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domingo, 1 de abril de 2012

I Torneio Intergeracional do CAEFD

Após sucessivas trocas de mensagens eletrônicas, estava anotado na agenda de muitos peladeiros o evento marcado para o último dia do mês de março deste ano de 2012. Há quase dez anos, período em que ainda não tinha o prazer de desfrutar de boas companhias neste país festivo e observar interessantíssimos eventos, foi reativado o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o simpaticíssimo CAEFD (não me venham com churumelas de que agora a Dança está separada! Conheci a entidade como CAEFD e continuarei a denominá-la assim!).

            A intenção era reunir diferentes gerações que fizeram e fazem história no Movimento Estudantil, que lideraram e lideram as atividades políticas, formativas e culturais do Centro Acadêmico em diversas épocas para confraternizar, memorizar os acontecimentos, tendo o futsal como desculpa para algo muito maior, que é a manutenção de laços de fraternidade entre professor@s e futur@s professor@s de Educação Física.

Como sempre, infelizmente o evento contou com o excesso de falta de pontualidade de alguns displicentes, dorminhocos e dos que moram fora da capital e não se programam para acordar mais cedo (povo de Jacarepaguá, por exemplo). E novamente um evento de descontração esportiva não contou com a presença maciça das mulheres, que foram convidadas, mas apenas representadas pelo destaque do torneio: a estudante Rhaiane.

O pessoal da década de 1990 alegou compromissos familiares, dizendo estar com problemas de juntas e na fase do condor, deixando apenas dois aguerridos representantes. Com isso, aqueles que não foram diretores do CAEFD, mas auxiliavam as gestões de diversas maneiras (os Amigos dos Amigos), foram aglutinados no mesmo time que os velhinhos. O segundo time contou com aqueles que reabriram a sede do CAEFD e deixaram tudo mastigadinho para a nova geração dar continuidade, sendo reforçados ainda por dois jogadores que participaram ativamente também depois de 2007, mas que iniciaram sua carreira militante com o elenco de 2003 a 2006: Fui ao CCS! é o nome do time, apelidado carinhosamente de CAEFDidos. O terceiro time era composto pela nova geração, os que desde 2007 mantêm a combatividade do CAEFD e prosseguiram com brilhantismo os passos dos antecedentes, ocupando a Direção, a Reitoria e impulsionando novos rumos para a Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física: Derrubamos o Diretor.

Com três times e devidamente orientados pelos ensinamentos capinussunianos de organização desportiva, cada time enfrentaria o outro em sistema de ida e volta e o campeão seria definido pela maior quantidade obtida nos pontos corridos. Com o Verdão reservado para a confraternização dessa galera de Luta, uma tal de Atlética da Engenharia queria alegar que era horário deles treinarem. Pera lá! O dia que uma Atlética qualquer tiver mais moral que o Movimento Estudantil eu não piso mais na UFRJ!

Mostrando total poder de reação, Fui ao CCS manteve-se invicta mesmo depois de sair perdendo as quatro partidas. Teve o mérito de reerguer o CAEFD depois de anos sem gestões e de ensinar o caminho das pedras para a nova geração ocupar a Direção, estar à frente da ExNEEF, realizar Furdunços e entender que a conjuntura muda e devemos atuar na mesma para influenciar decisivamente os rumos da sociedade. E no sábado dia 31 de março, no primeiro evento para comemorar uma década consecutiva de atuação do CAEFD, a nova geração, os amigos e os velhinhos tiveram uma lição de Futsal com aqueles que mantiveram sua preparação física deixando a plaquinha de aviso na porta da sede: FUI AO CCS!

*Karl Leirbag
Jornalista alemão, atuou nos bastidores das ocupações das Direções da EEFD e relator dos 10 anos de atuação do CAEFD (2002-2012)

Resultados e Artilheiros dos Jogos

Jogo 1: Amigos dos Amigos / Velhinhos 6 x 1 Derrubamos o Diretor
(Renato Sarti; Felipe Formoso; Felipe Pipo; Gabriel Gaúcho [3] x “Budega”

Jogo 2: Fui ao CCS 3 x 2 Amigos dos Amigos / Velhinhos
(Bruno G.; Gabriel Marques [2] x Gabriel Gaúcho; Felipe Pipo)

Jogo 3: Fui ao CCS 3 x 3 Derrubamos o Diretor
(Bruninho; Bruno G.; Ian x Rhaiane; Pedro; Luiz Carlos)

Jogo 4: Derrubamos o Diretor 3 x 2 Amigos dos Amigos / Velhinhos
(Alex “Nem” [3] x Gabriel Gaúcho [2])

Jogo 5: Amigos dos Amigos / Velhinhos 2 x 2 Fui ao CCS
(Gabriel Gaúcho [2] x Gabriel Marques; Brunão)

Jogo 6: Derrubamos o Diretor 4 x 5 Fui ao CCS
(Alex “Nem” [2]; Rhaiane [2] x Thiago “Lenny” [2]; Marcello; Brunão; Gabriel Marques)

TABELA

Posição
Equipe
Pontos
Vitórias
Empates
Derrotas
Gols a favor
Gols contra
Saldo de gols
Fui ao CCS
8
2
2
0
13
11
2
Amigos dos Amigos / Velhinhos
4
1
1
2
12
9
3
Derrubamos o Diretor
4
1
1
2
11
16
- 5

Artilharia

8 gols: Gabriel Gaúcho
5 gols: Alex “Nem”
4 gols: Gabriel Marques
3 gols: Rhaiane
2 gols: Felipe “Pipo”; Thiago “Lenny”; Bruno G.; Brunão
1 gol: Felipe Formoso; Renato Sarti; “Budega”; Luiz Carlos; Pedro; Bruninho; Marcello; Ian


Foto Oficial do Torneio, reunindo a maioria dos presentes. 

 Fui ao CCS: equipe campeã.

 Derrubamos o Diretor: 3ª colocação.

Amigos dos Amigos / Velhinhos: medalha de prata.

domingo, 25 de outubro de 2009

Total apoio à chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA

CARTA DE APOIO À CHAPA
QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA
PARA O CENTRO ACADÊMICO
DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DANÇA DA UFRJ



Em seus 70 anos de existência, a Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) – outrora Escola Nacional de Educação Física e Desportos – se constitui nacionalmente em significativa referência para a formação de gerações de professores de Educação Física e recentemente Bacharéis em Dança. Durante esse período, o corpo discente esteve à altura dessa história, protagonizando eventos e situando-se na vanguarda das lutas, como a greve estudantil de 1956, a criação da União Nacional dos Estudantes de Educação Física, a resistência à Ditadura empresarial-militar, a realização de Encontros Nacionais e Regionais, a criação e consolidação da Executiva Nacional de Estudantes de Educação Física etc.

A partir de 1990, a cartilha neoliberal imposta pelos organismos internacionais e a submissão dos sucessivos governantes brasileiros impulsionaram o processo de sucateamento da Educação Pública, materializado por meio de cortes de verbas, privatizações, terceirizações, aligeiramento da formação na graduação e na pós-graduação, intensificação da lógica produtivista, dentre outros. Nos anos 2000, acompanhamos mais ataques, como a Reforma Universitária do Governo Lula/PT, apresentada vagarosa e destrutivamente de maneira fatiada: Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior / Exame Nacional de Avaliação do Desempenho Estudantil (SINAES/ENADE); Programa Universidade Para Todos (Pró-Uni); Lei de Inovação Tecnológica; Parcerias Público-Privadas; Decreto das Fundações; e para sacramentar a adequação do Ensino Superior à divisão internacional do trabalho, travestido de democratização do acesso – o popular lobo em pele de cordeiro – o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Instituições Federais de Ensino Superior (REUNI), imposto através da força e da coerção sobre as comunidades universitárias em diversos locais do país.

Os dominantes lançam mão de diversos mecanismos para garantir a continuidade da ordem vigente. A aprovação da Lei que regulamenta a profissão de Educação Física em 1/9/1998 – em um mundo de trabalho cada vez mais desregulamentado – e a criação do famigerado sistema CONFEF/CREFs e suas estruturas fantoches estudantis como os CREFinhos e a CEEF-Br, visam jogar trabalhadores contra trabalhadores, funcionando enquanto um retrocesso para os profissionais de diversas áreas, como a Educação Física, a Dança, as Lutas, a Capoeira, a Yoga etc. Além disso, sua influência na fragmentação da formação em Licenciatura e Graduação ocorre de maneira camuflada porém nefasta.

Em tempos de crise estrutural da economia capitalista, vale reafirmarmos a importância de organizar a classe trabalhadora para enfrentar esses ataques que vêm de todos os lados – demissões, retirada de direitos, perseguições políticas etc. A juventude pode e deve ter um papel fundamental nesse contexto. O processo de ruptura com os velhos Movimentos Sindical e Estudantil em curso é importante de ser mencionado: a Central Única dos Trabalhadores e a União Nacional dos Estudantes são hoje instrumentos de sustentação da política de Lula/PT, ou seja, agentes políticos da classe dominante, que não nos servem mais. Nossa batalha para a construção do novo passa pela superação do velho e pelo enfrentamento aos nossos inimigos.

Diante do exposto, desde 2002 o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da UFRJ tem atuado para intervir com qualidade no dia-a-dia da EEFD, da UFRJ, do Movimento Estudantil de Educação Física, do Movimento Estudantil de Artes e nacionalmente no processo de construção de uma nova entidade estudantil nacional.

A conscientização política por meio de reuniões, Assembléias, panfletos, jornais O DARDO; as lutas em defesa das reivindicações estudantis, da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade, de melhorias na EEFD, contra os cursos pagos; a participação em Encontros Nacionais e Regionais de Estudantes de Educação Física e Nacionais de Estudantes de Arte; a organização de eventos como o III e o IV Simpósio; a articulação com o conjunto da juventude e da classe trabalhadora brasileira; o protagonismo das lutas contra a Reforma Universitária e o REUNI de Lula/PT, pela regulamentação do Trabalho e contra a regulamentação da profissão, a defesa da Licenciatura Ampliada em vez da fragmentação curricular; enfim a construção do Movimento Estudantil combativo, formativo e presente no cotidiano fazem parte da realidade do CAEFD-UFRJ.

Tive a oportunidade de participar das gestões 2004, 2005, 2006 e 2007, assim como acompanhar as gestões 2008 e 2009 dessa entidade. Finalizo essa carta ratificando meu total e irrestrito apoio à chapa QUEM VEM COM TUDO NÃO CANSA para a gestão 2010, certo de que se configura como uma opção coerente, coesa, combativa e classista.


Professor Gabriel Marques
Mestrando em Educação (UFRJ)
Professor de Ed. Física da rede estadual do RJ e da rede municipal de Saquarema-RJ