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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Doe sangue, Botafogo!*


Antes de iniciar o texto revoltadinho de hoje, quero registrar aqui a felicidade em ver o espaço em frente à sede de General Severiano ocupado pelo Movimento Estudantil da UFRJ! O CANECÃO é nosso! O Governo Dilma/PT tenta desgastar o movimento grevista, mas a luta e a greve continuam em defesa da carreira e de condições de trabalho! Assim como quero registrar minhas condolências à família do ex-reitor Aloísio Teixeira, cuja Reitoria ocupamos em 2007 já anunciando o conjunto destes problemas criados por Lula e Haddad que hoje se aprofundam nas Instituições Federais de Ensino Superior. Aloísio foi um grande adversário na política interna da UFRJ: além do respeito mútuo, tínhamos em comum a Estrela Solitária em nossos peitos!        

O efeito Seedorf começara extremamente positivo, com a equipe voltando a vencer e a marcar gols e a defesa se acertando em vez de ser a mais vazada do campeonato. O surinameso começou a treinar, vieram dois empates. O surinameso estreou e vieram duas derrotas em pleno Engenhão. O que é isso, companheiros? Como é possível a equipe deixar de se dedicar em campo, perder o tesão pelos gols e pela vitória e o capitão perder uma bola para um jogador quase na aposentadoria compulsória sentado? Na minha pelada o cara seria expulso na hora!

            Ontem esqueceram de informar ao vice da Colina que era decisão, pois em decisão eles tremem para o Fogão. Mas infelizmente o Botafogo esquece que cada uma das trinta e oito rodadas do Campeonato Brasileiro é uma decisão. E voltou a vacilar e a frustrar a torcida, que tem apoiado incessantemente para manter essa Estrela Solitária brilhando. O início até pareceu promissor, com Elkeson deixando Dedé sentado num drible e o Fogão partindo para cima. Depois de dez minutos, o bacalhau teve várias chances de abrir o placar e fomos salvos pela má pontaria adversária, pelas defesas de Jefferson e pela trave!

Para um time que diz ter a pretensão de brigar pelas primeiras posições, cinco derrotas em doze rodadas é um número alarmante. Já são quatro rodadas sem trazer os três pontos para General Severiano e três jogos sem marcar um golzinho sequer. Não dá pra aceitar a liberação de quatro atacantes sem que tenhamos reposições para o setor. Alô, diretoria! Nas primeiras rodadas, nossa defesa vacilava, mas o ataque compensava balançando mais vezes as redes adversárias. Agora, nossa defesa prossegue generosa, enquanto o ataque não existe! Que escalem o Túlio Maravilha, pelo menos vai saber se posicionar dentro da área para aproveitar as chances que até têm aparecido! Por favor, alguém coloca o Elkeson para cursar o Ensino Fundamental: ele precisa aprender que não há como passar por dentro de um outro ser humano para roubar a bola! Ontem ele esgotou qualquer pingo de paciência! E mais: não me venham com churumelas supersticiosas acerca de falta de sorte, mas tenho convicção de que Alexi Stival faria esse elenco atual voar. Não torço contra o Oswaldo, mas nenhum técnico conseguiu organizar para nosso Fogão jogar tão bonito quanto o Cuca! Nos últimos jogos, Oswaldo de Oliveira foi abduzido e substituído por um Jubiroswaldo qualquer: não tem como um técnico com seu gabarito não ver que esse esquema de 4-6-0-0-0-0 do Botafogo já sucumbiu. Pombas, insistir nos erros é burrice!

Tentando voltar à calma, pela manhã dirigi-me ao Hemorio para participar da campanha ESTRELA SOLIDÁRIA. Consegui ficar chateado ao cubo: depois de seis ou sete doações de sangue, pela primeira vez fui barrado. Não é possível que a ciência tão avançada consiga se rebaixar a critérios da moral religiosa e/ou a uma simples gripe enquanto os bancos de sangue país afora pedem socorro para salvar vidas! Limites de parceiras sexuais durante 365 dias, “mesmo com preservativo”, como me informou a enfermeira, “seguindo os padrões estabelecidos pela ANVISA”. Ora, se constantemente acompanhamos propagandas que incentivam o uso dos preservativos, por que a pessoa que segue as dicas do Ministério da Saúde é proibida de realizar a doação!? Há algo de muito contraditório nisso aí, tal como na proibição de homossexuais realizarem a doação. Enfim, infelizmente alguém vai deixar de, nesse momento, receber o sangue de um atleta-peladeiro, sem álcool nem nicotina. Por enquanto, pois em breve comparecerei para doar.

Bacana registrar as congratulações à torcida que organizou o evento e compareceu, assim como ao apoio do clube na divulgação. Agora, é bom que, além do Lucas e do Márcio Azevedo, que compareceram ao Hemorio para fazer a doação, o time todo se contagie com o clima e possa doar sangue e suor em campo! Urge que voltemos a vencer. E sábado estaremos lá, em menor público, obviamente, no Engenhão, para impulsionar o Glorioso de volta ao caminho das vitórias! Pra cima deles, Fogão!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Furtaram a cereja do bolo*


Talvez devido ao recesso, talvez devido à ansiedade por uma das estreias mais cobiçadas dos últimos tempos, talvez até mesmo por conta de estar junto a dezenas de milhares de corajosos e corajosas que se despencam de várias partes do Rio de Janeiro ou de fora de nosso Estado para torcer pelo clube de General Severiano, nunca senti passar tão devagar o tempo entre um jogo de quarta-feira e um de Domingo pelo Campeonato Brasileiro. E na Cidade Maravilhosa o Domingo nasceu formidável, daqueles em que as nuves aparecem apenas para fornecer o contraste em azul e branco com o céu, daqueles em que o Sol nos contempla sua aparição e seu calor em pleno inverno, daqueles em que certos tricolores – que só possuem o por do Sol para vislumbrar às margens do Rio Guaíba – invadem nossas belas praias e demais cartões postais. Escolhendo uma trilha no Morro da Urca como aquecimento para o jogo da noite, a cada botafoguense que passava pelas ruas, era notória a auto-estima por vestir esta camisa Gloriosa.

            Infelizmente, nem tudo foi perfeito. Volto a registrar o quanto é complicada essa avalanche de holofotes sobre o brilho da Estrela Solitária. Nós temos brilho próprio, incandescente, deslumbrante, que se sobressai sem querer humilhar ninguém. E foi justamente nesta escolha de nossa solitária constelação que acabamos ofuscados pelos tricolores gaúchos, que furtaram a cereja de nosso bolo e nós só pudemos perceber ao final dos noventa minutos.

Numa boa, não podemos levar gol daquele bonde do Marcelo Moreno! Não conseguiu dominar uma bola o jogo inteiro, mas acertou a finalização em cheio para o fundo das redes de Jefferson. Apesar do (novo) vacilo de nosso sistema defensivo, não preciso nem dizer que sua trombada fora falta, ignorada pela arbitragem, assim como um pênalti cometido pelo Gilberto Silva em cima do Elkeson. E não é que Fellype Gabriel mais uma vez acertou o travessão!? E o Leo Gago salvou em cima da linha o que seria nosso gol de pelo menos empate. Enfim, o segundo tempo foi digno de aplausos pela dedicação, mas são necessárias as críticas pelo afobamento, por equívocos táticos e pela morosidade em alguns momentos, principalmente no primeiro tempo.

            A vitória foi injusta? Obviamente. Era possível revertermos? Mais óbvio ainda. O que faltou para isso? É aí que entram os papeis da comissão técnica e da organização da equipe. Quando o Botafogo mais pressionou? Quando tinha pelo menos dois atacantes em campo! Não dá mais para nos resignarmos com esse esquema 4-6-0, Oswaldo! O único atacante em campo voltando para ajudar a marcar na defesa e buscar jogo!? Já chega! Andrézinho tem sido o melhor em campo nessa transição da defesa para o ataque, enquanto Vitor Junior caiu demasiadamente de produção e o Fellype Gabriel ainda está buscando ritmo de jogo. É preciso reconhecer: erraste na escalação inicial, treinador! Foi acertada a estreia do Seedorf por conta do bom momento vivido pelo marketing e pela euforia da torcida. Nosso surinameso estreou discretamente, mas seus bons passes e sua visão de jogo apontam que melhorias virão. Jefferson fechou o gol no primeiro tempo; Márcio Azevedo não estava numa boa noite; Elkeson continua atabalhoado; e o Rafael Marques entrou melhor ontem.

            Para não dizer que não falei da festa... A festa foi bem menos espalhafatosa que a apresentação. Será que faltou glamour? Não houve fogos, não houve chuva de papel, mas houve um estádio com a presença de mais de 34.000 pessoas, que cantaram, aplaudiram, vibraram e incentivaram. Oswaldo agora precisa morder a língua. O tal fator campo estava lá e o time não correspondeu com os três pontos. Nos minutos finais, a torcida impulsionava os avanços do time e entoava o Hino do nosso Botafogo. O árbitro soou o apito final e a galera ecoou que ninguém cala o nosso amor, mesmo com a amarga derrota. Faltou humildade ao treinador para não debochar no início do jogo ao afirmar que “era a primeira vez que via (o estádio cheio) assim”. Seriam tarefas uma retratação pelas infelizes declarações anteriores e um agradecimento público à presença e ao incentivo daqueles e daquelas que pagaram exagerados e absurdos R$60 para ver seu time dentro de um estádio construído com recursos públicos que ontem não oferecera sequer água para lavarmos as mãos no banheiro!

            Antes do jogo, estive com a Associação Nacional dos Torcedores e Torcedoras recolhendo assinaturas para o abaixo-assinado em defesa da mudança do nome de nosso Estádio. Queremos no telão: SUDERJ informa: sai o tricolor, elitista e corrupto João Havelange, entra o botafoguense, comunista e sacado do comando da Seleção Brasileira pela Ditadura Militar João Saldanha! Complementando as ações da semana rumo à construção de uma nova sociedade, é tempo de convocar a torcida alvinegra para quinta-feira que vem lotarmos o HEMORIO para doarmos sangue. De 9h às 17h do dia 26 de julho, o evento ESTRELA SOLIDÁRIA acontecerá. Já doei umas seis ou sete vezes e marcarei presença desta vez. Pessoal, doar sangue não dói, salva vidas e ainda se ganha um lanchinho gostoso ao final! ;)

            Para doar, bebam Toddynho ao invés de se esbaldar nas bebidas alcoólicas na noite anterior, pois quarta é dia de voltarmos ao Saldanhão com nossa Estrela no peito para cantar e apoiar o Fogão. É clássico, é jogo de disputa na parte de cima da tabela. É só falarmos que é decisão, que os bacalhaus tremem diante do espectro do Manequinho! Pra cima deles, Fogão!

Mais informações sobre a doação de sangue na próxima quinta-feira: http://www.bfr.com.br/oclube/noticias/clube+convoca+torcida+para+mutirao+de+doacao+de+sangue+no+hemorio.asp

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sábado, 3 de abril de 2010

Doe sangue II

Na última quinta-feira, 1 de abril, o amigo Daniel Leal e eu estivemos no Gávea Medical Center para doação de sangue. Apesar de ser o "Dia da Mentira", nossa presença foi totalmente verídica. Foi a quarta vez que doei e é muito tranqüilo! Desde novembro do ano passado não doava, e mais uma vez a motivação foi solicitação de alguma pessoa conhecida com necessidade de reposição do banco de sangue. Essa postagem vai ser bastante curta, o que não diminui o peso da sua importância: podemos destinar algumas horas de nossas vidas, bimestral ou trimestralmente, para realizar esse gesto que pode salvar tantas outras!



sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Doe sangue!

Na sexta-feira passada, fui doar sangue. Foi a terceira vez que doei, mas já não doava desde 2005. É importantíssimo que haja reservas suficientes, pois muitas pessoas necessitam de transfusão. Não dói, é rápido e você ainda recebe um lanchinho no final. Mas é preciso também que o sistema de saúde agilize o atendimento aos doadores, sem existência de filas; elabore alternativas para evitar o constrangimento com as perguntas sobre questões íntimas; e impulsione as campanhas de doação e amplie os postos de atendimento!

Na página a seguir, você pode encontrar algumas orientações e dicas importantes: http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=119