.000 pagantes no Engenhão acompanharam o Botafogo partir para cima da raposa. Numa linda tabela com Vitor Junior, veio o primeiro desperdício de Herrera, cara a cara com Fábio. Porém, aos 20 minutos, em escanteio muito bem cobrado pelo ligeirinho, Amaral desviou contra o próprio gol para a euforia da torcida da Estrela Solitária, que, antes do jogo, pode aplaudir os juniores campeões da Spax Cup, na Europa, e acompanhar o ritmo de We will rock you durante a entrada em campo do Novo Caçador! O Botafogo jogava como há muito tempo eu gostaria de ver: disposição, toques de bola rápidos, tabelinhas, jogadas ensaiadas, faltas cobradas com rapidez para pegar o adversário desprevenido... Enfim, com bastante inteligência e visão de jogo, enquanto ao Cruzeiro restava dar chutões para fora, nas canelas dos jogadores alvinegros ou até aplicar golpes de judô para impedir os dribles. E todas estas pancadas bem distribuídas autorizadas pelo árbitro Fabrício Neves, que partilhava chances aos jogadores cruzeirenses antes de aplicar cartão amarelo. Já Fábio Ferreira, Jadson e Milton Raphael, na primeira infração cometida, foram amarelados. O Botafogo deve vetar qualquer assistente do sexo feminino: e tenho dito! A gaúcha Tatiana de Freitas foi a Ana Paula II ontem e envergonhou a necessária e importante presença feminina no futebol. Se estava desatenta ou agia por mau caráter, fato é que inverteu todos os lances que pode a favor do Cruzeiro! Sinceramente, a arbitragem de ontem pareceu muito ter recebido os dedos do senador do PDT de MG Zezé Perrella e suas cifras de R$160 milhões!

            Quando enfim neste Campeonato abríamos o placar, um show de oportunidades desperdiçadas, impossibilitando matar o jogo. E quando o Cruzeiro começava a se arriscar mais e encontrar chances, todas seguramente salvas pelo garoto Milton Raphael no gol, Herrera enfim resolveu fazer as pazes com a rede e abrir 2 x 0 após brilhante assistência de Vitor Junior. E a euforia pela liderança tomava conta da torcida, ainda mais por conta de uma atuação segura do elenco. Entretanto, bastaram seis novos minutos para o Cruzeiro diminuir, empatar e virar o resultado para 3 x 2, com Anselmo Ramon, Everton e Wellington Paulista, de pênalti. Apesar de ofensivo, dessa vez não conseguimos nova virada como nas rodadas anteriores e perdemos três pontos preciosos num campeonato em que cada jogo é uma final.

            Após vibrarmos com os dois gols e a liderança parcial, restou apenas lamentar as oportunidades desperdiçadas no ataque, as bobeadas nos contra-ataques adversários, as pancadas cruzeirenses sem punições da arbitragem e a péssima atuação da Ana Paula II, além da queda para a quarta colocação na tabela. É hora de recompor os brios e percebermos que reforços são não apenas bem-vindos como necessários. E domingo temos que partir com tudo na terra do frevo para garantir mais três pontos rumo ao Tri!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

segunda-feira, 19 de março de 2012

Contra nuvens e caravelas*

            No último final de semana do Verão, o Sol resolveu sobressair no comecinho da tarde. Com as nuvens recém-saídas de cena, a Estrela maior iluminava a Cidade Maravilhosa, fornecendo ainda mais brilho às prévias do clássico em preto e branco no Engenhão. Com ingressos custando R$30, R$40 ou R$60 num confronto pela fase de classificação da Taça Rio, obviamente três quartos dos assentos do estádio ficaram desocupados! Infelizmente os dirigentes dos clubes se submetem aos ditames de federações, confederações e aos interesses da grande mídia que controla horários, ao passo que não confrontam as autoridades governamentais minimamente para a garantia de melhores condições e menos preços no transporte públicos.

Uma faixa no setor Leste Superior clamava por Clássicos em São Januário, supostamente considerando que jogos da magnitude de Botafogo x Vasco pudessem ser disputados em campos de várzea... Tamanha inocência! Enquanto os torcedores do Vasco se dividiam em mais de uma dezena de torcidas organizadas, com faixas e bandeiras, estas mesmas do Glorioso não foram escaladas para a arquibancada. Nos setores Norte e Oeste, torcedores pulavam, cantavam e incentivavam com seus próprios corpos e vozes, sem acessórios como bandeiras e faixas. Mais um episódio para a discussão acerca da relação entre o clube e as torcidas organizadas...

Em campo, o Glorioso recebia o retorno de Marcelo Mattos, Andrezinho e Fellype Gabriel, além de Elkeson que voltara no jogo anterior válido pela Copa do Brasil: outra faceta ao meio-de-campo! Minha surpresa foi não ver Loco Abreu entre os titulares tampouco no banco de reservas, mas ontem não foi preciso recorrer ao seu futebol, que tem estado ausente nos últimos jogos. Assim como as nuvens que tentavam impedir que o Sol prevalecesse, no clássico um trio tentou em vão exercer o papel das nuvens contra a Estrela Solitária, mas nosso Fogão conseguiu passar por cima dos árbitros que provavelmente carregavam uma Cruz de Malta no peito – o Vasco de almirantes e caravelas já fora favorecido em vários jogos da Taça Guanabara – ou um chaveirinho de urubu, preocupados com a liderança disparada do Macaé e o retorno do bom futebol alvinegro enquanto o time da manguaça sofrera pra vencer com um único gol a equipe do Friburguense...

Pressionando a maior parte do tempo, com boa troca de passes, faltavam detalhes para o Botafogo abrir o placar. Honrando seu esplêndido segundo nome, Fellype Gabriel foi o nome da partida ao demonstrar como finalizar a gol e avançando para apagar seu passado maculado pelas cores rubronegras. No primeiro lance, Elkeson fez boa jogada pela direita e como um digno ponta, cruzou rasteiro para trás para que Fellype Gabriel enviasse com categoria ao ângulo do fraco goleiro adversário. O vice – ops – Vasco da Gama se apequenava ainda mais diante do poder ofensivo do Fogão e apelava para a pancadaria – faltou coerência aos vascaínos, que saíram do último jogo da Taça Libertadores reclamando das posturas adversárias. O aprendiz do badboy Edmundo – o tal do Diego Souza – deveria ter sido novamente expulso contra o Botafogo: entrou deslealmente de carrinho no Jefferson ao tomar um drible do goleirão e ainda se jogou em diversos lances para cavar pênalti e faltas. Enfim, tendo o azar por diversas vezes ao nosso lado em outras partidas, ontem a sorte apareceu: numa tabelinha com atabalhoado bate-e-rebate, a bola sobrou para Fellype Gabriel caprichar novamente e enviar para o fundo das redes. Antes de acabar o primeiro tempo, o atacante vascaíno se jogou na área enquanto nossa zaga dava conta do recado. Antônio Carlos, por favor, para quê tirar satisfação!? Não dá pra apenas jogar futebol e fazer gols!? Ganhou um amarelo de bobeira e quase a arbitragem mal-intencionada marca o pênalti.

Veio o segundo tempo e o adversário queria fazer valer a alcunha de time da virada. Outro Felipe, dessa vez o Bastos, cobrou falta com categoria e o goleiro Jefferson estava ligeiramente adiantado: mais um gol que levamos de ex-jogadores alvinegros... O Vasco foi para cima objetivando buscar o empate, impulsionado pelas inversões de falta e invenções de escanteios do trio de arbitragem. Entretanto, o garoto Jobson voltou, substituindo o guerreiro Herrera. Não deixou sua marca nesse retorno ainda, mas foi garçom ao girar o corpo depois de receber passe de cobrança de lateral e cruzou na área, a bola passou para Andrezinho e sobrou em cima da linha para Fellype Gabriel marcar o terceiro e devolver a tranqüilidade ao Fogão com o 3 x 1. Minutos depois, pela direita o jogador do Vasco, em posição irregular recebeu a bola, mas Márcio Azevedo chegou antes e mandou para escanteio. O árbitro apita e assinala pênalti!!!??? Bizarro! O tal reizinho, protegido pelo Estatuto do Idoso, não podia ser encostado que o árbitro marcava faltas. E foi o mesmo Juninho que pôs a bola para cobrar a penalidade. No duelo contra o melhor goleiro do Brasil, a terceira idade levou a pior! Não fossem os excessos de tentativas de dribles, poderíamos ter ampliado o placar.

Enquanto os times do grupo A vencem a maioria das partidas da Taça Rio, a disputa fica acirrada entre Macaé, Botafogo, Resende e Flamengo pelas vagas nas semifinais. No grupo B, Vasco e Fluminense, mesmo com campanhas pífias, seguem com facilitadas chances de classificação. O Botafogo de ontem, com brio, é o que desejamos para todas as partidas: trocando passes com tranqüilidade, marcando os adversários sem ficar fazendo linha burra, finalizando corretamente a gol etc. Enfim, é o Botafogo que nos enche de orgulho.

Já está em cartaz em diversos cinemas o filme sobre um de nossos principais artilheiros: Heleno de Freitas. É anotar na agenda para assistir e aumentar nossa identificação com a história do clube da Estrela Solitária! Quarta-feira é necessária uma goleada contra o Treze paraibano para avançar na Copa do Brasil: tem que ser um jogo de ataque contra defesa! Alô, diretoria: queremos promoção de ingresso a R$1,00 para a torcida comparecer! E sábado que vem direcionamos novamente as atenções à Taça Rio, contra o time das terras do tucano privatista Zito. 13 jogos de invencibilidade: vamos que vamos, Fogão!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pacto de mediocridade*

Aguardei o confronto de ontem na Argentina, relativo à final da Copa Sul-Americana, para tecer minhas considerações após o fiasco alvinegro, que sucumbiu diante da ascendente equipe gaúcha no Olímpico. Brincava com algumas pessoas afirmando que venceríamos o Grêmio e o Goiás seria vice-campeão perdendo a disputa de pênaltis. Enfim, percentual de 50% de acerto nas previsões. Com a derrota da equipe goiana, o Grêmio será o quarto representante brasileiro na Taça Libertadores por meio do Campeonato Brasileiro e os urubus sob a tutela dos tucanos garantiram vaga para disputar o mesmo torneio que nós em 2011 – a Copa Sul-Americana. De positivo, nossa garantia de estarmos na segunda fase do torneio, já que o adversário será o Atlético-MG e o Galo tem sido um suculento prato nos últimos anos. Grande freguês!

            Sinceramente, ainda acreditava bastante no Glorioso no último domingo. Quero destacar que, antes dos jogos do Campeonato Brasileiro, ocorreu o Dia Nacional de Luta Contra a Elitização do Futebol Brasileiro, promovido pela Associação Nacional dos Torcedores. Já estou com a minha camisa amarela da ANT e ajudei a panfletar no Engenhão, antes do jogo do merecido campeão brasileiro, Fluminense, consolidando o Centenada daqueles que pagaram e não levaram. Don’t cry, Andrés Sanchez!

            Em mais um duelo entre o Rei Joel e o Príncipe Renato, a réplica do barrigudinho Papai Joel fora excelente depois do técnico gremista afirmar que Joel teria que engraxar sua chuteira ao comparar o futebol de ambos: “ele tem que engraxar minha prancheta”, comparando o currículo entre ambos como treinadores. Todavia, em menos de 15 minutos de jogo, o jogador gremista achou que estivesse em uma micareta, rasgando a camisa de Fahel como se o manto glorioso fosse um abadá! O árbitro retirou Fahel de campo para trocar o uniforme e demorou demasiadamente para autorizar seu retorno. Com a irritação corretíssima de Joel, extravasada após chutar uma garrafinha na beira do campo, o árbitro Sandro Meira Ricci o expulsou. O mesmo árbitro que não advertiu o Grêmio por rasgar a camisa do Botafogo e que demorou a autorizar o retorno de Fahel. Eles podem tudo e os demais têm que abaixar a cabeça? Sim, o futebol também reproduz fidedignamente a realidade opressora e autoritária da sociedade capitalista. Pensei até que enfim Lucio Flávio fosse encontrar uma boa posição para ele: auxiliar-técnico do Joel... Momentos antes do ocorrido, uma disputa de bola entre o ex-jogador alvinegro Rafael Marques e o uruguaio Loco Abreu quase nos deu um grande susto, por conta dos choques de cabeça, que deixou Loco desacordado por alguns segundos.

            Jefferson, com muito reflexo, salvou o Botafogo aos 2 minutos, defendendo cabeceio de Jonas. O travessão, em seguida, em novo cabeceio, dessa vez de Rafael Marques. Quando o Botafogo começava a equilibrar a disputa, Jefferson espalmou para frente e André Lima entrou sozinho para completar para as redes, com Leandro Guerreiro chegando bem atrasado. Victor salvou o Grêmio em chute de Loco e Jefferson defendeu uma falta e outra finalização de André Lima. Mas, numa tabelinha facilmente armada pelo ataque gaúcho, Jonas acertou belo chute de fora da área, no canto, para ampliar o placar. Veio o segundo tempo e o canto de “Vamos virar, Fogo!” ainda estava vivo, recordando a máxima de que há coisas – também positivas – que só acontecem ao Botafogo! Mas aos 8 minutos ficou ainda mais complicado: a defesa vacilou, Jefferson repôs mal e André Lima deixou Douglas sozinho para empurrar calmamente para o terceiro gol. Foi bom rever Herrera em campo depois de aproximadamente dois meses cedido ao Departamento Médico embora o argentino não tenha feito muita coisa. Ainda houve tempo para Antonio Carlos quase marcar seu oitavo gol na competição, mas a trave não permitiu; e para o Grêmio acertar o travessão de Jefferson. Mas a despedida ficou nisso: melancólica.

            Foi a partir do jogo contra o Vitória, no primeiro turno, que comecei a traçar algumas reflexões após a participação da Estrela Solitária no Campeonato Brasileiro de 2010. Naquele momento, a equipe começava a empolgar e nos deixar com a perspectiva de disputar o título. Entretanto, o que acompanhamos no segundo turno, foram erros de arbitragem, – esse ano menos contra o Botafogo, mas os que ocorreram foram absurdos – uma sequência enorme de empates, diversas lesões dos principais jogadores e, principalmente, um marasmo, uma falta de vontade, uma inércia significativa de boa parte do limitado elenco. Uma expressão cunhada por um amigo à época que atuava pelo Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ certamente é prudente para definir as atuações do Botafogo nas últimas rodadas: pacto de mediocridade! Certos jogadores, como Fahel, Lucio Flávio, Edno, Marcelo Cordeiro, Eliseu, Túlio Souza e Danny Moraes, fingiam que jogavam e iludiam a torcida, que fingia que seria possível com tais peças. Certamente, esses podem liderar a barca para uma urgente renovação. Novos ares para tais jogadores e para o clube serão ótimos para ambos, assim como para a torcida. Apesar de algumas falhas grotescas, Leandro Guerreiro, Alessandro, Loco Abreu podem continuar, pois são peças importantes num elenco de mais categoria e dedicação.

            Apesar do pacto de mediocridade, fechamos 2010 como os atuais campeões estaduais e na sexta colocação do Campeonato Brasileiro, tendo o mesmo número de derrotas que o campeão do torneio: uma campanha muito melhor que no ano passado!


Obs: que fiquem registradas as felicitações pelos 68 anos da fusão ocorrida em 8 de dezembro de 1942 entre o Clube de Regatas Botafogo e o Botafogo Football Club, que culminou com o Botafogo Futebol e Regatas, nossa atual denominação. Parabéns, Fogão!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

domingo, 10 de outubro de 2010

Tabuleiro de xadrez*

Devido ao feriado de terça-feira e do calendário escolar apresentar a segunda como ponto facultativo, hoje foi um Domingo que gostei, pois nem de perto parecia os Domingos rotineiros de Faustão e companhia. Para ficar ainda mais interessante, jogo no Engenhão em bom horário – 16h – entre o clube da Estrela Solitária e o porco paulista, que, quando enfrentou a urubuzada em nosso estádio há poucas rodadas, emporcalhou o vestiário. Vale destacar que o gramado encontra-se em estado bastante melhorado e esperamos que isso evite contusões como a que nos retirou Maicossuel por mais de um semestre. Como atração, o retorno do jovem Jobson, repleto de especulações por conta da presença em noitadas e possibilidade de uso de drogas ilícitas, que já o suspenderam do esporte durante seis meses.

Na direção das equipes, um duelo entre renomados técnicos, que já dirigiram Seleções nacionais de futebol; no currículo, vantagem para Felipão contra o Papai Joel. Se fizermos uma metáfora com um jogo de xadrez, podemos dizer que estamos sem importantíssimas peças e isso tem influenciado na queda de rendimento do Glorioso, sem vencer há oito rodadas. A ausência de dois cavalos, dois bispos e duas torres prejudica demasiadamente qualquer enxadrista. O Papai Joel não conta atualmente com Jefferson (com a Seleção Brasileira), Fabio Ferreira, Marcelo Mattos, Maicossuel e Herrera (contundidos) e Leandro Guerreiro (suspenso pelo terceiro amarelo). No futebol, outras peças podem substituir, mas nem sempre dão conta do recado...

Por aguardar um atrasado casal de amigos chegar ao Estádio, perdi os sete minutos iniciais da partida. Ao chegar na Leste Superior, assim que visualizei o campo, o árbitro acabara de marcar penalidade a favor do alvinegro. Uh El Loco, entoávamos animados até nos resignarmos em aplaudir timidamente o uruguaio por lançar nossa oportunidade de abrir o placar para as calendas. Não era tarde do carismático atacante, que ainda desperdiçaria outras oportunidades claras por não dominar a bola, parar de correr ou chutar equivocadamente. Jobson, apesar da conhecida ousadia e correria, ainda encontra-se fora de ritmo de jogo. E nosso ataque passou em branco. Renan assumiu a responsabilidade de substituir o melhor goleiro do país e garantiu uma defesa com brilhante reflexo e elasticidade no final, evitando o gol do alviverde paulista. Marcio Rosário e Danny Morais têm condições de ganhar entrosamento com Antonio Carlos. Pela direita, Alessandro voltou a mostrar raça e disposição, puxando contra-ataques e garantindo desarmes, mas ainda erra passes muito bobos e precisa ir ao fundo para cruzar a bola na área. Merecidamente recebeu a faixa de capitão com a saída de Lucio Flávio, outro que jogou bem novamente e mostrou sua importância para a equipe. Marcelo Cordeiro permanece o limitadíssimo ala pela esquerda. Excetuando-se as três tentativas frustradíssimas de bizonhos chutes a gol, Somália voltou a jogar bem, dando importantes passes e marcando eficientemente as investidas adversárias. Já o Fahel... Resta-nos torcer para que retorne ao banco com a volta de Leandro Guerreiro e Marcelo Mattos contra o Fluminense na próxima rodada.

Sou daqueles que acreditam em toda e qualquer possibilidade de mudança nas mais variadas dimensões humanas, mas certas coisas não têm mudado: o gladiador Kleber mais uma vez mostrou sua violência ao agredir Alessandro, recebendo o cartão vermelho. O nervosinho chileno Valdivia, depois de dar um esporro no árbitro e levar o amarelo, fez surtir efeito sua valentia: diversas faltas inventadas ou invertidas pela arbitragem a favor do Palmeiras, prejudicando em diversos momentos o anfitrião do jogo. Falando em dificuldades de mudanças... Nosso Fogão, pela sétima vez consecutiva, obteve apenas 1 ponto. Os quase 12.000 presentes puderam acompanhar um jogo sem gols contra o time de chiqueiro e a manutenção das invencibilidades no Engenhão e contra as paulistas nesse Campeonato Brasileiro.

Se por um lado devemos contemporizar por conta dos desfalques e dos pequenos e frequentes erros da arbitragem; por outro, não podemos admitir que jogadores profissionais que treinam diariamente errem passes ridículos e percam a quantidade de gols que o Botafogo tem perdido, forjando nosso distanciamento da liderança da competição. Faltam agora 27 pontos em disputa e estamos a 10 do líder Cruzeiro, na sexta colocação. Está mais difícil? Certamente, mas como em nossa história várias vitórias são bastante sofridas, eu ainda acredito! Não há um xeque-mate! Semana que vem, rumo ao Engenhão para o jogo contra o Fluminense!


Obs1: na próxima terça-feira, 12 de outubro, a partir das 8h, no Engenhão, as crianças serão recebidas pelos cachorros Biriba e Biruta, pelo Papai Joel, pelos jogadores Renan, Somália e Caio. Com muita alegria e diversão em preto e branco, essa é uma importante iniciativa para os futuros torcedores do Glorioso! Confira o vídeo -> http://www.botafogo.com.br/interatividade_videos.asp

Obs2: às 10h, pela série C, o Macaé recebeu a equipe do Criciúma, vencendo de virada por 3 x 2. Caso empate o jogo de volta, a equipe da cidade da Costa do Sol estará classificada para a série B do Campeonato Brasileiro de 2011. Saiba mais -> http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=154969
 
Já o Madureira, pela série D, venceu fora de casa a equipe do Operário-PR por 4 x 2. Caso passe para a semifinal da competição, o Tricolor Suburbano garante sua ascensão para a série C em 2011. Saiba mais -> http://www.gazetaesportiva.net/nota/2010/10/10/658263.html
 
Com 39 pontos em 27 jogos, o Duque de Caxias encontra-se na oitava colocação da Série B e quase certamente permanecerá na Segundona em 2011.

Interessante comentarmos essa boa presença das equipes do Rio de Janeiro, que sofreram bastante durante a os sombrios tempos de Caixa d’Água e Eurico Miranda.

 Inaugurando a camisa da LOUCOS de Rio das Ostras.

No Engenhão, em boa companhia.

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Bode expiatório ou garfada violenta?*


Depois de 1 vitória e 2 empates em jogos assistidos em Rio das Ostras, quarta-feira à noite era o momento de acompanhar o quarto jogo do Glorioso pelo Centro da cidade da Costa do Sol. Embora nosso último jogo no estádio trouxesse boas recordações, o prenúncio era assustador: o Timão vinha de 11 vitórias em 12 jogos realizados no Pacaembu. Enquanto as dificuldades por conta da suspensão de Jobson e do não pagamento da multa para o Edno poder jogar apareciam, a superstição poderia ser um trunfo nosso: 13º jogo do Corinthians em casa. E quem é o nosso camisa 13? O ataque Mercosul estava de volta à ativa. Colocando os prós e contras, dirigi-me animado para o jogo, com a sensação de vitória! Cheguei 16 minutos atrasados e o placar já apontava 1 x 0 para o adversário.

            Dez minutos depois, uma arisca jogada do Fogão: Lucio Flávio para Herrera, que cruza e... TSUNAMI NA ÁREA!!! Lá estava nosso uruguaio para empatar a partida e marcar seu sexto gol em seis jogos, dessa vez usando com muita categoria o fundamento do cabeceio. Com o empate, o Botafogo cresceu e é muito bom ver a disposição, a garra, a energia com as quais os dois atacantes gringos vão para os jogos. Enquanto a defesa do Botafogo ainda oscila demasiadamente, com momentos de total passividade, ficamos preocupados. Mas a maior preocupação nesse jogo de 29 de setembro não foi a defesa, que inclusive poderia ter protagonizado um golaço. Aos 37 minutos, Fabio Ferreira foi lançado e partia para a área adversária, sozinho, sem marcação, quando o defensor corinthiano acertou um carrinho e seria expulso! Porém, havia uma bandeirinha no meio do caminho! Impedimento equivocado.

            Em homenagem à vitória que parecia premente contra a paulistada, fui comer um pastel no intervalo. E com 3 minutos, os botafoguenses presentes na rua do shopping, junto aos tricolores cariocas, comemoravam a virada com o gol de Herrera. Entretanto, havia outra bandeirinha no meio do caminho! Novo absurdo a favor dos gambás! Prejuízo para o Botafogo, que prosseguia com jogadas aéreas. Herrera parecia ter aprendido com El Loco o fundamento do cabeceio e obrigou o goleiro do Corinthians a fazer ótima defesa. Depois disso, mesmo com a entrada de Renato Cajá no lugar do argentino e de Caio no lugar do Lucio Flavio, o Botafogo encolheu. O Corinthians pressionava e parecia mais próximo do desempate, mas tínhamos o paredão da Seleção Brasileira em nosso gol, que só parou com uma entrada do atacante corinthiano para derrubá-lo ao chão. Jefferson teve que jogar a bola à lateral para ser atendido pelo Departamento Médico. E qual foi a atitude dos gambás pelegos da Confederação Brasileira de Futebol??? Contrariando toda a lógica proposta do fair play, cobraram o lateral e partiram para o ataque, sem devolver a bola para o Botafogo! É um TIMINHO!

            Não bastassem os dois absurdos impedimentos, ainda acompanhamos o árbitro dar cartão amarelo para o Antonio Carlos, contundido e no chão. Cena inédita! Nos minutos finais, o Botafogo reacendeu suas chamas e teve duas oportunidades para concretizar a virada e conquistar mais uma vitória contra os paulistas, contra quem temos total invencibilidade nesse Campeonato Brasileiro. Todavia, na primeira delas, Somália se precipitou e chutou nas mãos do goleiro adversário. Na segunda delas, o garoto Caio arrancou após cobrança rápida de falta marcada sobre o Alessandro – que culminaria num contra-ataque ótimo – mas quis caprichar demais, driblar e marcar de fora da área. O árbitro, desesperado com a possibilidade de derrota do Corinthians, decretou o final do jogo: 1 x 1.

            O que temos acompanhado nos últimos dias é uma tentativa desenfreada de crucificar o xodó Caio pelo empate. Pera lá! Há muito tempo não temos jovens revelados pelo clube sendo tão bem aproveitados como o Caio e as palavras dele expressam a boa vontade da juventude, muitas vezes inexperiente: “Só quis ajudar!”. A torcida do Botafogo não pode entrar nesse clima de perseguição, querendo arrumar um bode expiatório! A grande culpa por não termos vencido a partida está atrelada à CBF, ao Ricardo Teixeira, ao Andrés Sanchez: foi o trio de arbitragem. Que os adversários não venham com histórias da carochinha de chororôs: o que presenciamos em São Paulo foi uma baita garfada violenta!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

Se meu pai fosse mulher, eu teria duas mães*


Depois de mais uma aprontada pela Prefeitura de Rio das Ostras, que trocou por sábados letivos os pontos facultativos de segundas-feiras, tive que assistir ao jogo do Fogão num quiosque na Praia do Centro. Pela terceira vez nesse Brasileirão, fiquei na torcida a cerca de 180 km de distância do Engenhão. Era a 25ª rodada e o jogo de ida contra o Atlético-PR não trazia boas recordações, pois o Glorioso permitira a virada após abrir dois gols de vantagem no primeiro tempo. O conjunto de desfalques era outra preocupação para esse jogo e a torcida também desfalcou, comparecendo com pouco peso. Na própria entrada para o campo, atitude bacana do elenco, ao carregar a faixa “Força, Maicosuel, estamos contigo!”.

            Apesar de muitas mudanças na equipe, o entrosamento inicialmente aparentou estar em dia. Com 22 minutos, uma excelente e habilidosa tabelinha entre Jobson e Túlio Souza desencadeou dribles do ousado atacante alvinegro dentro da área, que apenas escorou para o canhotinho Edno não vacilar e marcar 1 x 0. Infelizmente, a ligação entre os setores permanece complicada: em diversos momentos, o Botafogo tem a bola no campo de ataque e atrasa para a defesa dar chutões e contar com a sorte de sair alguma boa jogada. No primeiro tempo, mais uma vez tivemos de enfrentar os equívocos dos auxiliares ou bandeirinhas. Numa cabeçada para trás do jogador atleticano, a bola sobrara livre para Jobson, que rumava para ficar frente a frente com o goleiro Neto. Equivocadamente, foi marcado o impedimento, em jogada que talvez definisse algum vitorioso no duelo entre os goleiros convocados por Mano Menezes, ambos em ação no Engenhão. Os passes errados no meio são outro problema seríssimo. E num deles, o Atlético-PR armou o contra-ataque e obrigou nosso paredão Jefferson a mostrar serviço e o porquê de estar na Seleção Brasileira! A mania de se jogar em lances polêmicos e abrir mão da tentativa de gol ainda é hegemônica entre os atacantes. E a fantasia pouco antes de terminar a etapa inicial custou um cartão amarelo a Jobson e sua suspensão para o jogo seguinte.

            O jogo demonstrava que temos bons jogadores e, com mais atenção e cautela, é possível vencer os jogos, mesmo desfalcado. Lucio Flávio subiu de produção e ainda é uma excelente opção para jogar uns 60 minutos. O meia até deu carrinho para disputar a bola! Edno se movimentou muito bem e armou boas jogadas e dribles pretensiosos. A entrada de Paulo Baier é sempre preocupante; ele adora aprontar contra o Fogão. Enquanto o Atlético-PR tinha facilidade em cima da lentidão do cansado Túlio Souza e do limitadíssimo Fahel, contávamos com a segurança do Jefferson e a falta de pontaria do adversário. Caio e Renato Cajá fornecem maior movimentação, mas precisam de maior eficiência com a bola nos pés. Apesar dos diversos problemas, os 3 pontos se aproximavam cada vez mais, até que... Elizeu, que acabara de entrar, errou um passe primário – desses que são ensinados em escolinhas para crianças de 6 anos de idade – e possibilitou um contra-ataque do rubro-negro paranaense: Guerrón passou facilmente por Fabio Ferreira e chutou quase sem ângulo para empatar a partida nos minutos finais. Só deu tempo para o detalhe, o azar, o quase... surgir como protagonista. Numa sobra de bola na entrada da área, chute (quase) perfeito do garoto Caio... Quase comemoramos, mas a bola caprichosamente espancou o travessão, ratificando o décimo empate no campeonato. Ah, se essa bola tivesse entrado, se o Elizeu não tivesse errado o passe, se o impedimento não fosse marcado...

            Como não podemos nos submeter à lógica do Quase ou Se meu pai fosse mulher, eu teria duas mães, não adianta lamentarmos os problemas, os desfalques, as suspensões, os erros de arbitragem (impressionante, voltaram a acontecer todo jogo) e a desatenção e o cochilo da equipe nos momentos finais. É preciso acertar onde os equívocos têm acontecido e ficar acordado de verdade até o apito final. Todavia, contrariando os torcedores pessimistas, o sonho do título ainda é muito possível e temos de apoiar para torná-lo real. Nas seis primeiras rodadas do primeiro turno, o Botafogo conquistara 8 pontos; nesse segundo turno, são 9. Nossa arrancada começou contra o Vitória, na 12ª rodada, após uma sequência de 3 empates...

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sábado, 28 de agosto de 2010

Um cochilo de sábado à noite*

            Desde que comecei a escrever sobre os jogos do Botafogo nesse Campeonato Brasileiro, é hora de inaugurar reflexões após uma derrota. O ataque que há duas rodadas era o melhor do campeonato, passou em branco. A defesa, que não tomava gol há quatro rodadas, levou apenas um, suficiente para a oferenda de três pontos para o atual Campeão da Libertadores da América. O time adversário conta com ótimos jogadores, boa troca de passes. Contudo, com um pouco mais de ousadia e categoria, poderíamos pelo menos ter mantido a invencibilidade com um empate.

            No último texto, desafiei a superstição. O jogo passado não acompanhei, pois não encontrei nenhum local que transmitisse a vitória contra o Ceará na capital maranhense, onde me localizava. Não foi possível comentar o jogo passado no Engenhão. Apenas pude ver a bela jogada tramada por Herrera, que resultou no bonito gol de Jobson. Não ter comentado a última vitória e ver essa derrota hoje volta a deixar uma pulga atrás da orelha.

            O histórico do confronto entre as duas equipes continua extremamente equilibrado. Em 2009, o Glorioso venceu as duas partidas contra o Internacional, sendo um dos grandes responsáveis pelo vice-campeonato do time gaúcho, que ainda esbarrou na atitude benevolente de seu arquirrival contra os rubro-negros cariocas para os mesmos garantirem a primeira colocação. É interessante percebermos que o Fogão, apesar das duas recentes vitórias em casa, caiu de produção. Vencemos duas por apenas 1 x 0, com dificuldades aparecendo. E hoje veio a quarta derrota no campeonato, custando a queda na tabela, que nos tirará temporariamente do G-4 para a Libertadores 2011.

            No jogo de hoje, tanto o time quanto Joel cochilaram demais, respeitaram uma boa equipe demasiadamente. Os primeiros 35 minutos de jogo foram dominados pelo Colorado, com o alvinegro assistindo às investidas do adversário. E numa bobeada conjunta da zaga, Jefferson não pôde garantir o paredão. Nos últimos 10 minutos do primeiro tempo, cinco oportunidades criadas mostraram que seria possível virarmos o jogo após o intervalo. Logo nos primeiros minutos da segunda etapa, vale destacar o erro crasso do bandeirinha que marcou impedimente inexistente de Jobson, que ficaria cara a cara com o Renan! Já declarei em outras oportunidades não gostar da presença de Fahel no time, mas ele não comprometeu a ponto de ser o primeiro substituído. Édson errou tudo que tentou e a melhor opção seria sacá-lo para entrar logo com o Edno na ala esquerda. Marcelo Mattos fez falta. Maicossuel não rendeu e Somália errou todas as tentativas de dribles e passes. Com a contusão de Jóbson, Joel se equivocou posteriormente ao retirar Herrera, que vinha batalhando e arriscando jogadas, para trocá-lo por El Loco, que também entrou bem. O mais coerente teria sido a saída do Édson, totalmente perdido, que ainda quase entregou de bandeja o segundo gol do Inter numa recuada de peito para o Jefferson com a bola a 10 cm do chão.

            Seria bem mais legal comentar a continuidade da ascensão, interrompida com o cochilo neste sábado, 28 de agosto. Mas valeu retornar de viagem e curtir o tira-gosto em família, sempre uma boa companhia. E aguardar as próximas duas rodadas desse turno, em que podemos retomar a expectativa de 100% de aproveitamento contra os dois Grêmios. O primeiro, paulista e fora de casa. E o segundo, com a torcida transformando o Engenhão num grande caldeirão para apoiar nosso retorno ao G-4 e começar o returno pronto para uma arrancada ainda mais ousada!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985