sexta-feira, 25 de maio de 2012

Lançamento Macaense de "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial"


Na próxima quinta-feira, compondo a Semana de Comemorações pelos meus 27 anos, estarei na CASA DO LIVRO (Rua Marechal Deodoro, 295. Centro. Macaé-RJ) entre 16h e 19h conversando sobre "Sociedade e Futebol" e lançando em Macaé o primeiro MEU LIVRO DO FOGÃO - "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial".

Após o evento, partiremos para Rio das Ostras, onde jogaremos animadas rodadas de Boliche.

Você está convidado(a)!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Domingo Fantástico sem música*


            Pouco menos de três horas para a estreia do Campeonato Brasileiro, minha torcida começava diretamente de São Paulo, para que o voo da GOL não atrasasse e pudesse chegar a tempo de torcer por muitos gols do meu Glorioso diretamente do Engenhão, usufruindo meu cartão de sócio-torcedor. Nunca viajara num voo tão vazio, a ponto de solicitarem que alguns passageiros fossem para a parte de trás para melhor distribuição do peso: seria um prenúncio do que encontraria no estádio!? Exatamente, a alcunha de vazião coube perfeitamente para o dia de ontem. Após uma pífia semana, com a perda do Estadual e a eliminação da Copa do Brasil, a bela tarde de domingo contou com pouco mais de sete mil presentes para acompanhar a estreia do Fogão. É absurda, imoral e inescrupulosa a opção dos mandatários do mundo futebolístico de cobrarem no mínimo R$40,00 para o ingresso num estádio construído com recursos públicos! Sem dúvidas a maior responsável pelas cadeiras vazias... Para deixar ainda mais esquisito o clima da estreia, as torcidas organizadas do Botafogo não apareciam com bandeiras, faixas e instrumentos, enquanto as do adversário faziam mais barulho. Parecia jogo fora de casa.

            Na semana em que a Enciclopédia do Futebol completava seus oitenta e sete anos de vida, justa homenagem foi feita com a bandeira estendida em General Severiano e levada a campo e a camisa 87 vestida pelo nosso atual lateral Márcio Azevedo. Entretanto, com toda sinceridade, torci muito para que nosso eterno lateral-esquerdo Nilton Santos não tenha visto o primeiro tempo do jogo. Parecia que o São Paulo enfrentava nove espantalhos reforçados por Jefferson e Vitor Junior, que corria, ora atabalhoado ora eficiente, e se dedicava em busca do gol. Todavia, foi numa jogada tramada pela direita que o adversário cruzou e a defesa do Botafogo assistia de camarote ao belo chute do Jadson paulista no ângulo de Jefferson. Era um festival de horror: a zaga, o meio-campo e Loco Abreu erravam tudo que tentavam!

Confesso que, mesmo com todo o otimismo de sempre, já me via preocupado com a possibilidade de fuga do rebaixamento. É notório que o time está sem comando. Oswaldo de Oliveira não define um padrão tático, uma jogada ensaiada, uma trama inteligente para surpreender os adversários e não fornece orientações básicas de posicionamento: se veio para conquistar títulos, precisa evoluir e muito; não dá para considerarmos a Taça Rio 2012 como o título conquistado em nossa casa! No primeiro tempo, os jogadores jogavam sem sangue, sem tesão, sem brio... Em suma, sem respeito à Gloriosa história do Botafogo!

O elenco do Botafogo tem limitações? Obviamente. Precisa de reforços? São sempre bem-vindos, desde que para somar à equipe. Porém, é importante mencionar que o Campeonato Brasileiro é um dos poucos em nível mundial em que há várias apostas de campeões e de rebaixados, onde as equipes se equiparam, infelizmente por baixo. Com isso, há três possibilidades de um time sobressair: destaques individuais – hoje podemos citar o Santos de Neymar e Ganso; esquema tático que potencialize as qualidades de cada jogador e viabilize maneiras de evitar erros crassos onde há limitações – hoje inexistente em nosso comando; ou empenho do time em campo – que ocorre quando pelo menos cinco ou seis resolvem acordar de seus cochilos e apagões. Uma vitória pode acontecer com o funcionamento de uma das três possibilidades. Se alguma equipe conseguir unir pelo menos duas das possibilidades simultaneamente, terá muitas chances de sagrar-se campeã. Então, Oswaldo, se ficar parado, vai tomar um Ta ligado! O Botafogo pode e deve unificar um bom padrão tático à doação dos jogadores em campo! E já passou da hora de mudarmos o comando de futebol do nosso Botafogo, que não merece o pensamento pequeno e desorganizado que tem pautado suas práticas.

             Desolado no intervalo, via e ouvia a torcida são-paulina comemorar a vitória parcial. A torcida alvinegra ficava marcada pelos olhares e pensamentos que mesclavam preocupação e esperança, raiva e paixão, desespero e glória... “Nada além de dívidas”, expunha a Fúria Jovem; “Meu Botafogo não é lugar de covardes”, acertadamente provocava a Loucos; e, quem diria, o banco Itaú, em sua propaganda, sintetizava de forma simples o que precisávamos: #vamosjogarbola. A entrada de Herrera no lugar de Loco apontava mais do mesmo. Todavia, a postura da equipe foi modificada. O terceiro fator resolveu entrar em campo: o time acordou!

Quando estava prestes a resmungar a respeito de chuveirinho na área sem o Loco em campo, Lucas acertou belo cruzamento e Herrera cabeceou com precisão para empatar a partida. Os momentos de lucidez foram castigados pelo desempate adversário: em nova bobeada do setor defensivo, o supostamente fabuloso cabeceou e, com o desvio de Brinner, Jefferson não conseguiu evitar. Não houve muito tempo para a torcida ensaiar vaias ou xingamentos. Herrera foi pisoteado na área, sofrendo pênalti e cobrando com chute cruzado para mostrar ao Loco como se faz e vibrar com a torcida do Fogão, que também acordou para pular, cantar e incentivar o time em busca da virada. Quando comentava sobre o 3 x 2 de 2009, falta na intermediária. Quem cobraria? Márcio Azevedo? Fábio Ferreira? Vitor Junior reapareceu e enfim a sorte nos brindou: desvio na barreira e bola no ângulo do fraco goleiro Dênis. Com velocidade e pressão, o Botafogo já havia roubado bolas da fraca zaga adversária. E foi assim que Fellype Gabriel, sem tanta intenção, forneceu assistência para Herrera cravar seu terceiro gol e garantir a virada alvinegra. E nosso argentino ainda deu show fora de campo ao esnobar mais uma das ações da toda-poderosa: “Música pra quê!? Nem em castelhano!” Herrera não é bobo; abaixo a Rede Globo!

Ontem, Jefferson novamente mitou! Além de garantir algumas ótimas defesas e sua segurança de quase sempre, fez uma defesa esplêndida em cabeceio de Luis Fabiano. Após o segundo gol do São Paulo, Brinner e o zagueiro mais estiloso do Carioca jogaram com seriedade e não vacilaram; Lucas não comprometeu e Márcio Azevedo manteve a raça para representar a posição de nosso Niltão; Jadson e Renato também melhoraram; Fellype Gabriel passou a acertar e Maicosuel, a driblar e partir para cima. Lucas Zen e Gabriel ainda entraram e é importante colocar mesmo a garotada formada em General Severiano para jogar! O Botafogo do segundo tempo é o Botafogo que honra sua História Gloriosa e é o que queremos ver nas próximas partidas! Pela primeira vez, ouvi a torcida entoar o nome do atual técnico. Enquanto Leão reclamava de tudo do outro lado, na primeira reclamação de Oswaldo de Oliveira, o árbitro – que esquecera os cartões amarelos em casa – resolveu disciplinar e expulsar nosso técnico, que não deixou barato e até encarou o bandeirinha bem maior que ele. Foi preciso até dois representantes de uma das vergonhas do Brasil – a PM – se aproximarem para Oswaldo sair do jogo. Menção a algo talvez não notado por muitos: a postura de Fellype Gabriel no banco, consolando Oswaldo e depois recepcionando Vitor Junior quando este foi substituído. Postura de capitão para o antigo menino grávido, que tem merecido nosso respeito e confiança.

            Enfim, o saldo da estreia foram voz debilitada para a semana de aulas e Botafogo na liderança e com o artilheiro do Brasileirão! O Domingo foi finalizado de maneira fantástica, mas sem música...
           
*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Futebol, política e festa na Casa Mafalda-SP dia 19 de maio

Ei, você que mora ou está em São Paulo-SP, venha participar!

Sábado, 19/05/2012: 

Em janeiro, foi organizada e jogada a I Copa America Alternativa, em Córdoba, Argentina. A equipe do Autônomos FC (São Paulo) sagrou-se vencedora. Nosso time - Pelada da Esquerda  -  http://alemdotrivial.blogspot.com/2012/02/fidedigno-relato-da-pelada-da-esquerda.html - foi eliminado na primeira fase, mas jogamos a Taça de Prata (La Liguita) e vencemos! (http://www.youtube.com/watch?v=bbwKme4Mj0I)!

Agora, é hora da I Recopa Alternativa, entre Autônomos FC x Pelada da Esquerda, às 14h, no campo Bicudão (veja como chegar na página do Autônomos). Será uma ótima oportunidade pra quem é curioso pra saber como funciona na prática esse lance de futebol libertário.

Na sequência, às 17h, na Casa Mafalda, os dois times batem um papo, junto com o jornalista Vitor Birner, técnico do Auto, sobre futebol e política. Na sequência, Gabriel Marques, jogador da Pelada, da Esquerda lança em terras paulistas o seu livro “Botafogo: Uma paixão além do trivial”, cujo debut em terras argentinas foi um sucesso total para os amantes do bom portunhol: http://www.youtube.com/watch?v=UYUu1YVU_mk. 
Entrada com contribuição voluntária de R$ 3,00.

Por fim mas não menos importante, o mesmo Gabriel Marques promove um aulão de forró (VIVA A LAPA NORDESTINA!) momentos antes da festa Macacos e Crocodilos, com o melhor da música brasileira, do samba ao rock, do rock ao dançante, do blues ao psicodélico.

Os djs:
_NATAME (Samba/ MPB/ Psicodélicos)
_SEJAQUEMFLORES (Bossa Nova/ Brasilidades)
_JAMMIN’N'LUZ (Rock and Roll VS. Ritmos Calientes)
_SOUFFLE DE LA MERDA(Tropicalia/ Psicodelia/ Dancem Macacos, Dancem)
_BABIROSKA PHYNA (Bagaceiras/ Funk/ Dancem Crocodilos, Dancem)

Além da discotecagem, haverá uma intervenção na festa que será feita pelo artista Junior Ahzura, mais duas exibições de vídeo. Programão!

Começa às 22h e a entrada será de R$ 5,00. Quem tiver contribuído pro debate completa mais R$ 2,00.

Espaço Autônomo Casa Mafalda – sede do Autônomos & Autônomas FC
Rua Clélia, 1895, Lapa. 
A três quadras do terminal Lapa e da estação Lapa da linha 8 da CPTM. 
Telefone: (11) 8890-3500

www.autonomosfc.com.br/casamafalda | http://mafalda.sarava.org

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Na alegria e na tristeza*


Em mais um segundo domingo de maio, comemoramos o dia daquelas que durante nove meses nos carregaram em suas barrigas e só puderam desfazer os laços fisicamente ao termos cortado o cordão umbilical. Emocionalmente, os laços na maioria das vezes se fortalecem, ao amamentar, ao fazer carinho, ao ouvir proferir mãe como a primeira palavra, ao ver os primeiros passos e consequentemente as primeiras quedas, ao ouvir o choro e chorar junto nos primeiros dias de escola... Enfim, elas nos acompanham, se preocupam demasiadamente, brigam, vibram com as conquistas e até torcem pela vitória de nossos times para não nos verem tristes. Sim, TODA MÃE É UMA ESTRELA! Apesar de minhas avós e minha mãe serem tricolores, elas são minhas estrelas e ficariam contentes por qualquer resultado no jogo de ontem.

            O dia 13 de maio também é marcado por um acontecimento de 124 anos atrás, quando, ainda monárquico, nosso país acompanhava a assinatura da Lei Áurea, demonstrando que há mais de um século nossos governantes elaboram e assinam leis tentando ludibriar a população. Mesmo farsante, é triste saber que foi o último país das Américas a reconhecer por meio da legislação a liberdade dos negros e negras, conquistada por meio de muita luta e resistência. Várias famílias enriqueceram às custas da escravidão e continuam enriquecendo na atualidade devido à propriedade privada dos meios de produção, possibilitando inclusive que planos de saúde sustentem salários astronômicos de um elenco para as disputas de torneios de futebol...

            No jogo de ontem, até que o Botafogo demonstrou valentia. Partiu para cima do Fluminense. Loco Abreu perdeu gol e Jefferson salvou logo no início do jogo após perda de bola de Elkeson no meio-campo. O primeiro tempo foi bem movimentado, com o Glorioso arriscando mais e buscando abrir o placar. Inteligentemente, o Fluminense se fechava, acuado, mas gozando a vantagem dos três gols obtida no primeiro jogo após o imbecilóide Lucas ser expulso – e não é que o lateral conseguiu a façanha de expulsão contra o Vitória pela Copa do Brasil, novamente prejudicando a equipe!? Brinner, com seus chutões; Gabriel, sem comprometer; e Jadson fechando a retaguarda não foram mal ao substituir Antônio Carlos, Lucas e Marcelo Mattos, respectivamente. Por mim, Lucas tem que ser limado para a entrada imediata de Gabriel, que, ganhando experiência, ainda demonstra a valorização da prata da casa! Márcio Azevedo tem sido um leão nos últimos jogos: se a técnica não é muito apurada, tem superado com a disposição e a vontade de acertar; Renato começa a errar passes e isso é muito preocupante; Fellype Gabriel foi uma boa aquisição e merece nossa confiança ao afirmar que trocaria tudo pelo título; Elkeson vai de mal a pior; Maicosuel cisca, cisca, cisca, mas não rende o que esperamos; e Loco Abreu afunda com a equipe abalada psicologicamente. Herrera, Caio, Vitinho... Entraram, mas não puderam alterar o curso do jogo. E o Jobson? Será o novo Wally?

FAÇA BONITO! Proteja nossas crianças e adolescentes da violência sexual” foi o recado mostrado no intervalo do jogo após um primeiro tempo sem redes balançadas. Importante iniciativa que merece ser registrada! Enfim, no domingo frio, chuvoso e triste para a Estrela Solitária, ainda fiquei por 10 minutos no Engenhão após o gol de Rafael Moura para o tricolor, que mais uma vez teve a oportunidade de gritar É Campeão no nosso estádio. Mesmo menosprezando a competição, tendo cinco derrotas, o Fluminense teve a capacidade de ganhar quando necessário, nos momentos decisivos, sagrando-se campeão. O efeito Fernandinha Maia parece não ter feito bem ao Glorioso, infelizmente. Após vinte e três partidas sem perder em 2012, vieram três derrotas seguidas, com eliminação da Copa do Brasil e vice-campeonato Estadual. Foi uma semana para ser apagada de nossas mentes e corações.

No sábado, tive a felicidade de acompanhar o casamento dos amigos Michelle e Egberto, que namoram desde nossos tempos de Colégio Pedro II e possuem todas as condições de conservar a relação respeitosa e amorosa durante longos anos. Qualquer relação pode oscilar entre ótimos e péssimos momentos e entre conquistas e perdas, precisando de balanços e mudanças para não se desfazer. E é assim que nós, torcedores, devemos nos sentir com o Glorioso: ficamos tristes, abalados, revoltados com as recentes derrotas. Portanto, mudanças são urgentes e necessárias para que, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, a relação permaneça forte, intensa e preparada para vivermos novas emoções já a partir do próximo domingo, quando começa o Campeonato Brasileiro. A torcida não pode nem deve sucumbir e merece uma diretoria e um elenco comprometidos com a História Gloriosa dessa Estrela Solitária, um patrimônio mundial do futebol!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985
Autor do livro “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A final só acaba quando termina!*


Obviamente a vontade é escrever sobre qualquer outro assunto e esquecer um pouco a temática do futebol após um resultado que há vinte e quatro jogos não compreendíamos. Uma invencibilidade repleta de empates e atuações não muito convincentes, mas honrando o trecho importante de nosso lindíssimo hino. Camisas, bandeiras e acessórios com a Estrela Solitária enfeitavam as ruas com o singelo, simpático e necessário contraste entre o preto e o branco, enquanto as/os botafoguenses estampavam sorrisos após a conquista da Taça Rio e um razoável resultado na Bahia pela Copa do Brasil, principalmente por conta da presença de vários reservas que mantiveram certa qualidade ao time.

            Primeira tarefa do mês foi aderir ao plano SOU BOTAFOGO, não precisando mais ficar nas filas para comprar meus ingressos. Fui buscar a carteirinha na sexta-feira e o clima de otimismo estava presente em General Severiano, onde a busca por ingressos era maior que em Laranjeiras. A sexta-feira e o sábado se tornavam coadjuvantes do final de semana, à espera do domingo que amanhecia com formoso Sol após a pintura da Lua cheia que chegava mais pertinho de nosso planeta. Teriam o satélite natural e a Estrela-Rei com suas intervenções nos céus ofuscado o brilho da Estrela Solitária no Engenhão!?

            Iniciando a atuação mostrando poder ofensivo, mais uma vez o Fogão abriu o placar contra os tricolores. Na sobra de bola, Renato pegou de primeira e balançou as redes pelo canto direito do goleiro tricolor. Uh, Renato! O gol parece ter feito mal ao esquema tático. Equivocadamente, o time recuou após um único tento e se encolheu diante do Fluminense. Oswaldo de Oliveira comandou muito mal a equipe ontem. Numa final de cento e oitenta minutos, não podemos nos contentar com 1 x 0. Qualquer erro poderia mudar o decorrer da partida e ele apareceu poucos minutos antes de fechar o primeiro tempo, onde a zaga do Botafogo – a menos pior dos quatro grandes do Rio... – assistiu à assistência de cabeça de Thiago Neves e ao golaço de bicicleta de Fred.

            Se o empate esfriou a torcida e a equipe, a expulsão do inoperante, atabalhoado e limitadíssimo Lucas foi um balde de água fria para apagar qualquer chama que ainda havia. O lateral direito está muito mal! Digna de aplausos diante da mediocridade do Botafogo principalmente no segundo tempo foi a atuação esforçada, segura e dedicada de Márcio Azevedo! Enfim, tudo que não poderia acontecer era um gol do adversário após a expulsão. Mas ele aconteceu segundos depois. Era nesse momento que a tática deveria ser adaptada a uma final de cento e oitenta minutos! Entretanto, o Botafogo se expôs ao atacar sem garantir a retaguarda. Jefferson não foi páreo para defender outras duas certeiras finalizações tricolores, que abriram três gols de vantagem. Parecia que nosso Glorioso brincava de pique-esconde enquanto o Fluminense jogava e acertava o golzinho...

            Enfim, quarta-feira temos que apoiar contra o Vitória e carimbar o passaporte para as quartas-de-final da Copa do Brasil! Mesmo com a desvantagem, Domingo que vem é dia de dividir o almoço com as mamães e as avós e partir para o Engenhão em seguida! Com dedicação e capricho, não ficaremos à espera de um milagre para comemorar três gols na fraca defesa adversária após um duelo contra o Internacional na quinta-feira pela Libertadores. O campeão não está definido. AFINAL, A FINAL SÓ ACABA QUANDO TERMINA...

           
 *Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Emoções via SMS*

Foi durante intervalo da semifinal contra o Bangu que percebi que já tinha compromisso marcado para a data em que seria disputada a final da Taça Rio. Pior que não saber se o jantar seria bacalhau ou urubu era não ter a menor ideia de como poderia acompanhar o jogo a mais de 500 km de distância, mais especificamente em Sumaré, uma cidade do Estado de São Paulo próxima a Campinas. Durante o final de semana, estive no I Congresso da Central Sindical e Popular – CONLUTAS, como delegado representando o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ). O compromisso estava marcado desde janeiro e não poderia desfalcar o importante espaço de reorganização da classe trabalhadora em nosso país, diante de um cenário de crise econômica que tende a se agravar e trazer consequências complicadas após esses megaeventos esportivos agendados para o simpaticíssimo Brasil.

Em Sumaré, desde cedo, a Estrela Solitária já brilhava em meu peito e de diversos outros botafoguenses presentes, todos especulando como tomaríamos conhecimento do andamento do jogo. As atenções estavam divididas, mas o coração e o pensamento positivos estavam localizados no meu querido Engenho de Dentro. Bastava ao Glorioso garantir mais uma vitória para minha presença estar garantida nos domingos subsequentes, contra o tricolor. Estava muito mais ansioso e apreensivo do que estaria nos setores Norte ou Oeste do Engenhão! Após frustrar-me por não conseguir acessar algum site que transmitisse o jogo, a missão enviada para família e amigos foi cumprida: papai, mamãe e as queridas amigas Vivian e Luiza enviavam por SMS e pelo facebook os informes praticamente em tempo real.

Depois da notícia de que os times entrara em campo, foi só ir ao banheiro e sentir o celular vibrar: UH EL LOCO! 1 x 0 com a marca do nosso uruguaio matador! Nesse momento imaginava a torcida cantando e pulando na arquibancada, prestando atenção nas defesas de propostas na Plenária para poder votar. Quando parecia que chegaria o informe do final do primeiro tempo, as mensagens anunciavam: 2 x 0 pro Fogão! Novamente EL LOCO, que foi decisivo e pode ser o artilheiro do Estadual 2012! O coração palpitou ainda mais forte quando veio a vontade de cantar “Maicosuel voltou...” ao saber que o Mago marcara um golaço, o terceiro do Glorioso! Nesse momento, estava na iminência de fazer uma fala no plenário para defender uma proposta apresentada pelo COLETIVO MARXISTA nos grupos de discussão. Se houvesse alguém contrário, eu teria que defender. Na empolgação da defesa, a possibilidade de gritar É CAMPEÃO ao final da intervenção era iminente! Fiquei sabendo que a galera que canta ser o Vasco o time da virada já descia as rampas tomando rumo de casa. Carlos Alberto deixou o dele como gol de honra dos cruzmaltinos, que precisam compreender que Felipe, Juninho e companhia, sem o Dedé, só vão se dar bem contra equipes de veteranos ou compostas por fanfarrões e beberrões como de uns clubes curtindo férias fora de época por aí...

Duas situações merecem ser mencionadas: a primeira, acerca do livro “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”, que também esteve no Congresso da CSP-CONLUTAS e fez sucesso entre os que conheceram o projeto MEU LIVRO DO FOGÃO. Além disso, Marcelo Adnet e sua simpática mãe impulsionaram as energias positivas para o livro e para o Fogão depois do ZENAS EMPROVISADAS no Teatro Oi Casagrande. A segunda, o merecido sucesso após a assistência de nossa gandula alvinegra Fernanda Maia! Várias pessoas falando que eu a conhecia e fui procurar no facebook, onde ela constava na minha lista de amigos. Fernanda trabalhou como promoter na minha equipe da matinê da Raio de Sol e depois foi recepcionada pelas gestões de Centro Acadêmico de Educação Física da UFRJ que participei. Muito interessante a repercussão que tomou e desejo todo o sucesso à gloriosa Fernanda. Rapaziada, tira o olho que ela namora há sete anos...

São 22 jogos de invencibilidade e duas vitórias convincentes nos últimos dois jogos, onde o elenco mostrou determinação, garra, brio, força de vontade para levar a Estrela Solitária ao topo! Retornando para o Rio de Janeiro, a primeira missão foi aderir ao Plano SOU BOTAFOGO ACIMA DE TUDO e evitar as filas para comprar os ingressos. Agora sou sócio-torcedor e estarei na Oeste Superior nos próximos dois domingos! Anunciei que os tricolores já tremiam diante do espectro da Estrela Solitária na final, que agora está materializado! Infelizmente, minha mãe e minhas avós tricolores terão que ganhar presentes de grego no dia 13 de maio com o Botafogo Campeão Invictus... 
 
Regina, botafoguense e mãe do Marcelo Adnet, com o MEU LIVRO DO FOGÃO!
 
Crachá do I Congresso da CSP-CONLUTAS junto à Estrela Solitária!
 
O brilhante comediante Marcelo Adnet com o MEU LIVRO DO FOGÃO!
 

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

domingo, 22 de abril de 2012

Tente outra vez*


Após obtermos a classificação para as oitavas-de-final da Copa do Brasil por meio de um 0 x 0 nada convincente e deveras monótono, aguardávamos ansiosamente o sábado para mais uma partida decisiva. E eu, que não pude assistir ao jogo-treino contra o Boavista, contava as horas e minutos para voltar ao Engenhão neste feriado de Tiradentes nem tão feriado assim. Considero muito bacana quando os clubes de menor investimento conseguem interromper a lógica do futebol e desbancar algum dos times grandes ao conquistar vagas para disputar as finais nas decisões aqui no Rio de Janeiro. É digna de congratulações a reação banguense: o time superou as sete derrotas no primeiro turno para ficar em primeiro lugar no segundo e deixar o Fluminense de fora das semifinais! Com uma cajadada só, angariou a permanência na primeira divisão.

Entretanto, o Bangu teve má sorte ao saber que precisaria enfrentar aquele time que não pode perder para ninguém e que em 2012 tem seguido à risca o trecho do hino que Lamartine Babo nos brindou! Se em 1999 o meteoro já não aparecera para fornecer o título de campeão estadual ao Bangu, não seria no último ano dos Maias que ele romperia a lógica matemática da idade de Cristo a favor do alvirrubro. Por mais simpatia que eu tenha com o time da Zona Oeste, quando o tempo se fechou afastando o calor e enviando a chuva para abaixar ainda mais a temperatura, tive a certeza de que a covardia aumentou! Um confronto do Bangu diante de queda abrupta de temperatura deve ser equivalente às equipes que saem do nível do mar para jogar na altitude. Portanto, a tônica do recado do Fogão para a animada torcida do Bangu deveria ser: “Tente outra vez!”.

Há muito não acompanhávamos o atual elenco tão envolvido, concentrado e aguerrido numa partida como ontem. Marcando o adversário em cima, passando rapidamente a bola, correndo, lutando para ganhar uma jogada e atacando constantemente com finalizações. De frente para o gol do adversário, no setor Oeste Superior, o coração batia forte com a expectativa iminente do primeiro gol. Nosso Botafogo trabalhava bem as jogadas, se aproximada da área, mas esbarrava no goleiro adversário ou nos equívocos de finalização de nossos próprios jogadores. Aos 22 minutos, o zagueiro banguense Santiago passou a merecer convocação para a seleção: de voleibol ou de basquetebol! Num misto de bloqueio ou toco, impediu o cabeceio de Loco Abreu, que retornava como titular. Nosso capitão ficou ainda mais louco, reclamando com árbitro e auxiliares, que ignoraram o pênalti claro. Como há coisas que só acontecem ao Botafogo... Foi até bom esse pênalti não ter sido marcado.

Com dedicação, o Botafogo pressionava e Loco Abreu se movimentava demasiadamente em campo, sendo o protagonista nas jogadas ofensivas e organizando o time com sua eficaz liderança. Faltando 6 minutos para o fim do primeiro tempo, Andrezinho cobrou escanteio, Marcelo Mattos desviou e lá estava o uruguaio para abrir o placar e fazer a torcida do Fogão sair do chão. O ponto negativo fica pela perda do maestro Renato, que saiu contundido e pode desfalcar a final da Taça Rio. Contudo, Oswaldo de Oliveira escolheu ampliar o poder ofensivo, colocando Maicosuel em campo.      

O segundo tempo reservava ainda mais emoções. É muito boa a sensação de comemorar um gol antes que ele aconteça. Logo aos 2 minutos, assim que vi a bola lançada por Andrezinho em cobrança de falta a 1 segundo da cabeça de Loco e o goleiro abandonando a pequena área, corri para comemorar: 2 x 0! Precisávamos gritar “Mais um”, pensava, já ansioso por uma satisfatória goleada. Cinco minutos depois, o setor defensivo do Fogão resolveu dar o ar da graça. Num lançamento despretensioso do adversário para a área, sem nenhum atacante por perto, o lateral Lucas recuou de cabeça para Jefferson, que saíra na direção da bola. Resultado? Ambos tentando impedir com os olhos a trajetória da bola, que caprichosamente tocou a trave e ultrapassou a linha do gol, fornecendo esperanças para o Bangu e levantando a torcida alvirrubra. Com a volta cada vez mais firme de Maicosuel e Loco Abreu inspiradíssimo, o Mago atuou como ladrão pela esquerda, observou o atacante desmarcado na área, lançou de trivela por cima do zagueiro, encontrando a louca testa a balançar as redes pela terceira vez e retomar a tranquilidade para a torcida e o time alvinegros. Em outro lance de displicência, o Botafogo levaria o segundo gol. Sérgio Junior foi lançado e nenhum defensor acompanhou; Jefferson saiu no tempo certo mas furou a bola que o banguense dominou e completou para as redes. Falha bizonha autoreconhecida pelo melhor goleiro do Brasil! Com excesso de vontade por enfrentar seu ex-clube, o garoto Thiago Galhardo entrou de carrinho, recebeu o segundo amarelo e foi expulso de campo, possibilitando a superioridade numérica do Fogão.

Redimindo-se do gol contra, Lucas avançou pela direita passou pelo adversário e foi puxado. Dessa vez a arbitragem marcou a penalidade. Em ritmo de “Tente outra vez”, a torcida fez coro para o dono da noite: “Uh, El Loco!” Na cobrança, bola isolada para a direita das balizas e a sexta cobrança desperdiçada em 2012. Também fui a favor de que Loco cobrasse ontem. Entretanto, agora chega! Cobrança de pênalti por Loco Abreu a partir de agora, só se for de peixinho! Nos minutos finais, o Mago ainda protagonizaria dois brilhantes lances. No primeiro, arrancou após driblar facilmente o zagueiro adversário e, em vez de finalizar, passou para Elkeson, que, distraído o jogo inteiro, não acreditou na assistência. No segundo, Márcio Azevedo lançou rasteiro e na medida para Maicosuel dominar e chutar no canto esquerdo do goleiro, fazendo o quarto gol do Botafogo e indo comemorar junto à torcida.

Manutenção da invencibilidade, vitória com excelente atuação da equipe e classificação para a final da Taça Rio. Hoje vamos aguardar qual será o almoço do próximo domingo: bacalhau ou urubu!? Enquanto temos dúvidas de quem vencerá o clássico de hoje, certo é que nossas partidas têm que ser muito emocionantes e nos deixar apreensivos para comemorar com mais paixão em seguida; certo é que torcemos para que o perdedor da partida de hoje não destrua nosso estádio; e ainda mais certo é que os tricolores já tremem diante do espectro da Estrela Solitária que eles terão de enfrentar na final do Estadual. Avante, Glorioso!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Páscoa sem chocolate*

Nosso Engenhão amanhecera debilitado. Alguns vândalos que carregavam a Cruz de Malta no dia anterior resolveram malhar Judas com cento e vinte cadeiras de nosso estádio em vez de criar bonecos de dirigentes e ex-dirigentes que se aproveitam da nobreza da torcida para exercer mandatos legislativos em benefício próprio e contra o povo ou de ex-jogadores que perdem pênaltis em decisões... Indubitavelmente nós botafoguenses somos especialistas em acompanhar as arbitragens favorecerem o rubronegro da Gávea. Analisando o clássico de sábado, o árbitro poderia e deveria ter expulsado Fernando Prass e Alecsandro e o lance do pênalti sobre o Thiago Feltri foi tão duvidoso quanto à verdadeira autoria de Assim você me mata... Portanto, injustificáveis os chiliques dos vascaínos, que perderam a liderança para o simpático Bangu e novamente cederam favorecendo o Flamengo.


Sobre Jobson, a mídia burguesa adora lançar mão de suas bizarras artimanhas para vender jornal ou ganhar acesso nas matérias virtuais. Nosso JobGol questionou alguém ‘hierarquicamente superior’ tal como um aluno contraria um professor, um estudante ocupa uma reitoria ou um trabalhador realiza uma greve. Logo, o setor dominante arruma uma maneira de punir e culpabilizar, eximindo-se de qualquer responsabilidade sobre a ação. Em breve, só vai dar JobGol, o jogador que não é vaca para ser leiloado e terá estrela para brilhar junto à Solitária (não a da prisão)!


Enfim resolveram abaixar o preço do ingresso, mas R$20 ainda é um preço alto para um jogo de fase classificatória do Campeonato Estadual. Menos de 4500 corajosos e corajosas decidiram não ouvir mais do mesmo dos narradores-comentaristas de uma tal emissora e foram para os Setores Oeste e Leste do Engenhão em pleno Domingo de Páscoa. No primeiro jogo que vou após assistir ao filme “Heleno”, tenho a convicção de que urge que os jogadores extraiam os elementos positivos de nosso ídolo dos anos 1940! Não basta ser jogador de futebol: é preciso ser jogador do Botafogo, que jamais pode ser covarde. Pelo menos em 2012 o elenco conseguiu garantir que o Fogão não perca para ninguém... Em vez de penteados exóticos ou chuteiras exorbitantes, carros do ano e baladas, os jogadores devem treinar e caprichar mais e perceber que cada jogo é uma guerra, observada atenta e apaixonadamente por uma torcida guiada pela Estrela Solitária. É para esta torcida e para esta Estrela que os jogadores precisam desempenhar com garra o seu papel!


O lançamento do produto exclusivo GuaraFogão nos deixou com água na boca: vídeos com jogadores provando, camisas anunciando e um copão inflável estavam presentes, mas nem um copinho com a bebida para a torcida provar foi vendido ou distribuído. E num Domingo de Páscoa um apático 3 x 1 sobre o Friburguense – cujo uniforme aparentava que os gandulas estavam em campo – não simbolizou o chocolate do mundo esportivo. Vale registrar ainda as congratulações aos atletas olímpicos, que se esforçam diante de poucos recursos para representar nosso alvinegro para além do futebol.


Estão tentando garfar o teu time!” O torpedo enviado por minha mãe contrariava meu acordo com o árbitro. Lá do cantinho da Oeste Superior, jurava que Marcelo Mattos tinha errado o chute e derrubado o adversário. No geral, a arbitragem foi boa, aplicando corretamente cartões amarelos e acertando a maior parte dos lances. Retomando o assunto da penalidade, há um elemento com maior influência que a máxima de que pênalti mal marcado não é convertido: a tranqüilidade e a confiança com as quais o melhor goleiro brasileiro se prepara diante do adversário. Apontou o dedo para sua esquerda, aguardou a cobrança de Rômulo e pulou para a direita em direção à bola, espalmando-a para escanteio. Jefferson tem conseguido se equiparar ao melhor defensor de pênaltis que vi atuando e no qual ele se espelha: Dida.


Após o susto e a alegria pela defesa, o Fogão abriu o placar depois de a bola sobrar no pé de Loco Abreu, que não perdoou. Diante da apatia generalizada em virtude de os jogadores considerarem 1 x 0 como goleada, muitos erros de passe e sobra de falta de vontade, apenas aguardando o apito final. Elkeson e Márcio Azevedo eram os que corriam e tentavam buscar jogo, em vão na maior parte das vezes. Em boa jogada de Fellype Gabriel pela direita, Herrera, que entrara no lugar de Loco e já perdera uma oportunidade, pegou de primeira e ampliou o placar. Em vez de oferecer como presente de Páscoa para Friburgo doações necessárias para as famílias desamparadas pelos corruptos governantes municipais e estaduais após as catástrofes da região serrana, nosso xerife Antonio Carlos decidiu dar uma assistência ao atacante adversário Douglas e assistir de camarote ao gol de honra do Friburguense, que ainda tocou em Fábio Ferreira para enganar Jefferson. Poscha que parola! Nosso time não consegue ficar um jogo sem tomar gol bobo!? Vamos acordar! Para nooossaaaa alegria, o momento de raiva passou rápido. Nova jogada pela direita, dessa vez com Lucas Zen, para conclusão de Herrera, artilheiro do Fogão no Estadual com nove gols. Os gringos do Fogão são os artilheiros do Engenhão e colaboraram ontem para ultrapassarmos a marca dos 300 gols do Botafogo no Estádio! Enquanto os jogadores marcaram, o MEU LIVRO DO FOGÃO “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial” atingiu a marca de 700 livros vendidos. É hora de convocar o Túlio pra puxar a campanha rumo aos 1000 livros!


Enfim, hoje é dia da nova camisa ser oficialmente anunciada e divulgada, em evento fechado para a mídia e apenas 300 convidados. Infelizmente, a maior parte da torcida em segundo plano no evento, contando com as redes sociais para acompanhar o cotidiano de General Severiano. Domingo que vem é dia de cumprir tabela no chiqueirão, aguardando quem vamos enfrentar nas semifinais da Taça Rio. Faltam três jogos para nossa decisão de verdade contra os tricolores!



*Gabriel Marques

Botafoguense desde 30/05/1985

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Clássico de mentirinha*

A participação na Assembleia do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ) impossibilitou que estivesse no Engenhão contra o Duque de Caxias, precisando apelar para o radinho para acompanhar nosso Glorioso na rodada anterior. Com isso, volto a escrever hoje, após a manutenção da invencibilidade em 2012 neste Domingo, quando mais uma vez foi deixada a vitória escapar.

            Domingo 1º de abril, dia popularmente querido e extrovertido por conta das animadas, criativas e implicantes mentirinhas e pegadinhas elaboradas e realizadas por crianças, adolescentes, adultos e idosos para comemorar o Dia da Mentira. Entretanto, se por um lado há esta cultura popular, por outro lado há algo que não deve ser apagado. Deve sim ser recuperado, pesquisado e investigado. Há quarenta e oito anos, militares e empresários aplicavam o golpe que jamais pode receber a nomenclatura de Revolução. Determinaram por mais de duas décadas os rumos políticos e econômicos do país, censurando, prendendo, torturando e aniquilando seres humanos que minimamente se chocassem com a ordem estabelecida. Portanto, precisamos caminhar para que as verdades sejam apuradas, assassinos recebam punições e que sejam retiradas quaisquer menções aos ditadores e seus simpatizantes em nomes de logradouros, salas e repartições de prédios públicos etc., além de uma necessária reviravolta na conjuntura político-econômica do país, hoje governado por uma ex-militante a favor da classe dominante!

            Ontem, ao ser entrevistado pela BrahmaFogo, o único caso de Pinochio que me recordei entre jogadores de futebol foi Somália, que ano passado criou a mentira do sequestro-relâmpago. Todavia, no mundo do futebol, certamente há dezenas e dezenas de mentirosos espalhados pela Confederação Brasileira de Futebol, pelas Federações Estaduais e comandando as gestões de diversos clubes. O principal deles pediu para sair depois de mais de duas décadas à frente da CBF. É tempo de modificar a política da entidade e não simplesmente trocar seis por meia dúzia. No nosso Botafogo de Futebol e Regatas, é preciso questionar: por que e como um saldo negativo de mais de R$160 milhões em 2011!? Esquisito, muito esquisito...

            Muito tem se falado sobre o enfraquecimento do Campeonato Estadual, sobre a pouca presença de torcedores nos estádios. Entretanto, pouquíssimas propostas inteligentes surgem, até mesmo porque o problema de falta de público é uma síntese de múltiplas determinações, como por exemplo o alto preço dos ingressos, os horários complicados para atender aos interesses midiáticos, a péssima qualidade do serviço de transportes públicos e os infelizes e insistentes confrontos entre torcidas organizadas. Como simpatizante dos clubes pequenos, não sou a favor da diminuição da quantidade de equipes. Pelo contrário, defendo inclusive que pode aumentar a presença deles e diminuir a quantidade de jogos do Fogão e dos outros três que se dizem grandes. Como? Uma das possibilidades seria: no segundo semestre do ano anterior, quatro grupos com cinco times disputam em jogos de ida e volta, passando à fase de mata-mata os três melhores de cada grupo, até restar o triangular para decidir o campeão. Os doze melhores estariam automaticamente classificados para as oitavas-de-final do Campeonato Estadual, que já contaria com Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco. Em um mata-mata com jogos de ida e volta, o campeão seria definido disputando oito partidas. #FicaUmaDica

            O clássico vovô de ontem em diversos momentos assemelhou-se a uma razoável pelada de várzea, com sucessivos erros e chutões de ambas as partes. Após início arrebatador, com boa troca de passes que culminou com a certeira finalização de Elkeson para abrir o placar, o elenco da Estrela Solitária resolveu entrar no clima da data e enganar a torcida. Sem nenhum tesão em campo, parecia que nós já estávamos classificados para as oitavas-de-final da Taça Libertadores e para a final do Campeonato Estadual... Com isso, novamente nas costas de Márcio Azevedo, o cruzamento de Wellington Nem para Fred concluir não foi interceptado e o empate foi cedido. Não fossem as duas bolas na trave acertadas – ou erradas – por Herrera e umas duas grandes defesas de cada um dos goleiros, o jogo teria sido ainda mais frustrante em termos de emoção.

            Jefferson assustou em dois lances de saídas de gol; Lucas está em péssima fase, deixando até alguns torcedores com saudades de Alessandro – pasmem! –; Fábio Ferreira precisa se preocupar menos com seu penteado calopsita e mostrar melhor futebol; Antônio Carlos não esteve tão bem ontem; Márcio Azevedo mostra disposição, mas é fraquíssimo na marcação; Marcelo Mattos apresentou ligeiros sinais de melhora enquanto Renato passou a errar passes; Elkeson prossegue afoito e atrapalhado, perdendo muitas bolas; Andrezinho tem gostado de usar chinelo antes do apito final; Fellype Gabriel pode e deve aparecer mais para construir as jogadas; Herrera precisa mudar o radical de seu nome; Jobson e Caio entraram e pouco fizeram; Oswaldo de Oliveira precisará de mais do que palavrões e esporros durante os treinos. A ausência de Loco Abreu ainda é sentida e reforços de peso são mais que necessários para prosseguirmos na Copa do Brasil e chegarmos com boas perspectivas ao Campeonato Brasileiro.

            Enfim, ao empatarmos com o time da UNIMED ao passo que Almir, Tiago Galhardo e cia. não conseguiram retirar pontos dos mulambos, o Fogão ficou na segunda colocação. Quarta que vem é importantíssimo ganhar o Guarani por pelo menos dois gols de diferença e garantir logo a vaga nas oitavas-de-final da Copa do Brasil! Faltam dois jogos para fechar a Taça Rio e caminhar para uma disputa de verdade contra os tricolores, pois o clássico de ontem foi de mentirinha!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

domingo, 1 de abril de 2012

I Torneio Intergeracional do CAEFD

Após sucessivas trocas de mensagens eletrônicas, estava anotado na agenda de muitos peladeiros o evento marcado para o último dia do mês de março deste ano de 2012. Há quase dez anos, período em que ainda não tinha o prazer de desfrutar de boas companhias neste país festivo e observar interessantíssimos eventos, foi reativado o Centro Acadêmico de Educação Física e Dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o simpaticíssimo CAEFD (não me venham com churumelas de que agora a Dança está separada! Conheci a entidade como CAEFD e continuarei a denominá-la assim!).

            A intenção era reunir diferentes gerações que fizeram e fazem história no Movimento Estudantil, que lideraram e lideram as atividades políticas, formativas e culturais do Centro Acadêmico em diversas épocas para confraternizar, memorizar os acontecimentos, tendo o futsal como desculpa para algo muito maior, que é a manutenção de laços de fraternidade entre professor@s e futur@s professor@s de Educação Física.

Como sempre, infelizmente o evento contou com o excesso de falta de pontualidade de alguns displicentes, dorminhocos e dos que moram fora da capital e não se programam para acordar mais cedo (povo de Jacarepaguá, por exemplo). E novamente um evento de descontração esportiva não contou com a presença maciça das mulheres, que foram convidadas, mas apenas representadas pelo destaque do torneio: a estudante Rhaiane.

O pessoal da década de 1990 alegou compromissos familiares, dizendo estar com problemas de juntas e na fase do condor, deixando apenas dois aguerridos representantes. Com isso, aqueles que não foram diretores do CAEFD, mas auxiliavam as gestões de diversas maneiras (os Amigos dos Amigos), foram aglutinados no mesmo time que os velhinhos. O segundo time contou com aqueles que reabriram a sede do CAEFD e deixaram tudo mastigadinho para a nova geração dar continuidade, sendo reforçados ainda por dois jogadores que participaram ativamente também depois de 2007, mas que iniciaram sua carreira militante com o elenco de 2003 a 2006: Fui ao CCS! é o nome do time, apelidado carinhosamente de CAEFDidos. O terceiro time era composto pela nova geração, os que desde 2007 mantêm a combatividade do CAEFD e prosseguiram com brilhantismo os passos dos antecedentes, ocupando a Direção, a Reitoria e impulsionando novos rumos para a Executiva Nacional dos Estudantes de Educação Física: Derrubamos o Diretor.

Com três times e devidamente orientados pelos ensinamentos capinussunianos de organização desportiva, cada time enfrentaria o outro em sistema de ida e volta e o campeão seria definido pela maior quantidade obtida nos pontos corridos. Com o Verdão reservado para a confraternização dessa galera de Luta, uma tal de Atlética da Engenharia queria alegar que era horário deles treinarem. Pera lá! O dia que uma Atlética qualquer tiver mais moral que o Movimento Estudantil eu não piso mais na UFRJ!

Mostrando total poder de reação, Fui ao CCS manteve-se invicta mesmo depois de sair perdendo as quatro partidas. Teve o mérito de reerguer o CAEFD depois de anos sem gestões e de ensinar o caminho das pedras para a nova geração ocupar a Direção, estar à frente da ExNEEF, realizar Furdunços e entender que a conjuntura muda e devemos atuar na mesma para influenciar decisivamente os rumos da sociedade. E no sábado dia 31 de março, no primeiro evento para comemorar uma década consecutiva de atuação do CAEFD, a nova geração, os amigos e os velhinhos tiveram uma lição de Futsal com aqueles que mantiveram sua preparação física deixando a plaquinha de aviso na porta da sede: FUI AO CCS!

*Karl Leirbag
Jornalista alemão, atuou nos bastidores das ocupações das Direções da EEFD e relator dos 10 anos de atuação do CAEFD (2002-2012)

Resultados e Artilheiros dos Jogos

Jogo 1: Amigos dos Amigos / Velhinhos 6 x 1 Derrubamos o Diretor
(Renato Sarti; Felipe Formoso; Felipe Pipo; Gabriel Gaúcho [3] x “Budega”

Jogo 2: Fui ao CCS 3 x 2 Amigos dos Amigos / Velhinhos
(Bruno G.; Gabriel Marques [2] x Gabriel Gaúcho; Felipe Pipo)

Jogo 3: Fui ao CCS 3 x 3 Derrubamos o Diretor
(Bruninho; Bruno G.; Ian x Rhaiane; Pedro; Luiz Carlos)

Jogo 4: Derrubamos o Diretor 3 x 2 Amigos dos Amigos / Velhinhos
(Alex “Nem” [3] x Gabriel Gaúcho [2])

Jogo 5: Amigos dos Amigos / Velhinhos 2 x 2 Fui ao CCS
(Gabriel Gaúcho [2] x Gabriel Marques; Brunão)

Jogo 6: Derrubamos o Diretor 4 x 5 Fui ao CCS
(Alex “Nem” [2]; Rhaiane [2] x Thiago “Lenny” [2]; Marcello; Brunão; Gabriel Marques)

TABELA

Posição
Equipe
Pontos
Vitórias
Empates
Derrotas
Gols a favor
Gols contra
Saldo de gols
Fui ao CCS
8
2
2
0
13
11
2
Amigos dos Amigos / Velhinhos
4
1
1
2
12
9
3
Derrubamos o Diretor
4
1
1
2
11
16
- 5

Artilharia

8 gols: Gabriel Gaúcho
5 gols: Alex “Nem”
4 gols: Gabriel Marques
3 gols: Rhaiane
2 gols: Felipe “Pipo”; Thiago “Lenny”; Bruno G.; Brunão
1 gol: Felipe Formoso; Renato Sarti; “Budega”; Luiz Carlos; Pedro; Bruninho; Marcello; Ian


Foto Oficial do Torneio, reunindo a maioria dos presentes. 

 Fui ao CCS: equipe campeã.

 Derrubamos o Diretor: 3ª colocação.

Amigos dos Amigos / Velhinhos: medalha de prata.