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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

I Recopa Alternativa*

12/10/2012: Pelada da Esquerda FC 2 x 0 Autônomos FC - Jogo de volta da I Recopa Alternativa


            Após a incursão na Argentina em janeiro, os cartolas do Pelada da Esquerda FC tiveram a genial ideia de realizar um confronto entre o campeão da I Copa América Alternativa e o campeão de La Liguita, aproveitando que ambos são brasileiros e não desistem nunca.

Com a ideia materializada, no dia 19 de maio, partimos para São Paulo com apenas 9 jogadores, precisando buscar na Lapa paulistana peladeiros dispostos a completar nosso time. Sem um prévio reconhecimento do gramado, tampouco sem encontrá-lo no campo de várzea, o Pelada da Esquerda até começou bem, mantendo o placar zerado. Até que os adversários descobriram a mina de ouro: nosso revezamento de goleiros passou a ficar tão rápido quanto o 4 x 100 jamaicano no que diz respeito à busca das bolas nos fundos da rede... Um autônomo cedido no segundo tempo até colaborou para garantirmos um de honra e Bruninho até hoje aguarda sua camisa do Inacreditável FC pelo lance que resultaria em nosso segundo gol. Enfim, o placar de 8 x 1 só foi exacerbado devido às limitadíssimas condições objetivas. O placar moral seria 4 x 2...

Embalados por jogar em território fluminense – no campo do campus Gragoatá da UFF, um campo público, gratuito e de qualidade – e pelas festividades de Dia das Crianças, no jogo de volta de 12 de outubro contamos com 17 peladeiros, com imensa dificuldade de concentração para organizar o elenco previamente e evitar as discussões que vieram a posteriori. Infelizmente, as brincadeiras e desatenções típicas do Ensino Fundamental não permitiram concretizar certos objetivos. De nossa trincheira, dois foram cedidos para completar o time adversário, que veio para a disputa com apenas 9 jogadores. Num campo gramado, os paulistas tiveram dificuldades de se adaptar, mesmo com a garoa, que não fora convidada, chegando de penetra durante todo o feriadão no Rio. Apesar de momentos de chororô devido à inexperiência de nossa arbitragem – que deveria já ter expulsado uns cinco deles – o Autônomos desenvolveu um bom jogo e aliviou a pressão feita pelos consecutivas investidas do Pelada da Esquerda. Após a primeira etapa sem gols, os 35 minutos finais foram suficientes para garantirmos nossa primeira vitória no tempo regulamentar (Na Argentina, vencemos uma por W x O e outra nos pênaltis)!

O placar de 2 x 0 não foi suficiente para revertermos o placar real do jogo de ida. Se levarmos em consideração o placar moral, o Pelada da Esquerda FC foi campeão da Recopa devido aos “gols marcados” na casa do adversário. Enfim, que caminhemos em busca de espaços públicos para consolidar o nome e a equipe no cenário futebolístico da esquerda no Rio de Janeiro! E os preparativos já começaram rumo à II Copa América Alternativa, de 14 a 17 de fevereiro de 2013, no Parque Gualeguaychu, próximo a Buenos Aires. Mais informações sobre o evento: http://csdyclacuchimarra.wix.com/csdyclacuchimarra#!home/mainPage

            Eis os comentários e notas de cada um de nossos jogadores no dia 12 de outubro:

Claudio (C1): apesar do longo período de inatividade, relembrou os tempos de Bonsucesso. Nosso arqueiro-xeroqueiro protagonizou alguns lances de Trapalhões, tropeçando na área, mas distribuiu bem as bolas nas saídas, não foi vazado, evitou um gol adversário cara a cara e contou com a trave amiga. Nome forte para ser nosso Capitão de Abril. Nota 8,0.

Caio: novato, integrou-se bem ao elenco em virtude de sua relação quase familiar com certo integrante. No auge da vitalidade de seus 19 anos, correu o campo todo para defender e apoiar e prendeu em demasia a bola em diversos momentos. Faltaram cruzamentos a la Cafu. Nota 6,5.

Brunão: não pôde desenvolver tanto suas habituais categoria e visão de jogo a fim de colaborar com o sistema defensivo. Orientou os companheiros em campo, fez bons passes e  levou escorregão grotesco no início da partida. Enquanto perdeu pontos por sua postura pós-moderna de levantar o punho direito na foto e acusar a organização de burocrática, manteve a pontuação por já garantir as passagens para a II Copa América, na Argentina. Nota 6,5.

Marcelão Dominguez (MD-24): nosso Rafael Nadal da zaga. Estava presente em todas para tentar dominar, tentar passar, tentar lançar, mas no fundo, no fundo, conseguir livrar a bola das chances do adversário atacar. Cobrou com categoria a penalidade que resultou no primeiro gol da partida e sua atitude falastrona irritou contundentemente o garçom do jogo. Nota 7,5.

Gustavo: sua típica cabeleira não permitiu que a chuva fina esfriasse a cabeça. Precisou de momentos de reflexão segurando a bandeira para acalmar-se. Importantíssima contribuição na ala esquerda, defendendo e apoiando. Só não foi melhor devido à insistência do time em romper com certos princípios e priorizar o setor direito, menosprezando a liberdade da esquerda. Nota 6,5.

Thiago: trouxe o toque e a velocidade dos quais a cabeça de área necessitava. Encontrou sua posição. Afinal, não pode jogar no ataque devido à protuberância de seu abdômen estar sempre em impedimento. Nota 6,5.

Rodrigo Mourelle: cedeu uma bola oficial para a partida. Contribuindo em outra posição, não desencadeou seus bons passes para a transição entre a defesa e o ataque. Nota 6,0.

Christiano: beneficiou a equipe adversária num erro infantil como bandeirinha no primeiro tempo! Revezando com Rodrigo, saiu-se melhor protegendo a zaga do que na Argentina como zagueiro. Nota 6,0

Bruninho: arriscou jogadas pela ponta e deu bons passes. Falta garantir o preparo físico para acompanhar mais minutos e chegar com velocidade. Como árbitro, foi totalmente imparcial e cobrou o respeito aos jogadores. Nota 6,0.

Felipe Demier: além de novato no elenco, chegou com toda a pinta de segunda divisão querendo virar a mesa. Perdeu três oportunidades de gol e sua nota foi salva pelo tapetão ao retornar no segundo tempo e sofrer a penalidade que resultou em nosso primeiro gol na partida. Nota 5,0.

Cadu Marconi: nosso combatente centroavante ainda vai nos brindar com seu faro de gol apurado, mas não foi dessa vez. Boa movimentação do meio para a frente. Nota 6,5.

Gabriel Marques (GM-7): fora de campo, assumiu a função de Secretário Geral. Em campo, incorporou Clarence Seedorf nas conversas com cada jogador. No segundo tempo, um chute no ângulo defendido pelo goleiro na primeira finalização. Na segunda, não teve jeito e materializou a marca do artilheiro, encobrindo o arqueiro paulista. Nota 9,5.

Diego: foi temporariamente emprestado ao adversário e ficou os 70 minutos por lá. Não cumpriu sua função de infiltrar-se para facilitar a vida do Pelada da Esquerda FC na busca pelos sete a zero. Todavia, mostrou que pode contribuir em nosso sistema defensivo em outras oportunidades. Nota 4,0.

Pedro: em virtude de já ter jogado pelo Autônomos FC e de sua amizade com a paulistada, foi cedido para os dois tempos. Depois da fracassada experiência como atacante, encontrou sua posição como lateral direito. Nota 4,0.

Maurício Mileo (MM-9): após momentos perdidos em campo visando à contribuição em diversas posições de carência do time, simplesmente calou a boca dos críticos ao encarnar o Pantera Donizete, roubando a bola no meio e fornecendo assistência no contra-ataque que garantiu o segundo gol. Nota 7,0.

Aloísio: novato mais compreensivo, contribuiu na bandeira na primeira etapa. Bom fôlego para acompanhar as jogadas de ataque, faltou voltar um pouco mais para ajudar na distribuição de bola. Um bom chute de esquerda defendido pelo goleiro paulista. Nota 6,5.

Bruno G. (BG-69): como árbitro, velocidade da reação diametralmente oposta à de Flash ao acompanhar as marcações dos auxiliares. Postura centrada de nosso presidente ao se oferecer para a tarefa e cumpri-la bem. Na etapa final, contribuiu como zagueiro, entendendo a tônica de chuta pro mato que é campeonato e agüentou quase todo o período. Nota 8,0.

Carlos Felipão Leal: com um preparo físico cada vez mais despreparado e a vestimenta adequada, ganhou a vaga de técnico. Sua insistência pelas duas linhas de quatro necessita de treinos. Só falta a prancheta! Nota 7,5.


*Karl Leirbag, jornalista alemão, que analisou o jogo com dificuldades de concentração por conta de desfrutar o que Niterói nos oferece de melhor: a vista para a Cidade Maravilhosa.


Obs. 1: vale registrar os agradecimentos ao Professor Waldyr Lins, diretor do Instituto de Educação Física da UFF, por autorizar a realização do jogo no referido campo.

Obs. 2: há nova palavra de ordem para a equipe:


"Hoje é dia de Festa
A Esquerda vai jogar
No campo, na quadra ou nas ruas
Nosso lema é transformar
Se você também é de Luta
Pode vir, pode chegar
Mas que beleza!
Que beleza...
Eu sou de Esquerda
e a Pelada eu Vou Jogar
Olá lá Olê lê
A Esquerda vem aí
E a direita vai tremer
Olá lá Olê lê
A Esquerda vem aí
E a direita vai tremer!"

Vejam - se aguentarem - os dois tempos da partida. Certamente a dificuldade é saber o que foi pior: o jogo ou a narração/comentários de causar inveja a Galvão Bueno e equipe da Rede Glóóóbo.



terça-feira, 7 de agosto de 2012

IX Pelada da Esquerda*



            Em meio à greve das Instituições Federais de Ensino, do Arquivo Nacional, à ocupação do Canecão e às variadas lutas em defesa da Educação e Saúde Públicas e visando à construção de uma nova sociedade, mais de trinta companheiros fizeram uma breve pausa na agenda de estudo, trabalho e militância para a confraternização semestral, desta vez em novos gramados. A nona edição da Pelada da Esquerda, no Rio de Janeiro, ocorreu na Associação Atlética Light, no Grajaú, e foi paulatinamente organizada ao longo de um mês e meio para que os peladeiros pudessem aproveitar ao máximo as duas horas oscilando momentos de categoria e trapalhadas no dia 4 de agosto. Infelizmente, algumas baixas por contusões, as ausências não informadas e os atrasos impossibilitaram que a organização chegasse à plenitude. Porém, o churrasco no Andaraí fechou o Sábado com chave de ouro, com o auxílio do golaço do surinameso Clarence Seedorf, agora em terras tupiniquins como nós.

            Depois de sagrarem-se campeões de La Liguita – torneio de consolação durante a I Copa América Alternativa na Argentina – e de disputarem o jogo de ida da Recopa Alternativa contra o Autônomos FC, em São Paulo, o time Pelada da Esquerda já se encontra requisitado nacional e internacionalmente. Em datas a serem confirmadas, há um amistoso apontado contra o time de Maromba, distrito de Itatiaia; o jogo de volta, no Rio, contra o Autônomos, onde há totais condições de reverter o placar negativo de 8 x 1, já que o jogo será em casa e a equipe contará com seu plantel reforçado. Entre os dias 24 e 26 de agosto, nosso artilheiro Gabriel Marques – GM-7, que alcançou a marca dos 29 gols em 9 edições – representará o Pelada da Esquerda na Copa do Mundo Alternativa, em Bristol, na Inglaterra, integrando o combinado que contará também com integrantes do Autônomos FC e do FC Vova, da Lituânia. Durante o churrasco, foi dado o pontapé inicial para a organização do elenco que disputará a II Copa América Alternativa, entre 14 e 17 de fevereiro do próximo ano.

            Como de praxe, seguem nossas impressões e avaliações – dessa vez consolidando a parceria entre dois conceituados e premiados comentaristas – sobre o desempenho dos jogadores na tarde de sábado.

Cláudio Lopes: como bom xeroqueiro e microempresário do ramo das papelarias, prometeu a distribuição de canetas, mas não foi capaz de cumprir enquanto esteve na linha. Recordou seus tempos de categorias de base do Bonsucesso, mas não evitou vários gols, comprovando que precisa de muitos treinos para recuperar a vaga hoje ocupada por Bruno G. Nota 7,0.

Murilo Vilaça: dedicando-se a dois Doutorados, teve seu faro de artilheiro afetado. A finalização que mais chamou a atenção foi quando achou que jogava na NFL, ao tentar marcar um touchdown. Além do mais, tinha uma morena do lado de fora do campo que lhe dispersou a atenção. Nota 4,0.

Bruno Gawryszewski: aumentando seu cabedal como goleiro, BG-69 foi disparado o melhor arqueiro do evento. Só levou alguns gols porque machucou um dedinho no início da Pelada e jogou contra a equipe de GM-7. É Seleção! Nota 9,5.

Gabriel Marques: tinha dois objetivos na Pelada da Esquerda: preparar-se para a Copa do Mundo e aproximar-se da marca dos 30 gols. GM-7 agarrou durante uma partida, forneceu assistência e balançou as redes adversárias por cinco vezes, contribuindo para a invencibilidade do time Marx. Preferiu deixar o Gol 30 para a glamourosa décima edição. Nota 9,5.

Thiago Coqueiro: com relativa categoria no início, não honrou o nome do Movimento Quem Vem Com Tudo Não Cansa ao se desgastar enquanto os minutos passavam. Apesar de não beber, não fumar e não..., seu abdômen proeminente acusa as limitações de preparo físico. Seria melhor ter brincado de pique-se-esconde ou ter soltado cafifa nas terras gonçalenses. Nota 4,5.

Alex Lauriano: distribuindo lindeza Brasil afora, nesta edição ficou marcado como o chorão. Resmungou o tempo todo reivindicando o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva e a Comissão de Arbitragem e não repetiu os dribles e a malandragem de outrem. Nota 3,5.

Luiz Carlos: vangloria-se por um ovinho dado no melhor jogador de linha da partida. Ainda não tomou vergonha na cara de cortar o cabelo. Excetuando-se este único lance de lucidez e categoria, só apareceu por conta do acessório usado no cabelo, para desespero e provocações de Bruno Adriano. Nota 5,5.

Matheus Cidão: evidenciou o total desgaste da viagem de Campo Grande até o Grajaú. Sua presença foi notada apenas na Foto Oficial. Nota 4,0.

Renato Sarti: soberano no meio-campo, quase sempre fazendo boa ligação entre a defesa e o ataque e marcando dois gols. Apesar das incursões burocráticas no CONSUNI, cumpriu um bom papel na equipe Marx. Nota 7,5.

Elielsom: enquanto esteve em campo, deu trabalho aos adversários. Sorte deles que suportou apenas uma partida e meia, o pior preparo físico dentre os 32 jogadores. Nota 4,5.

Maurício Mileo: não repetiu as atuações que o consagraram como o camisa 9 da Pelada da Esquerda. MMs-9 não cabeceou em direção ao gol, não executou um chute decente e quase teve um ataque cardíaco. Nota 4,5.

Marcelo Dominguez: MD-24. Correu como nunca, jogou como sempre (com direito a gol contra no BG-69). Declamou a frase impagável: “Porra, eu não sei mais jogar bola!”. Pelo esforço... Nota 6,5.

Gustavo Oliveira: a cabeleira satânica começa a pesar, afetando o seu desempenho futebolístico. Recomenda-se comprar a máquina GAMA ou Philips. Nota 5,0.

Bruno Rodolfo: o amigo do CAEFD... E o mais satisfeito por ter sido incluído no time Marx. Nota 5,0.

Wagner Marretovic Angelim: o sérvio-cearense mostrou disposição em ajudar. Contudo, ficou tímido e não se aventurou em mostrar um futebol mais habilidoso. Foi oportunista ao marcar gol após jogada de contra-ataque e assistência de GM-7. Nota 5,0.

Bruno Adriano: quando viu o primeiro confronto entre a equipe de colete vermelho e a de colete preto, frustrou-se com as cores que evidenciam a crise cíclica do sistema flamenguista e desertou. Com dúvidas pós-modernas acerca do caminho a percorrer, não ficou muito longe acompanhando os setores de esquerda e voltou ao jogo. Faltou a companhia de Bruno Lima para aparecer mais com suas incansáveis discussões em campo. Nota 4,5.

Ian: sua melhor atuação foi pilotando a churrasqueira (mó bração, hein, Fino!). Nota 7,0.

Vinícius: foi um dos poucos que conseguiu furar o BG-69 (sim, vale o duplo sentido). Mostrou-se preocupado com a ausência de seu amigo “Magrinho du Fonca”, escalado para fazer uma incursão na Pedreira. Nota 5,0.

Felipe Formoso: a campanha do Freixo está lhe consumindo todas as energias, porque o que se viu em campo foi um jogador “amarelão”. “Amarelou” ainda mais quando soube que havia pessoas por perto moradoras da Zona Oeste. Nota 4,5.

Carlos Leal: estrategicamente, repetiu a prática de atrasar-se para entrar em campo com os demais já cansados. Pragmaticamente, repetiu a mesma jogada por mais de três vezes: recebia a bola na ponta esquerda, ajeitava pra dentro e tocava pro meio. Mérito porque conseguiu mostrar preparo físico melhor que o do Elielsom, jogando quase três partidas inteiras. Nota 6,0.

Carlos Augusto “Carlinhos”: foi bastante notado ao buscar a bola várias vezes dentro do gol. Nota 4,0.

Cadu Marconi: foi o jogador quase: quase fez gol, quase deu um belo chute, quase deu uma boa assistência, quase jogou até o fim das 2 horas e quase apareceu na Foto Oficial. Foi embora de balão, acompanhado de um padre. Nota 4,0.

Rodrigo Mourelle: diferentemente da Copa América, dessa vez conseguiu escorar para o gol as assistências dos companheiros de equipe. Nota 6,0.

Rian Rodrigues: na NBA, as equipes são ranqueadas pelo seu average (relação percentual vitórias / derrotas). O average deste jogador foi 0.000. Nota 0.000.

Rodrigo Magalhães: Cínthia atrapalhou decisivamente seu desempenho... Nota 4,0.

Pedro Cardoso: oscilou bons e maus momentos. Como não precisou cobrar tiro de meta, ficou na média. Nota 5,0.

Marcelo “Forró”: Perdeu uma chance de gol clara, devido ao famoso pé mole pra chutar. Acostumado a correr meia maratona, chegou atrasado, a tempo de jogar meio jogo. Nota 4,0.

Pedro Santos: não fez valer o seu tipo físico avantajado e ainda se perdeu em discussões com Luiz Carlos “Monstro”. Escapou do trote como calouro. Nota 4,0.

Bruno Gonçalves: tendo como cartas na manga as desculpas pelos pés ralados e pelo joelho bichado por conta de uma atuação irregular por inspirar-se em Fábio Ferreira, o alvinegro ex-CPII teve sorte ao cair de pára-quedas na equipe Marx após desistência de Elielsom. Nota 4,5.

Rodrigo (UniRio): Como jogador da Pelada da Esquerda,  é um ótimo militante que ocupa antigas casas de shows. Nota 5,0.

João Gabriel: sua incursão na Ásia e suas práticas de relaxamento não contribuíram para uma excelente atuação. Duvidaram de sua presença, mas ele apareceu e encarou até o final. Nota 5,0.

Juliano: a “bebida liberada” da noite anterior acabou com sua pretensão de fazer uma boa atuação. Nota 4,5.


*Karl Leirbag, jornalista alemão
Breno Strozenberg, crítico de cinema para filmes de animação da Mongólia

domingo, 5 de agosto de 2012

É a chance!*

            Começamos a 14ª rodada com uma vitória parcial fora de campo. Apesar de nosso confronto ser fora de casa, nossa diretoria agiu nos bastidores em defesa do gramado do Engenhão. A CBF adiou o jogo dos pobres coitados sem estádio devido ao ofício enviado pelo Botafogo para a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ). E enquanto a presidente deles se diverte em Londres – tal como a mafiosa cúpula comandada pela tríade Dilma, Cabral e Paes – seu assessor especial Eduardo “Vassoura” soltou a infeliz pérola de que nossa torcida comparece ao Engenhão com “três ou quatro mil pessoas”. São muito toscas essas baboseiras expostas publicamente sem qualquer fundamentação científica, apenas querendo jogar para a torcida enquanto não movem uma palha para saírem da crise cíclica do sistema flamenguista tampouco para terem seu próprio local de jogo. Sr. “Vassoura”, a média de público do meu Glorioso é maior que à do clube da Gávea neste Campeonato! E somos os responsáveis pela maior arrecadação da história do Estádio – por mais que eu critique o preço dos ingressos, vocês nem chegaram perto disso!

            No ano passado tive a oportunidade de ir ao Serra Dourada para o confronto com o Atlético-GO. Este ano, depois de participar da IX Pelada da Esquerda, no Light (Grajaú) e marcar meus cinco gols, comprovando minha média deveras superior à de postes como Rafael Marques, foi o tempo de tomar banho, vestir a camisa preta do Fogão e partir para o churrasco na casa do camarada Bruno Gawryszewski, cujo defeito é torcer pelo Flamengo. Apesar de vários alvinegros presentes, a torcida dos rivais pelo insucesso do Glorioso incomodava e o receio da repetição do placar de 2011 – derrota por 2 x 0, com gols marcados em menos de dez minutos de jogo – incomodava muito mais.

            E o primeiro tempo caminhou ao encontro de meu receio. Sem criar oportunidades de gol, o Botafogo começava a oferecer espaços ao rival. Para variar, quem conseguiu aparecer mais que seus esdrúxulos penteados e cometer a infração dentro da área para o árbitro assinalar o pênalti!? Sim, Fábio Ferreira foi capaz de aprontar mais uma. E, apesar de tocar a bola chutada no meio do gol pelo goleiro Márcio, Jefferson não evitou o gol dos dragões, vice-lanternas da competição. Se nas arquibancadas nossa torcida dominava, faltava a compreensão de nossos jogadores de que o mesmo seria possível em campo.

            Pouco mais acordado no segundo tempo, com a troca do inoperante Rafael Marques por Fellype Gabriel, o Botafogo melhorava o posicionamento em campo. Todavia, ainda se encontra totalmente aquém do que precisa render se pretende disputar o título. Oswaldo de Oliveira nos solicitou paciência com o referido atacante, mas a cada jogo que passa ela caminha para o esgotamento! Pela bola que ele salvou em cima da linha, evitando o gol do rubronegro goiano, que o coloque na vaga do Fábio Ferreira então! Outra troca foi a do machucado John Lennon pelo jovem e meu xará Gabriel. A propósito, consideraria muito melhor que o técnico tivesse fornecido a chance ao garoto da base, já que o titular Lucas fora vetado.

            Aos 18 minutos, o jogo parecia um treino de faltas. No primeiro chute, com a barreira andando e diminuindo a necessária distância dos 9,15m negligenciada pela arbitragem, nosso surinameso teve que acertá-la. No rebote, falta em Antônio Carlos, esta mais perto da grande área. Aos 19 minutos, sem precisar usar palavras, o olhar do surinameso dizia: “É a chance!” E dessa vez não teve jeito: se a coruja ali estivesse... Teria que ter sido trocentas vezes mais ágil que o goleiro Márcio, espectador de camarote do golaço de Seedorf! O primeiro com a camisa da Estrela Solitária! Seeeee-Doooorrrr-Feeee! Oba! Oba! Era o empate do Fogão. Dez minutos após a bela e efusiva comemoração coletiva do gol, se a nossa zaga parece Os Trapalhões lá atrás, foi para o ataque para ser decisiva em mais uma virada do Fogão. Fábio Ferreira fez belo cruzamento da direita, Fellype Gabriel cabeceou forte, Márcio espalmou, Antônio Carlos pegou novo rebote ofensivo, fornecendo assistência para novamente Fellype Gabriel cabecear, só que dessa vez balançando as redes!

            A equipe adversária é fraca tecnicamente e forte candidata à Segundona 2013, mas cresce nos jogos em casa. Foi um necessário triunfo, mais um fora de nossos domínios territoriais e mais um placar em cheio acertado no Bolão! São três pontos importantíssimos que nos fazem ganhar uma posição na tabela diante da derrota do Cruzeiro e não permitem aos primeiros colocados um distanciamento. Quarta-feira, mesmo naquele absurdo horário que atende aos interesses televisivos, é fundamental que ocupemos os setores do Engenhão para presenciar a categoria de Seedorf e cantar para impulsionar o Glorioso rumo à terceira vitória consecutiva no Brasileirão! Pra cima deles, Fogão!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Futebol, política e festa na Casa Mafalda-SP dia 19 de maio

Ei, você que mora ou está em São Paulo-SP, venha participar!

Sábado, 19/05/2012: 

Em janeiro, foi organizada e jogada a I Copa America Alternativa, em Córdoba, Argentina. A equipe do Autônomos FC (São Paulo) sagrou-se vencedora. Nosso time - Pelada da Esquerda  -  http://alemdotrivial.blogspot.com/2012/02/fidedigno-relato-da-pelada-da-esquerda.html - foi eliminado na primeira fase, mas jogamos a Taça de Prata (La Liguita) e vencemos! (http://www.youtube.com/watch?v=bbwKme4Mj0I)!

Agora, é hora da I Recopa Alternativa, entre Autônomos FC x Pelada da Esquerda, às 14h, no campo Bicudão (veja como chegar na página do Autônomos). Será uma ótima oportunidade pra quem é curioso pra saber como funciona na prática esse lance de futebol libertário.

Na sequência, às 17h, na Casa Mafalda, os dois times batem um papo, junto com o jornalista Vitor Birner, técnico do Auto, sobre futebol e política. Na sequência, Gabriel Marques, jogador da Pelada, da Esquerda lança em terras paulistas o seu livro “Botafogo: Uma paixão além do trivial”, cujo debut em terras argentinas foi um sucesso total para os amantes do bom portunhol: http://www.youtube.com/watch?v=UYUu1YVU_mk. 
Entrada com contribuição voluntária de R$ 3,00.

Por fim mas não menos importante, o mesmo Gabriel Marques promove um aulão de forró (VIVA A LAPA NORDESTINA!) momentos antes da festa Macacos e Crocodilos, com o melhor da música brasileira, do samba ao rock, do rock ao dançante, do blues ao psicodélico.

Os djs:
_NATAME (Samba/ MPB/ Psicodélicos)
_SEJAQUEMFLORES (Bossa Nova/ Brasilidades)
_JAMMIN’N'LUZ (Rock and Roll VS. Ritmos Calientes)
_SOUFFLE DE LA MERDA(Tropicalia/ Psicodelia/ Dancem Macacos, Dancem)
_BABIROSKA PHYNA (Bagaceiras/ Funk/ Dancem Crocodilos, Dancem)

Além da discotecagem, haverá uma intervenção na festa que será feita pelo artista Junior Ahzura, mais duas exibições de vídeo. Programão!

Começa às 22h e a entrada será de R$ 5,00. Quem tiver contribuído pro debate completa mais R$ 2,00.

Espaço Autônomo Casa Mafalda – sede do Autônomos & Autônomas FC
Rua Clélia, 1895, Lapa. 
A três quadras do terminal Lapa e da estação Lapa da linha 8 da CPTM. 
Telefone: (11) 8890-3500

www.autonomosfc.com.br/casamafalda | http://mafalda.sarava.org

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Lançamento Internacional de MEU LIVRO DO FOGÃO




No dia 29 de janeiro de 2012, em Colonia Caroya, cidade que pertence à Província de Córdoba,, na Argentina, ocorreu o lançamento internacional do livro "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial" como parte da programação da I Copa América Alternativa de Futebol. O autor e integrante da equipe Pelada da Esquerda Gabriel Marques realizou uma breve explanação em "portunhol" após os participantes, de diversas partes do mundo, entoarem o hino do Botafogo de Futebol e Regatas.

Segue abaixo o texto que saiu na Revista Digital sobre o evento, em português e em espanhol.
Para ter acesso à Edição Digital da Revista Hombre Nuevo, acesse o link: http://issuu.com/colectivohombrenuevo/docs/edicion_especial_caa2012 

MEU LIVRO DO FOGÃO é uma parceria entre a Editora Livros Ilimitados e o Botafogo de Futebol e Regatas, um projeto revolucionário que visa à publicação de livros escritos por torcedores. Durante 2010, foram publicados diversos textos após os jogos do Glorioso no blog Além do Trivial, que formaram a coletânea que compõe o primeiro livro publicado pelo projeto: “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”, título vencedor da enquete promovida no próprio blog. O livro contém trinta crônicas, que não apenas analisam as questões táticas e técnicas dos jogos, mas também relacionam as iniciativas e a história do clube, o papel da torcida e a paixão pelo Futebol a temas gerais da Sociedade, como cultura, educação, política e economia.
                Ao utilizar uma linguagem descontraída, o livro tem como um dos objetivos realizar as necessárias críticas às situações absurdas que têm ocorrido principalmente no Brasil utilizando o Futebol como pano de fundo. Sede de diversos megaeventos esportivos, estádios são construídos com milionários recursos públicos e transferidos em seguida para a iniciativa privada lucrar enquanto ocorre arrocho salarial e direitos historicamente conquistados são retirados dos trabalhadores; famílias são removidas violenta e compulsoriamente de suas comunidades para que obras de reorganização do espaço urbano aconteçam e enriqueçam os empreiteiros; os meios de transporte púbicos encontram-se cada vez mais precarizados; os horários se submetem aos interesses da televisão, estimulando a lógica individualista de cada um assistir aos jogos em sua casa; os preços dos ingressos são elevados etc. Todas estas condições dificultam o acesso da torcida aos jogos. Enquanto isso, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira, há diversos anos ditando os rumos do Futebol no Brasil, prossegue sua atuação antidemocrática, mesmo com diversas denúncias de corrupção. Vale registrar que em 2010 foi criada a Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras (ANT), que tem realizado ações de Luta contra a Elitização do Futebol Brasileiro, construindo um abaixo-assinado para que o ditador da CBF seja investigado e defendendo a democratização do Futebol.
                Na visão do autor de “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”, como professor de Educação Física e membro da ANT, o Futebol, como um fenômeno social, pode e deve contribuir para a formação de uma juventude crítica, leitora e apaixonada. O Glorioso Botafogo, clube de referência e história nos cenários brasileiro e mundial, possui importante papel de vanguarda nesta tarefa de incentivar as relações entre a Literatura e este Esporte conhecido e praticado mundialmente. Após diversas atividades de lançamento e divulgação, em programas de rádio e eventos no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em Brasília, ocorreu no dia 29 de janeiro de 2012 o lançamento internacional do livro, em Colonia Caroya, no distrito de Córdoba-ARG, durante a I Copa América Alternativa de Futebol.
                A oportunidade em vivenciar como jogador a I CAA e praticar um Futebol alheio aos fins mercadológicos e competitivistas vão ao encontro das concepções expressas pelo autor acerca do Esporte. O autor tem como anseio que o conteúdo do livro apresente debates para Além do Trivial e que nossas ações cotidianas apontem para a perspectiva de construção de um novo ser humano, em uma Sociedade para Além do Capital. Hasta la victoria siempre!



MEU LIVRO DO FOGÃO es una asociación entre la Editora Livros Ilimitados y el Botafogo de Futebol e Regatas, un proyecto revolucionario que visa a publicación de libros escribidos por los hinchas. Durante 2010, se han publicado diversos textos después de los juegos Del Glorioso em el blog Além do Trivial, que se formó la coletanea que compone el primero libro publicado por el proyecto: “Botafogo, uma passión allá del trivial”, título ganador de la encuesta patrocinada por el blog. El libro contiene treinta crónicas, que no sólo analizan las cuestiones tácticas y técnicas de los juegos, pero también interactúan las iniciativas y la historia del club, el papel de los hinchas e la pasión por el fútbol a los temas generales de la sociedad, como la cultura, educación, política y la economía.
Por medio de la utilización de una lenguaje diferenciado, el libro tiene como uno de los objetivos hacer la crítica necesaria a las situaciones absurdas que se ha producido principalmente en Brazil haciendo uso del fútbol como fondo. El hogar donde hay muchos megaeventos desportivos, los estadios se construyen con millonarios recursos públicos y transferidos entonces para el beneficio privado mientras que se produce compresión de los salarios y se toman los derechos históricamente ganados de los trabajadores; familias son retiradas de modo violento y obligatorio de sus comunidades para obras de reorganización del espacio urbano se sucedan y enriquezcan contratistas; los medios de lo transporte público son cada vez más precarios; los horarios obedecen los intereses de la televisión fomentando la lógica individualista de asistir juegos solo en su casa; los precios de las entradas son altos etc. Mientras tanto el presidente de la Confederación Brasileña de Fútbol (CBF) Ricardo Teixeira, hay muchos anos dictando el rumo del fútbol en Brazil, continúa con sus acciones antidemocráticas, mismo con diversas de corrupción. Vale la pena destacar que en lo ano de 2010 fue criada la Asociación Nacional de Hinchas (ANT), que ven a realizar acciones de Lucha contra la elitismo del futbol brasileño, buscando construir una petición para que el dictador de la CBF sea investigado  y defendiendo la democratización del fútbol.
En la visión de lo autor de “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”, como profesor de educación física y miembro da ANT, el fútbol, como un fenómeno social, puede e debe contribuir a la formación de una juventud critica, lectora y apasionada. El Glorioso Botafogo, club de referencia y historia en lo Brazil y en lo mundo, tiene importante papel de vanguardia en la incentivación de las relaciones entre la literatura y el deporte conocido y practicado mundialmente. Después de diversas actividades de lanzamiento y divulgación en radios y eventos en lo Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul y Brasília, se produjo en lo día 29 de Enero de 2012 el lanzamiento internacional del libro, en Colonia Caroya no distrito de Córdoba-ARG, durante la I Copa América Alternativa de Fútbol.
La oportunidad de vivencia como jugador na I CAA y practicar un Fútbol ajeno a los fines mercadológicos y competitivistas  vano cumplir el encontró de las concepciones expresó por el autor sobre del Deporte. El autor tiene como deseo que el contenido del libro lleve a debates para Alla del Trivial y que nuestras acciones diarias apunten a la perspectiva de construcción de un nuevo ser humano, en una Sociedad para Alla del Capital. Hasta la victoria siempre!           
 
Gabriel Rodrigues Daumas Marques
Botafoguense desde 30/05/1985
Professor de Educação Física
Integrante da Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras
Militante do Coletivo Marxista


CONFIRAM TAMBÉM O TRAILER DO DOCUMENTÁRIO
SOBRE A COPA AMÉRICA ALTERNATIVA DE FUTEBOL 2012:

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Fidedigno relato do 'Pelada da Esquerda' na I Copa América Alternativa de Futebol

Balanço da I Copa América Alternativa*


Entre os dias 27 e 29 de janeiro, ocorreu em Colonia Caroya, na Província de Córdoba, na Argentina, a I Copa América Alternativa de Futebol. Tive a feliz oportunidade de ser o correspondente não oficial do “Pelada da Esquerda”, equipe que pela primeira vez disputou um torneio de futebol de campo e contou com 14 participantes, sendo 9 do Rio de Janeiro, 2 de Juiz de Fora-MG, 1 de Porto Alegre-RS, 1 colombiano e 1 cordobês.

Após 8 edições semestrais no Rio de Janeiro e 2 edições anuais em Juiz de Fora, “Pelada da Esquerda” passou a ser reconhecido internacionalmente como uma equipe de Futebol. No dia 26 de janeiro, realizou seus primeiros amistosos internacionais, em Córdoba, em campo de futebol society, como preparativo para a Copa América. No dia seguinte, ocorreu o sorteio dos grupos. Doze equipes masculinas ficaram divididas em três grupos e o “Pelada da Esquerda” teve a infelicidade de ingressar no “Grupo da Morte”, que continha as equipes La Filial, do Chile; Vova, com três jogadores da Lituânia mais o time sub-18 do Club Che Guevara, da Argentina; e o Club Che Guevara, os anfitriões! Uma demorada reunião para decidir os 11 que começariam em campo ocorreu na parte da noite e vários debates foram realizados para saber quem sairia e quem entraria no decorrer do jogo, decisões totalmente desnecessárias pois durante os jogos a “disputa maior” era pra definir quem descansaria no banco. Na manhã de Sábado, 27 de janeiro, após passarmos a noite alojados no Exército Argentino, a equipe chegou ao Club Deportivo Cólon – local do torneio – no horário marcado, enquanto a organização ainda utilizava cal para efetuar as marcações do campo. Foi a oportunidade perfeita para o plantel apresentar seu diferencial no torneio: com um triângulo, palmas e voz, um gostoso forrózinho animava a manhã e entrosava os participantes. A maior parte do elenco fez valer suas práticas rubro-negras, já derramando álcool como café da manhã após terem passado a noite em festa sem se concentrar... Certamente fator que contribuiu para uma queda exacerbada de resistência para as três partidas da primeira fase!

Com significativo atraso, sob um Sol escaldante e baixíssima umidade, o jogo de abertura foi entre o “Pelada da Esquerda” e o Vova. Inicialmente perdidos num campo que oscilava entre partes gramadas e partes de terra, os jogadores não se entendiam e viram o adversário desperdiçar algumas oportunidades. Numa falta equivocadamente marcada pelo árbitro próxima à intermediária, nosso arqueiro não alcançou e a garotada sub-18 abriu o placar! A correria era grande e o setor defensivo não conseguia acompanhar. Uma “Avenida sem trânsito” pela direita permitiu o segundo gol do Vova ainda no primeiro tempo. Numa boa jogada de ataque, nosso meia-atacante Gabriel sofreu um pênalti ignorado pela arbitragem! Na segunda etapa, outro futebol começou a ser apresentado. Com um preciso toque de bolas e velocidade no ataque, o Vova foi obrigado a se defender. Raphael cobrou uma falta que bateu na trave e saiu. Nosso time pressionava até que o goleiro adversário se assustou, segurou, largou, segurou e largou a bola novamente, Gabriel acreditou, carregou pela esquerda e tocou para o fundo da rede, balançando-a e anotando o primeiro gol da equipe! O goleiro adversário ainda salvaria um belo chute de Bruninho numa ágil jogada de contra-ataque, mantendo o placar em 2 x 1 para o Vova.

Além de ficar no “Grupo da Morte”, ainda tivemos o azar de pegar a pior sequência de jogos. Após o horário do almoço, o segundo jogo foi contra o entrosado e combativo Club Che Guevara. Jogando num campo com mais grama que o anterior, a equipe sentiu o Sol ainda mais escaldante. Todavia, conseguiu segurar o 0 x 0 no primeiro tempo. Num jogo bastante truncado, as equipes se equilibravam até que nosso zagueiro gaúcho Leandro Balejos – eleito o jogador mais cortês do torneio – resolveu presentear a equipe adversária, com uma preciosa assistência para que abrissem o placar. O “Pelada da Esqueda” ficou desnorteado com o gol numa partida que caminhava para o empate e passou a arriscar mais para tentar seu gol, deixando a defesa desguarnecida, causando dois outros gols em jogadas ariscas de contra-ataque do adversário. Com alguns chutões para a frente e cobranças de falta e escanteio, houve chances para diminuirmos, mas o placar acabou em 3 x 0 para o Club Che Guevara.

Após um acordo de cúpulas – não aceito por todos os jogadores – entre os cartolas dos dois times, a terceira partida do grupo teve a diminuição de 5 minutos cada tempo! Era o jogo do “tudo ou nada” para decidir qual das duas equipes iria para a fase do mata-mata, com o objetivo de garantir o primeiro ou o segundo melhor terceiro colocado dentre os três grupos. Inicialmente equilibrada, a partida tinha bons lances para ambas as equipes, obrigando os goleiros a trabalharem ou lançarem mão da sorte. Numa jogada muito bem tramada, Raphael lançou Forró pela direita, que carregou a bola pela ponta e cruzou na área para Gabriel arrebatar de primeira... Infelizmente, o goleiro chileno estava de prontidão para espalmar no canto direito e jogar para escanteio. O “Pelada da Esquerda” ainda seria prejudicado após uma marcação deveras equivocada de impedimento, num lançamento perfeito de Raphael para Gabriel, que já estava cara a cara com o goleiro chileno, que desta vez não seria páreo. Ainda no primeiro tempo, La Filial conseguiu abrir o placar. Até o final do jogo, ainda marcariam mais três gols, eliminando a equipe brasileira em sua primeira competição internacional.

Uma sequência de infelicidades custou a eliminação: estar no “Grupo da Morte”; pegar a pior sequência de jogos; ter poucos reservas, ainda mais pelas baixas durante os jogos; o calor; o gramado ruim; a bola de baixa qualidade; a bebedeira e as farras noturnas de certos “atletas”; o desfalque do zagueiro Brunão, que não pode viajar; a influência significativa de alguns jogadores de centro-esquerda que não querem aceitar a foice e o martelo no escudo da equipe; além de influentes erros da arbitragem! Sem a classificação para as Quartas-de-Final, houve um tempo maior para descanso à noite no Alojamento do Exército. No Domingo, iniciava-se a disputa de La Liguita, entre os quatro eliminados: Pelada da Esquerda x Comunidade Boliviana (Bolívia); Easton Cowboys (Inglaterra) x World Eleven (miscelânea).

Durante La Liguita, o “Pelada da Esquerda” obteve sua primeira vitória! O time da Comunidade Boliviana não se fez presente e garantimos o W x O, ou seja, 2 x 0 e a vaga para a final de La Liguita, contra o Easton Cowboys, que também venceu por W x O. Após a definição dos semi-finalistas da I Copa América, foi a vez da decisão de La Liguita. Os espectadores depositavam todas as fichas na vitória dos ingleses, que tiveram seu time reforçado por alguns garotos do sub-18 do Club Che Guevara e uma oportunista atacante do Easton CowGirls! Nesta partida, além do Sol escaldante, apenas um reserva no banco e o desgaste físico exacerbado após as três partidas do dia anterior prometiam atrapalhar a apresentação de um bom futebol. Com um toque de bola mais consistente, porém uma defesa ainda atabalhoada, oportunidades apareciam para ambas as equipes. Enfim conseguido utilizar as pontas no ataque, Forró lançou Gabriel, que disparou em velocidade pela direita até a área e chutou de direita. A defesa rebateu, a bola voltou para Gabriel, que dominou e chutou de esquerda para abrir o placar! 1 x 0 foi o placar do primeiro tempo. Os ingleses lançaram mão de mais garotos argentinos do sub-18 na segunda etapa, que impulsionaram a velocidade no ataque, mas se precipitavam nas finalizações. Dessa vez tramada pelo meio, Raphael tocou para Cadu, que resolveu retribuir os bons lançamentos feitos por seu companheiro Gabriel. Bem posicionado, o meia-atacante dominou a bola à frente do zagueiro adversário dentro da grande área, carregou por alguns metros e tocou no canto esquerdo do goleiro inglês, aumentando a diferença! Os contra-ataques foram a tônica do “Pelada da Esquerda” a partir de então, que em dois lances do “fominha” Raphael e um de Cadu, que não passaram a bola para companheiros em melhores condições de finalizar, não permitindo um placar elástico. Além disso, foram anotados erroneamente três impedimentos em lançamentos para nosso artilheiro, que não perdoaria. Diante de mais duas bobeadas da defesa, o Easton conseguiu chegar ao empate em 2 x 2, levando a decisão para os pênaltis, fornecendo maior emoção à conquista.

Depois de quase ficar conhecido como “Mão de quiabo”, Pablo conseguiu se consagrar, defendendo a primeira cobrança. O aniversariante Leandro Balejos cobrou com categoria e não quis dar presente pro goleiro desta vez. Pablo pegou a segunda cobrança dos ingleses. Diretamente contratado das terras colombianas, o estudante de Sociologia Camilo marcou o segundo gol do “Pelada da Esquerda”. Na terceira cobrança, os ingleses diminuíram. O “capita” Bruno Gawryszewski enganou a todos, inclusive a si próprio, cobrando no meio do gol e fazendo 3 x 1. Todas as atenções voltadas para a atacante do Easton CowGirls, que cobrou forte, no meio do gol, mas acertou o travessão! É CAMPEÃO! Los campeones de La Liguita!

Cada equipe levava um troféu, pois a ideia da Copa América Alternativa é que todos os times saiam presenteados. Fomos então contemplados com o cachecol do Republica Internacionale e uma camisa do time que ficou com o vice-campeonato de La Liguita e retribuímos com um troféu artisticamente confeccionado e uma legítima cachaça brasileira. Como o Autônomos FC, equipe de São Paulo, sagrou-se campeão da I Copa América após vencer as três partidas decisivas nas cobranças de pênaltis, em breve haverá a I Recopa Alternativa, com um jogo no RJ e outro em SP entre Pelada da Esquerda e Autônomos! Vale registrar que também tivemos destaque na arbitragem de duas partidas decisivas e o lançamento internacional do livro “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”, com explanação em portunhol feita pelo autor e “chuteira de bronze” da Copa América Gabriel Marques. Em breve postarei os comentários com as notas referentes às atuações de cada um dos jogadores do combativo e simpático “Pelada da Esquerda” – ou “Players of the Left”.


*Karl Leirbag, jornalista alemão, correspondente não oficial e defensor da foice e do martelo como símbolo do “Pelada da Esquerda”.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pelada da Esquerda rumo à I Copa América Alternativa de Futebol



Entre os dias 27 e 29 de janeiro, ocorrerá na cidade de Jesus María, Córdoba, Argentina, a I Copa América Alternativa, intitulada "El Hombre Nuevo".

            Com o objetivo de reunir homens e mulheres que curtem a prática do Futebol, sem a perspectiva competitivista e bilionária do “Futebol Oficial”, o evento já conta com a confirmação de 12 equipes, sendo 8 masculinas e 4 femininas, com pessoas vindas da Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colômbia, Inglaterra, Alemanha e Lituânia! Provavelmente também haverá um torneio misto! As equipes confirmadas são: Club Che Guevara (ARG); Autônomos FC (BRA); 2 de Mayo (ARG); Pelada de Esquerda (BRA); Easton Cowboys (ING); FC Vova (LIT); La Filial (CHI); Clube de la Comunidad Boliviana en Córdoba (BOL) – masculinas; e Club Che Guevara (ARG); 2 de Mayo (ARG); Easton Cowgirls (ING); Clube de la Comunidad Boliviana en Córdoba (BOL).

            Depois de 8 edições realizadas semestralmente e denominadas “Pelada da Esquerda” aqui no Rio de Janeiro – Juiz de Fora já importou a “marca” e realizou duas edições também – para garantir o reencontro do pessoal da esquerda da Educação Física e demais amigos de outros cursos e de militância, não houve dúvida para a escolha do nome de nosso time, que contará com peladeiros do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e uma presença internacional vinda da Colômbia!

            Além da “paixão internacional”, haverá debate sobre futebol e transformação política, com o Club Che Guevara falando mais sobre seu projeto na cidade; apresentações musicais e festa. No último dia, ocorrerá um festival de música e o encerramento, com o anúncio do local da Copa América Alternativa 2013! Já estão incluídas na “programação cultural” duas atividades que propusemos:

- Lançamento Internacional do livro “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”, com explanação acerca da conjuntura do Futebol no Brasil; e
- Aulão de Forró, com os professores Gabriel Marques e Marcelo Forró!

            Enfim, será minha primeira experiência fora do solo brasileiro e está bacana realizar uma preparação para não fazer feio neste torneio internacional. O time “Pelada da Esquerda” semana que vem estará em Córdoba e conta com a torcida de vocês! Espero voltar com esta rica experiência na bagagem para compartilhar e, quem sabe, organizar uma galera para participar da Copa do Mundo Alternativa, em agosto, na Inglaterra...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

VI Pelada da Esquerda




Na última quinta-feira, 23 de dezembro, ocorreu a VI Edição da Pelada da Esquerda, o maior evento esportivo do semestre. Historicamente, o evento reúne a constelação de professores e estudantes de Educação Física da Cidade Maravilhosa e demais municípios “adjacentes”, como Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e Juiz de Fora, além do longínquo bairro de Santa Cruz.
Apesar de sua abertura para demais áreas de conhecimento, como História e Geografia, o professorado e a estudantada de fora da Educação Física, temendo o vigor físico, a sutil categoria e a refinada habilidade apresentadas nas edições anteriores, desfalcaram a sexta edição. Milhares de torcedores ficaram envergonhados de acompanhar evento de tamanha importância de maneira gratuita e preferiram ficar em suas casas assistindo pelo sistema de pay per view, gerador de royalties para a administração do evento, financiadora das críticas e enfrentamentos à ordem vigente.
Pela primeira vez acompanhando o evento, o jornalista Karl Leirbag avaliou a atuação de cada um dos vinte e quatro jogadores, destacando os aspectos positivos e negativos e lançando sua nota. Vale destacar o respeito e a admiração dos trabalhadores aeroviários, que optaram por adiar sua justíssima greve para garantir que o revolucionário alemão acompanhasse, durante a agradável manhã de quinta, as duas horas de partida no campo do Abaeté, no bairro de Vila Isabel.
Karl Leirbag ficou bastante satisfeito em acompanhar a Pelada da Esquerda, solicitou um espaço aqui no blog para expor suas avaliações e apontou seu desejo em participar da sétima edição deste requisitado evento esportivo. Além disso, afirmou não querer substituir ninguém e prometeu buscar contato para realizar uma dobradinha com o cubano judeu Breno Strozemberg, cujas especulações apontam para a possibilidade de desaparecimento político e/ou alguma enfermidade.

Bruno Gawryszewski: fora dos gramados, precisa de maior auto-confiança como a vanguarda da Pelada de Esquerda, apesar da necessidade de maior assessoria para a organicidade do evento, principalmente no quesito das finanças. Com a região patelar visivelmente debilitada por conta do excesso de patoladas, seu rendimento esteve comprometido, saindo sem deixar sua marca de oportunista. Nota 5.

Murilo Vilaça: com o faro de artilheiro limitado e poupando-se para o Jogo das Estrelas no Engenhão, deixou com estilo um gol, obviamente em condições adiantadas – na popularmente conhecida banheira – tirando com classe as chances de defesa do goleiro Marcelo Melo. Nota 5,5.

Gabriel: na primeira partida, dois incríveis chutes, um para defesa do goleiro e outro golaço de fora da área, no cantinho, garantindo a primeira vitória da equipe. Após esse jogo, nenhuma finalização na direção do gol. Todavia, as assistências açucaradas e sua visão de jogo garantiram o entrosamento e as finalizações para gol de seus companheiros, que, com cinco vitórias, foi a maior vencedora da VI Pelada. Nota 9,5.

Ian Fino: com as desculpas esfarrapadas do deslocamento em peladas anteriores, ora por conta da ausência ora do atraso, dessa vez, mesmo motorizado, foi um dos últimos a chegar. Deveria estar ocupado com o aquecimento antes do jogo, fazendo jus ao apelido. Nitidamente precisa de uma sequência de jogos para emplacar o seu bom futebol. Nota 5.

Marcelo Forró: seu estilo mineirinho não impediu que aparecesse demasiadamente ao ser driblado pelo alcoolizado protagonista do drible elástico. Nota 4,5.

Marcelo Melo: o alto teor alcoólico, devido aos destilados ingeridos durante a festa de sua sobrinha em noite anterior comprometeram seu reflexo apurado como goleiro, perdendo o posto de melhor goleiro da esquerda do Brasil. Na linha, incorporou Roberto Rivelino ao aplicar um fantástico elástico pra cima de seu xará do forró. Perdeu pontos por não levar sua sobrinha de 15 anos para o evento. A propósito, felizmente não foi sorteado para o exame anti-doping. Nota 6.

Marcelo Pagodinho: a idade começa a pesar no desempenho. No jogo, apareceu pouco; deveria estar preocupado com os preparativos para a presença de Exalta Samba no show do Rei em Copacabana. Nota 5.

Estevão: o elemento-surpresa da Pelada. Artilheiro da edição, com aproximadamente cinco gols. Com suas artimanhas espírito-revolucionárias, incorporou os fluidos de Bebeto na Copa de 1994 na torcida para o primogênito que há de vir. Nota 7,5.

Vinícius Conca: animado pela conquista do tricampeonato brasileiro pelo tricolor carioca, lançou-se à linha e não teve seu destaque como goleiro. Tentou jogadas, arrancadas e dribles ao estilo do baixinho argentino, todas sem sucesso, deixando claro que deve dar mais valor à carreira musical, talvez no coral da terra de macaba doce. Nota 4,5.

Magrinho do Fonca: sem suas granadas de homenagens ao 15 de outubro, sucumbiu diante da força revolucionária dos docentes em campo, ratificando que até no futebol a PM é a vergonha do Brasil. Parecia muito preocupado também, talvez recordando um dos términos de namoro anos atrás... Nota 3,5.

Renato Sarti: ocupado como vice-coordenador e novo tumultuador de Congregações, suas esvoaçantes bicicletas se destacaram em diversos momentos. Bastante disposto, foi um elemento importante para garantir a sequência de bons jogos de sua equipe, fechando bem a retaguarda e avançando em alguns momentos. Nota 7.

Bruno Rodolfo: sua promessa de carrinhos não intimidou os demais participantes. Participação decisiva em boas jogadas da equipe mais entrosada. Desencantou com oportunismo depois de perfeita assistência de Gabriel. Com uma dieta baseada em carnes de peixe, porco e boi, pode melhorar seu desempenho. Nota 6,5.

Marretovski: novamente presente no maior evento esportivo do semestre, deixou seu golzinho pra história. Nota 6.

Gustavo: a correria são-gonçalense de sempre somada à disposição historicamente construída nas longínquas várzeas de Columbandê. Popularmente conhecido como Braço, armou diversas jogadas de contra-ataque, mas faltava olhar menos para a bola e mais para o restante do campo para ser mais eficaz. Nota 6,5.

Leonardo: inaugurou a isenção para a história do evento. Com seus reluzentes meiões, mais parecia o personagem Kiko, do “Chaves”, no gol. Ao ganhar ritmo de jogo, o goleiro, folcloricamente conhecido como Panda, oscilou golpes de vista mesmo sendo míope, com defesas inacreditáveis. Numa das partidas, impossibilitou o gol adversário com defesas miraculosas, forjando a animação da torcida, que quase subiu o alambrado do campo. Provisoriamente garantiu o posto de melhor goleiro da esquerda do Brasil. Nota 8,5.

Luiz Carlos: sofrendo da síndrome neymariana e com algumas rabanadas acima do peso, esteve totalmente vedete, com uma atuação incrivelmente abaixo do esperado. O único a ser vaiado pela coerente e animada torcida. René Simões explicitou: “estamos criando um Monstro na Pelada da Esquerda!” Nota 2.

Bruno Patrício: reviveu a dupla Gardenal com a presença de Formoso no jogo. A fim de honrar seu nobre sobrenome, os recentes investimentos à indústria do tabaco como fiel consumidor deixaram-no esgotado. Nota 4.

Dari: definitivamente incorporado à Pelada, sente-se cada vez mais à vontade, arriscando boas jogadas. Nota 6.

Juliano: adotando o “estilo Murilo”, posicionou-se na banheira durante boa parte do tempo, mas foi solenemente esquecido pelos companheiros, com pouca visão de jogo. Quando acertou belo cabeceio, tirando do melhor goleiro, a zaga salvou em cima da linha. Nota 5.

Felipe Formoso: vivenciou sua estréia no maior evento esportivo do semestre. Fez boas tabelinhas com o companheiro de período Bruninho. Foi embora antes da foto oficial para não sofrer a revanche do trote aplicado ao Gabriel em 2003. Nota 5.

Marcello Bernardo: conseguiu uma folga para prestigiar o evento. Apareceu muito mais como vendedor de agendas 2011 do que atuando nas partidas. Nota 5.

Bruno Adriano: destacou-se novamente pela lábia polêmica. Apesar das reclamações alegando serem burocráticas as corretíssimas propostas de organização da pelada, em campo, apresentou futebol notadamente burocrático. Nota 3,5.

Cláudio “O Xeroqueiro”: O Motoqueiro Fantasma merece uma nota alta por ter se libertado das amarras de sua pequena empresa de grandes negócios no bairro mais Glorioso da Cidade Maravilhosa para participar da Pelada de Esquerda. Esquivou-se de seu destacado passado como arqueiro para arriscar jogadas na linha, desempenhando uma ótima função na defesa e se tornando o zagueiro-revelação. Infelizmente, saiu contundido. Nota 8.

Alex: apesar do estilo fanfarrão e faladeiro, foi peça importante para armar atabalhoadas jogadas de contra-ataque junto ao companheiro Braço. Nem balançou as redes com estilo. Todavia, a camisa pesou por jogar ao lado de seu irmão. Nota 6.