sexta-feira, 15 de junho de 2012

Responsabilidade e inteligência para acabar com os baques!*

Após acompanhar um grupo de estudantes do Colégio Municipal Botafogo, de Macaé, durante a tarde de domingo no Grand Slam de Judô, pude matar saudades do Complexo Caio Martins, onde acompanhei várias vitórias e algumas frustrações por parte do meu Fogão. Vale o espaço para ressaltar a necessidade e a importância da manutenção do referido Complexo como um espaço desportivo, de lazer, de cultura, mostrando minha contrariedade, portanto, a quaisquer propostas de venda do espaço para o setor imobiliário! Quando o despertador tocou às 18:10, era hora de despedir-me dos colegas e dos estudantes para sair em busca de um barzinho a fim de ver o confronto válido pela quarta rodada do Brasileirão, contra o Náutico, na capital nacional do frevo. Devido à Fórmula 1, os jogos das 16h foram adiados para 17h. Quando cheguei ao barzinho na Av. Presidente Backer que tinha duas televisões, seria possível saber o andamento do jogo apenas se algum gol fosse marcado, já que as TVs e os rádios ainda transmitiam os jogos de Vasco e Fluminense.

O primeiro baque da noite fora o informe, diretamente da rádio, de que Araújo abrira o placar para o Náutico. Apesar do sofrimento ter sido minimizado após assistir ao vivo os lances da partida, o segundo baque veio em uma jogada pelo setor direito bem tramada pelos pernambucanos, com a bola entrando nas redes de Milton Raphael. Mesmo dois gols atrás no placar, o Botafogo tinha disparadamente maior tempo de posse de bola, sem conseguir a necessária eficiência para marcar um gol.

Incomodado com o frio do início da noite e angustiado pela atuação do primeiro tempo, aquele sentimento de que era possível virar o resultado, por incrível que pareça, acompanhava as batidas do coração. E as palpitações aumentaram assim que Lucas acertou ótimo cruzamento rasteiro, encontrando no outro extremo Márcio Azevedo para acertar o cantinho esquerdo do gol do Náutico e diminuir o resultado. Era hora de ir para cima e o Botafogo foi. Elkeson entrara no lugar de Andrezinho e passou fácil por Márcio Rosário, que apelou para a falta, levando seu segundo amarelo, já que no primeiro tempo já usara seus recursos de artes marciais para interromper Maicosuel num contra-ataque alvinegro. Com um a mais, partir para a cima era a tônica. O Botafogo, que já tocava bem a bola no primeiro tempo, não demorou muito para empatar a partida. O ligeirinho Vitor Junior cobrou escanteio e Fábio Ferreira dividiu com o marcador adversário, que acertou o canto do próprio gol! Já era o mesmo placar de quando estive no Estádio dos Aflitos em 2009, bem recepcionado, diga-se de passagem, pela simpática torcida FaNáuticos.

Parecia que a terceira virada e consequentemente a terceira vitória no Campeonato Brasileiro 2012 viria em questão de segundos. Foi então o terceiro baque: em vez de partir para cima, o time ficou burocrático, acomodou-se, numa atitude irresponsável absurda! Pela esquerda, após boa troca de passes, Herrera deixou Maicosuel sozinho frente a frente com o goleiro. Entretanto, a ausência de magia foi o quarto baque: em vez de carregar mais e tocar no canto, Maicosuel foi afoito e chutou em cima do goleiro, que conseguiu rifar a bola e evitar a virada. O Náutico não passava do meio de campo. E quando resolveu tentar passar, Márcio Azevedo segurou, trombou e enfim acertou com relativo excesso de força o atacante adversário: lá veio o quinto baque com o cartão vermelho de nosso lateral-esquerdo. Quando o ponto na casa do adversário já não seria desastroso diante das circunstâncias, um sexto baque apareceu: numa bola despretensiosa chutada pelo defensor adversário, Vitor Junior chegou antes do adversário que pressionava. Todavia, resolveu, com um toque fraquíssimo, recuar para nosso jovem goleiro. Toque fraco o suficiente para o capitão adversário driblar Milton Raphael e ratificar o décimo gol levado pelo Botafogo em quatro partidas.

Mais uma derrota que adoça a boca dos pessimistas e corneteiros de plantão e retoma as naturalizações das baboseiras de ‘nadar e morrer na praia’ ou ‘há coisas que só acontecem ao Botafogo’. Oswaldo de Oliveira ficou revoltado e afirmou que tem de haver responsabilidade. Mais que responsabilidade, Oswaldo, tem que botar essa galera pra estudar! Sim, ES-TU-DAR! Os trabalhos psicológicos não têm surtido os efeitos desejados, pois em vários momentos há amareladas. Então, vamos colocar o elenco para estudar as disciplinas escolares e desenvolverem seus intelectos, “malharem” o cérebro. Vamos colocá-los para fazer trabalhos em grupo, cujo resultado positivo não depende dos esforços isolados de cada jogador, mas da coletividade, da solidariedade e da dedicação do todo!

Com inteligência, capacidade para refletir a cada jogada e compreendendo que Futebol é um Desporto Coletivo, Maicosuel teria calculado sua velocidade, distância dos adversários e percebido que poderia aguardar mais um ou dois segundos para finalizar – não teria havido meu quarto baque! Márcio Azevedo, numa falta para cartão amarelo, teria entendido que, fora de casa, com o mandante tendo um jogador expulso, era óbvio que o árbitro compensaria! Havia outros jogadores para evitar a subida do Náutico ao ataque, e não teria sido acéfalo no lance, evitando meu quinto baque. E Vitor Júnior, ousado jogador no ataque, teria percebido que, ajudando na defesa, faltando poucos minutos para o jogo acabar, pode dar um chutão para a lateral. Ou, se soubesse um pouco mais sobre Física e Matemática, teria calculado a força de seu recuo, impossibilitando meu sexto baque.

Enfim, apenas 50% de aproveitamento e mais um jogo fora de casa no próximo sábado, contra o Internacional, no Beira-Rio. Apesar de Milton Raphael não ter falhado, houve gols defensáveis dos adversários. Jefferson retorna e já é um alívio. Reforços na defesa urgem, diretoria! Tal como no ataque, pois não podemos contar apenas com as inconstâncias e péssimas cavadinhas de Herrera! (Enquanto isso, o garoto Caio marca a cada jogo no Figueirense...) Responsabilidade e inteligência, somadas ao comprometimento com a Gloriosa História, são tarefas imprescindíveis para retomarmos o caminho das vitórias e partirmos em busca do Tri!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Da euforia ao lamento*

            Durante o recesso de Campeonato Brasileiro, diversas notícias mantinham nossas atenções voltadas ao Botafogo. Enquanto a novela Seedorf caminha – ponto importante sua participação em evento contra o racismo! – e muitos aguardamos um desfecho feliz, deparávamo-nos com a triste notícia sobre Dona Célia, esposa de nosso ídolo Nilton Santos, diagnosticada com câncer no cérebro e com saúde debilitada. Nosso Botafogo já auxilia o eterno ídolo pagando suas mensalidades de internação na clínica e remédios, mas corretamente estuda a compra do acervo do craque de 86 anos. Vergonhosa permanece a atuação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que, ao passo que não se moveu nem se interessou em comprar o acervo do melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, acompanhou seu novo presidente aumentar o próprio salário de R$98 mil para R$160 mil, aumentar salários de diretores aliados e... Obviamente estourar a corda do lado mais fraco com a demissão de funcionários. Saiu Ricardo Teixeira, entrou José Maria Marin. Já avisara antes que seis por meia dúzia não se configura como troca e a necessidade é de mudanças políticas e administrativas, não de personalidades!

            Novamente os interesses da televisão foram colocados acima dos interesses dos torcedores trabalhadores. Em pleno feriado, o horário do jogo foi modificado das 20:30 para as 21h, horário complicado para aqueles e aquelas que precisam acordar cedo no dia seguinte. Além disso, o absurdo preço dos ingressos permanece! Senhor presidente, o que é melhor? 5.000 pagando R$60,00 ou 30.000 pagando R$10,00!? Um estádio construído com recursos públicos não pode nem deve ficar vazio por cobrar preços tão altos!

            Com um Departamento de Marketing ativo, criativo e participativo, a Promoção TORCEDOR VIP SOU BOTAFOGO foi lançada pelo perfil do Botafogo Oficial, e para concorrer bastava postar uma frase contendo as palavras BASE, FOGÃO e CAMPEÃO(Ã). A minha frase foi uma das dez selecionadas e pude fazer a visitação, acompanhado pela irmã, à Sala de Imprensa, ao campo antes do jogo, ao camarote, à Tribuna de Honra... Além de recepcionar nossos jogadores e a Comissão Técnica e desfrutar a Sala VIP com direito a comes e bebes!

Na Sala VIP do Setor Oeste Inferior, com a galera premiada.

            Numa noite chuvosa, jogo tarde e ingresso caro, pouco mais de 5.000 pagantes no Engenhão acompanharam o Botafogo partir para cima da raposa. Numa linda tabela com Vitor Junior, veio o primeiro desperdício de Herrera, cara a cara com Fábio. Porém, aos 20 minutos, em escanteio muito bem cobrado pelo ligeirinho, Amaral desviou contra o próprio gol para a euforia da torcida da Estrela Solitária, que, antes do jogo, pode aplaudir os juniores campeões da Spax Cup, na Europa, e acompanhar o ritmo de We will rock you durante a entrada em campo do Novo Caçador! O Botafogo jogava como há muito tempo eu gostaria de ver: disposição, toques de bola rápidos, tabelinhas, jogadas ensaiadas, faltas cobradas com rapidez para pegar o adversário desprevenido... Enfim, com bastante inteligência e visão de jogo, enquanto ao Cruzeiro restava dar chutões para fora, nas canelas dos jogadores alvinegros ou até aplicar golpes de judô para impedir os dribles. E todas estas pancadas bem distribuídas autorizadas pelo árbitro Fabrício Neves, que partilhava chances aos jogadores cruzeirenses antes de aplicar cartão amarelo. Já Fábio Ferreira, Jadson e Milton Raphael, na primeira infração cometida, foram amarelados. O Botafogo deve vetar qualquer assistente do sexo feminino: e tenho dito! A gaúcha Tatiana de Freitas foi a Ana Paula II ontem e envergonhou a necessária e importante presença feminina no futebol. Se estava desatenta ou agia por mau caráter, fato é que inverteu todos os lances que pode a favor do Cruzeiro! Sinceramente, a arbitragem de ontem pareceu muito ter recebido os dedos do senador do PDT de MG Zezé Perrella e suas cifras de R$160 milhões!

            Quando enfim neste Campeonato abríamos o placar, um show de oportunidades desperdiçadas, impossibilitando matar o jogo. E quando o Cruzeiro começava a se arriscar mais e encontrar chances, todas seguramente salvas pelo garoto Milton Raphael no gol, Herrera enfim resolveu fazer as pazes com a rede e abrir 2 x 0 após brilhante assistência de Vitor Junior. E a euforia pela liderança tomava conta da torcida, ainda mais por conta de uma atuação segura do elenco. Entretanto, bastaram seis novos minutos para o Cruzeiro diminuir, empatar e virar o resultado para 3 x 2, com Anselmo Ramon, Everton e Wellington Paulista, de pênalti. Apesar de ofensivo, dessa vez não conseguimos nova virada como nas rodadas anteriores e perdemos três pontos preciosos num campeonato em que cada jogo é uma final.

            Após vibrarmos com os dois gols e a liderança parcial, restou apenas lamentar as oportunidades desperdiçadas no ataque, as bobeadas nos contra-ataques adversários, as pancadas cruzeirenses sem punições da arbitragem e a péssima atuação da Ana Paula II, além da queda para a quarta colocação na tabela. É hora de recompor os brios e percebermos que reforços são não apenas bem-vindos como necessários. E domingo temos que partir com tudo na terra do frevo para garantir mais três pontos rumo ao Tri!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

terça-feira, 5 de junho de 2012

Embalado pelos Hermanos*


            Compondo a semana de comemorações pelo meu aniversário de 27 anos, o confronto do Glorioso no Couto Pereira estava marcado na agenda. Infelizmente não pude ir a Curitiba, pois apenas no dia anterior ao jogo consegui trocar meu ingresso para o show do Los Hermanos, transferindo para o domingo posterior – e que show! Enquanto o fantasma da adversa goleada por 5 x 0 no ano passado assombrava, a chama pela derrubada da invencibilidade dos coxas brancas em sua casa se acendia. Já pronto para descer as escadas de minha casa e rumar para o Baixo Méier, leio a notícia de meus colegas furões de arquibancada desmarcando o encontro. E valeu acompanhar o Fogão com a família: na sala, meu pai alvinegro e eu, para manter a resistência, não ligamos na Rede Globo!

            Com diversos desfalques, a prata da casa teria mais uma oportunidade para demonstrar seu valor. Renan, Dória e Jadson entre os titulares – Cidinho e Lucas Zen no segundo tempo – e o banco repleto de jogadores formados pelas categorias de base. (Já que o calendário nos impôs o domingo 3 de junho sem Campeonato Brasileiro... Quase 10 mil alvinegros e alvinegras de todas as idades encaramos o escaldante Sol numa fila para prestigiar as Pratas na Casa! Excelente ação!). Enquanto o time ainda peca com a mania de chutões para a frente torcendo para sair algo de interessante, um ponto positivo foi a marcação que mordia os adversários já em seu campo, pressionando com agilidade na busca do desarme. Com o susto ocorrido aos míseros 29 segundos, para demonstrar certo otimismo, tive que postar nas redes: “Poxa, Botafogo, todo jogo tomar o primeiro gol apenas para vencer de virada e dar mais emoção!?

Não demorou muito para que Lucas, o nome do jogo, respondesse com um chutaço na trave. A partir daí, o Botafogo foi muito mais time e passou a se sentir à vontade para buscar a virada. Na boa troca de funções, Lucas partiu para a área e deixou Herrera como lateral. O argentino forneceu preciosa assistência para Lucas empatar. Minutos depois, a vez do outro lateral aparecer: Márcio Azevedo partiu para cima, chutou e, no rebote do goleiro, o ligeirinho Vitor Júnior marcou seu segundo gol. O Coxa ainda empataria no segundo tempo em uma cochilada da defesa alvinegra. Entretanto, era um domingo para a Estrela Solitária! Elkeson, em excelente virada de jogo; e Cidinho, num sutil toque, foram brilhantes coadjuvantes para a troca de passes entre Lucas e Herrera, que novamente deixou Lucas sozinho para balançar as redes. Os Emerson, Demerson e Evertons tiveram que se contentar com mais uma virada do Fogão para manter o fogo em nossos peitos!

Como eu sei que nada vai mudar entre nós, Botafogo!? Eu só sei... Que todo torcedor é Sentimental e é aquilo que se vê numa moldura clara e simples. Sem procurar entender, torcemos, vibramos, cantamos, brincamos de ser felizes e pintamos narizes, bochechas: na prática, um mito, uma prova de amor... Enquanto fora do campo temporariamente emprestamos um cara estranho, tropeçando a cada quarteirão e perigando nunca se encontrar – a quem desejo sorte – ao anoitecer do domingo era hora de tirar o som da TV pra gente comemorar mais três pontos e a liderança do campeonato. Empolgado com este bom início, mas certo de que precisamos de reforços e de melhorias táticas e técnicas, acredito no sonho do Tri e na preparação da avenida onde a gente vai passar, numa cena onde a Estrela possa brilhar, pois em 2012 eu quero ser O Vencedor!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985
Autor do Livro “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ziriguidum 2012 - Gabriel 2.7

É isso, galera, na próxima quarta-feira - apesar de não parecer - completo 27 anos de idade.

Não será possível realizar um grande evento que conseguisse, no mesmo local, dia e horário, reunir todos e todas que gostaria que estivessem presentes. Cada um de vocês, perto ou longe, conhecidos de longas datas ou há pouco tempo, familiares, militantes, amigos, colegas etc. possui seu grau de importância em minha trajetória e seria muito bacana cantarmos a diversidade de "Parabéns para você" (no caso, para mim!), relembrarmos as músicas do Chaves, entoarmos o "Parabéns" com o ritmo da Internacional Socialista e finalizarmos com a Tabuada dos Alunos do Colégio Pedro II.

Enfim, diante da impossibilidade desta reunião presencial, desta vez aceitarei as congratulações pelas redes sociais e os presentes enviados via correio. ;) E listo abaixo os eventos e atividades em que estarei presente como parte do ZIRIGUIDUM 2012: GABRIEL 2.7, torcendo para a feliz coincidência de encontrar vários e várias para que possa receber um beijo e/ou abraço sinceros e um sorriso contente por nos conhecermos. Indubitavelmente já são excelentes presentes. E quem estiver interessado(a) em ser ainda mais querido(a) por mim, só perguntar o que estou precisando para me presentear (uma casa de praia, um carro do ano, uma humilde lancha... São algumas dicas).

APAREÇAM:

Sexta-feira, 25 de maio
a partir das 21h 
Fundição Progresso - UH, LOS HERMANOS
 Antes, ruas e bares da Lapa bebendo todas! ;)

Domingo, 27 de maio

16h - Coritiba x Botafogo (Fogão rumo ao Tri) - aceito sugestões de local para torcermos pelo clube da Estrela Solitária

Segunda-feira, 28 de maio
7:15 às 14:25 - E. M. Ministro Orosimbo Nonato
Show de Bola do Professor Gabriel x seus estudantes

Terça-feira, 29 de maio
7:15 às 14:25 - E. M. Ministro Orosimbo Nonato
Show de Bola do Professor Gabriel x seus estudantes

noite - Zenas Emprovisadas - OI Casa Grande (Teatro) e Pelada society no Clube Light (Grajaú)

Quarta-feira, 30 de maio
DIA DA PANQUECA E DA BARQUETE - almoço
Hummmm, delícia - Mamãe e vovó fazem saborosos presentes...
Evento restrito aos parentes! hehehe

a partir das 22h - QUARTA DEMOCRÁTICA
Forrózinho para virar a madrugada até a hora de partir para Macaé!

Quinta-feira, 31 de maio
  manhã - C. M. Botafogo 
Show de Bola do Professor Gabriel x seus estudantes

10h - Manifestação em Macaé. Concentração na Praça Veríssimo de Mello.
UFRJ EM GREVE

16h às 19h - Lançamento do livro "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial"
na CASA DO LIVRO, em Macaé

a partir das 21:30 - BOLICHE em Rio das Ostras

Sexta-feira, 1 de junho 
manhã - C. M. Botafogo
Show de bola do Professor Gabriel x seus estudantes

Sábado, 2 de junho
a partir das 22h
FORROZADA no Centro Cultural Cordão do Bola Preta

Domingo, 3 de junho
a partir das 18h
Fundição Progresso - UH, LOS HERMANOS

Por enquanto é só, velhinhos(as)...

Lançamento Macaense de "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial"


Na próxima quinta-feira, compondo a Semana de Comemorações pelos meus 27 anos, estarei na CASA DO LIVRO (Rua Marechal Deodoro, 295. Centro. Macaé-RJ) entre 16h e 19h conversando sobre "Sociedade e Futebol" e lançando em Macaé o primeiro MEU LIVRO DO FOGÃO - "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial".

Após o evento, partiremos para Rio das Ostras, onde jogaremos animadas rodadas de Boliche.

Você está convidado(a)!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Domingo Fantástico sem música*


            Pouco menos de três horas para a estreia do Campeonato Brasileiro, minha torcida começava diretamente de São Paulo, para que o voo da GOL não atrasasse e pudesse chegar a tempo de torcer por muitos gols do meu Glorioso diretamente do Engenhão, usufruindo meu cartão de sócio-torcedor. Nunca viajara num voo tão vazio, a ponto de solicitarem que alguns passageiros fossem para a parte de trás para melhor distribuição do peso: seria um prenúncio do que encontraria no estádio!? Exatamente, a alcunha de vazião coube perfeitamente para o dia de ontem. Após uma pífia semana, com a perda do Estadual e a eliminação da Copa do Brasil, a bela tarde de domingo contou com pouco mais de sete mil presentes para acompanhar a estreia do Fogão. É absurda, imoral e inescrupulosa a opção dos mandatários do mundo futebolístico de cobrarem no mínimo R$40,00 para o ingresso num estádio construído com recursos públicos! Sem dúvidas a maior responsável pelas cadeiras vazias... Para deixar ainda mais esquisito o clima da estreia, as torcidas organizadas do Botafogo não apareciam com bandeiras, faixas e instrumentos, enquanto as do adversário faziam mais barulho. Parecia jogo fora de casa.

            Na semana em que a Enciclopédia do Futebol completava seus oitenta e sete anos de vida, justa homenagem foi feita com a bandeira estendida em General Severiano e levada a campo e a camisa 87 vestida pelo nosso atual lateral Márcio Azevedo. Entretanto, com toda sinceridade, torci muito para que nosso eterno lateral-esquerdo Nilton Santos não tenha visto o primeiro tempo do jogo. Parecia que o São Paulo enfrentava nove espantalhos reforçados por Jefferson e Vitor Junior, que corria, ora atabalhoado ora eficiente, e se dedicava em busca do gol. Todavia, foi numa jogada tramada pela direita que o adversário cruzou e a defesa do Botafogo assistia de camarote ao belo chute do Jadson paulista no ângulo de Jefferson. Era um festival de horror: a zaga, o meio-campo e Loco Abreu erravam tudo que tentavam!

Confesso que, mesmo com todo o otimismo de sempre, já me via preocupado com a possibilidade de fuga do rebaixamento. É notório que o time está sem comando. Oswaldo de Oliveira não define um padrão tático, uma jogada ensaiada, uma trama inteligente para surpreender os adversários e não fornece orientações básicas de posicionamento: se veio para conquistar títulos, precisa evoluir e muito; não dá para considerarmos a Taça Rio 2012 como o título conquistado em nossa casa! No primeiro tempo, os jogadores jogavam sem sangue, sem tesão, sem brio... Em suma, sem respeito à Gloriosa história do Botafogo!

O elenco do Botafogo tem limitações? Obviamente. Precisa de reforços? São sempre bem-vindos, desde que para somar à equipe. Porém, é importante mencionar que o Campeonato Brasileiro é um dos poucos em nível mundial em que há várias apostas de campeões e de rebaixados, onde as equipes se equiparam, infelizmente por baixo. Com isso, há três possibilidades de um time sobressair: destaques individuais – hoje podemos citar o Santos de Neymar e Ganso; esquema tático que potencialize as qualidades de cada jogador e viabilize maneiras de evitar erros crassos onde há limitações – hoje inexistente em nosso comando; ou empenho do time em campo – que ocorre quando pelo menos cinco ou seis resolvem acordar de seus cochilos e apagões. Uma vitória pode acontecer com o funcionamento de uma das três possibilidades. Se alguma equipe conseguir unir pelo menos duas das possibilidades simultaneamente, terá muitas chances de sagrar-se campeã. Então, Oswaldo, se ficar parado, vai tomar um Ta ligado! O Botafogo pode e deve unificar um bom padrão tático à doação dos jogadores em campo! E já passou da hora de mudarmos o comando de futebol do nosso Botafogo, que não merece o pensamento pequeno e desorganizado que tem pautado suas práticas.

             Desolado no intervalo, via e ouvia a torcida são-paulina comemorar a vitória parcial. A torcida alvinegra ficava marcada pelos olhares e pensamentos que mesclavam preocupação e esperança, raiva e paixão, desespero e glória... “Nada além de dívidas”, expunha a Fúria Jovem; “Meu Botafogo não é lugar de covardes”, acertadamente provocava a Loucos; e, quem diria, o banco Itaú, em sua propaganda, sintetizava de forma simples o que precisávamos: #vamosjogarbola. A entrada de Herrera no lugar de Loco apontava mais do mesmo. Todavia, a postura da equipe foi modificada. O terceiro fator resolveu entrar em campo: o time acordou!

Quando estava prestes a resmungar a respeito de chuveirinho na área sem o Loco em campo, Lucas acertou belo cruzamento e Herrera cabeceou com precisão para empatar a partida. Os momentos de lucidez foram castigados pelo desempate adversário: em nova bobeada do setor defensivo, o supostamente fabuloso cabeceou e, com o desvio de Brinner, Jefferson não conseguiu evitar. Não houve muito tempo para a torcida ensaiar vaias ou xingamentos. Herrera foi pisoteado na área, sofrendo pênalti e cobrando com chute cruzado para mostrar ao Loco como se faz e vibrar com a torcida do Fogão, que também acordou para pular, cantar e incentivar o time em busca da virada. Quando comentava sobre o 3 x 2 de 2009, falta na intermediária. Quem cobraria? Márcio Azevedo? Fábio Ferreira? Vitor Junior reapareceu e enfim a sorte nos brindou: desvio na barreira e bola no ângulo do fraco goleiro Dênis. Com velocidade e pressão, o Botafogo já havia roubado bolas da fraca zaga adversária. E foi assim que Fellype Gabriel, sem tanta intenção, forneceu assistência para Herrera cravar seu terceiro gol e garantir a virada alvinegra. E nosso argentino ainda deu show fora de campo ao esnobar mais uma das ações da toda-poderosa: “Música pra quê!? Nem em castelhano!” Herrera não é bobo; abaixo a Rede Globo!

Ontem, Jefferson novamente mitou! Além de garantir algumas ótimas defesas e sua segurança de quase sempre, fez uma defesa esplêndida em cabeceio de Luis Fabiano. Após o segundo gol do São Paulo, Brinner e o zagueiro mais estiloso do Carioca jogaram com seriedade e não vacilaram; Lucas não comprometeu e Márcio Azevedo manteve a raça para representar a posição de nosso Niltão; Jadson e Renato também melhoraram; Fellype Gabriel passou a acertar e Maicosuel, a driblar e partir para cima. Lucas Zen e Gabriel ainda entraram e é importante colocar mesmo a garotada formada em General Severiano para jogar! O Botafogo do segundo tempo é o Botafogo que honra sua História Gloriosa e é o que queremos ver nas próximas partidas! Pela primeira vez, ouvi a torcida entoar o nome do atual técnico. Enquanto Leão reclamava de tudo do outro lado, na primeira reclamação de Oswaldo de Oliveira, o árbitro – que esquecera os cartões amarelos em casa – resolveu disciplinar e expulsar nosso técnico, que não deixou barato e até encarou o bandeirinha bem maior que ele. Foi preciso até dois representantes de uma das vergonhas do Brasil – a PM – se aproximarem para Oswaldo sair do jogo. Menção a algo talvez não notado por muitos: a postura de Fellype Gabriel no banco, consolando Oswaldo e depois recepcionando Vitor Junior quando este foi substituído. Postura de capitão para o antigo menino grávido, que tem merecido nosso respeito e confiança.

            Enfim, o saldo da estreia foram voz debilitada para a semana de aulas e Botafogo na liderança e com o artilheiro do Brasileirão! O Domingo foi finalizado de maneira fantástica, mas sem música...
           
*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Futebol, política e festa na Casa Mafalda-SP dia 19 de maio

Ei, você que mora ou está em São Paulo-SP, venha participar!

Sábado, 19/05/2012: 

Em janeiro, foi organizada e jogada a I Copa America Alternativa, em Córdoba, Argentina. A equipe do Autônomos FC (São Paulo) sagrou-se vencedora. Nosso time - Pelada da Esquerda  -  http://alemdotrivial.blogspot.com/2012/02/fidedigno-relato-da-pelada-da-esquerda.html - foi eliminado na primeira fase, mas jogamos a Taça de Prata (La Liguita) e vencemos! (http://www.youtube.com/watch?v=bbwKme4Mj0I)!

Agora, é hora da I Recopa Alternativa, entre Autônomos FC x Pelada da Esquerda, às 14h, no campo Bicudão (veja como chegar na página do Autônomos). Será uma ótima oportunidade pra quem é curioso pra saber como funciona na prática esse lance de futebol libertário.

Na sequência, às 17h, na Casa Mafalda, os dois times batem um papo, junto com o jornalista Vitor Birner, técnico do Auto, sobre futebol e política. Na sequência, Gabriel Marques, jogador da Pelada, da Esquerda lança em terras paulistas o seu livro “Botafogo: Uma paixão além do trivial”, cujo debut em terras argentinas foi um sucesso total para os amantes do bom portunhol: http://www.youtube.com/watch?v=UYUu1YVU_mk. 
Entrada com contribuição voluntária de R$ 3,00.

Por fim mas não menos importante, o mesmo Gabriel Marques promove um aulão de forró (VIVA A LAPA NORDESTINA!) momentos antes da festa Macacos e Crocodilos, com o melhor da música brasileira, do samba ao rock, do rock ao dançante, do blues ao psicodélico.

Os djs:
_NATAME (Samba/ MPB/ Psicodélicos)
_SEJAQUEMFLORES (Bossa Nova/ Brasilidades)
_JAMMIN’N'LUZ (Rock and Roll VS. Ritmos Calientes)
_SOUFFLE DE LA MERDA(Tropicalia/ Psicodelia/ Dancem Macacos, Dancem)
_BABIROSKA PHYNA (Bagaceiras/ Funk/ Dancem Crocodilos, Dancem)

Além da discotecagem, haverá uma intervenção na festa que será feita pelo artista Junior Ahzura, mais duas exibições de vídeo. Programão!

Começa às 22h e a entrada será de R$ 5,00. Quem tiver contribuído pro debate completa mais R$ 2,00.

Espaço Autônomo Casa Mafalda – sede do Autônomos & Autônomas FC
Rua Clélia, 1895, Lapa. 
A três quadras do terminal Lapa e da estação Lapa da linha 8 da CPTM. 
Telefone: (11) 8890-3500

www.autonomosfc.com.br/casamafalda | http://mafalda.sarava.org

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Na alegria e na tristeza*


Em mais um segundo domingo de maio, comemoramos o dia daquelas que durante nove meses nos carregaram em suas barrigas e só puderam desfazer os laços fisicamente ao termos cortado o cordão umbilical. Emocionalmente, os laços na maioria das vezes se fortalecem, ao amamentar, ao fazer carinho, ao ouvir proferir mãe como a primeira palavra, ao ver os primeiros passos e consequentemente as primeiras quedas, ao ouvir o choro e chorar junto nos primeiros dias de escola... Enfim, elas nos acompanham, se preocupam demasiadamente, brigam, vibram com as conquistas e até torcem pela vitória de nossos times para não nos verem tristes. Sim, TODA MÃE É UMA ESTRELA! Apesar de minhas avós e minha mãe serem tricolores, elas são minhas estrelas e ficariam contentes por qualquer resultado no jogo de ontem.

            O dia 13 de maio também é marcado por um acontecimento de 124 anos atrás, quando, ainda monárquico, nosso país acompanhava a assinatura da Lei Áurea, demonstrando que há mais de um século nossos governantes elaboram e assinam leis tentando ludibriar a população. Mesmo farsante, é triste saber que foi o último país das Américas a reconhecer por meio da legislação a liberdade dos negros e negras, conquistada por meio de muita luta e resistência. Várias famílias enriqueceram às custas da escravidão e continuam enriquecendo na atualidade devido à propriedade privada dos meios de produção, possibilitando inclusive que planos de saúde sustentem salários astronômicos de um elenco para as disputas de torneios de futebol...

            No jogo de ontem, até que o Botafogo demonstrou valentia. Partiu para cima do Fluminense. Loco Abreu perdeu gol e Jefferson salvou logo no início do jogo após perda de bola de Elkeson no meio-campo. O primeiro tempo foi bem movimentado, com o Glorioso arriscando mais e buscando abrir o placar. Inteligentemente, o Fluminense se fechava, acuado, mas gozando a vantagem dos três gols obtida no primeiro jogo após o imbecilóide Lucas ser expulso – e não é que o lateral conseguiu a façanha de expulsão contra o Vitória pela Copa do Brasil, novamente prejudicando a equipe!? Brinner, com seus chutões; Gabriel, sem comprometer; e Jadson fechando a retaguarda não foram mal ao substituir Antônio Carlos, Lucas e Marcelo Mattos, respectivamente. Por mim, Lucas tem que ser limado para a entrada imediata de Gabriel, que, ganhando experiência, ainda demonstra a valorização da prata da casa! Márcio Azevedo tem sido um leão nos últimos jogos: se a técnica não é muito apurada, tem superado com a disposição e a vontade de acertar; Renato começa a errar passes e isso é muito preocupante; Fellype Gabriel foi uma boa aquisição e merece nossa confiança ao afirmar que trocaria tudo pelo título; Elkeson vai de mal a pior; Maicosuel cisca, cisca, cisca, mas não rende o que esperamos; e Loco Abreu afunda com a equipe abalada psicologicamente. Herrera, Caio, Vitinho... Entraram, mas não puderam alterar o curso do jogo. E o Jobson? Será o novo Wally?

FAÇA BONITO! Proteja nossas crianças e adolescentes da violência sexual” foi o recado mostrado no intervalo do jogo após um primeiro tempo sem redes balançadas. Importante iniciativa que merece ser registrada! Enfim, no domingo frio, chuvoso e triste para a Estrela Solitária, ainda fiquei por 10 minutos no Engenhão após o gol de Rafael Moura para o tricolor, que mais uma vez teve a oportunidade de gritar É Campeão no nosso estádio. Mesmo menosprezando a competição, tendo cinco derrotas, o Fluminense teve a capacidade de ganhar quando necessário, nos momentos decisivos, sagrando-se campeão. O efeito Fernandinha Maia parece não ter feito bem ao Glorioso, infelizmente. Após vinte e três partidas sem perder em 2012, vieram três derrotas seguidas, com eliminação da Copa do Brasil e vice-campeonato Estadual. Foi uma semana para ser apagada de nossas mentes e corações.

No sábado, tive a felicidade de acompanhar o casamento dos amigos Michelle e Egberto, que namoram desde nossos tempos de Colégio Pedro II e possuem todas as condições de conservar a relação respeitosa e amorosa durante longos anos. Qualquer relação pode oscilar entre ótimos e péssimos momentos e entre conquistas e perdas, precisando de balanços e mudanças para não se desfazer. E é assim que nós, torcedores, devemos nos sentir com o Glorioso: ficamos tristes, abalados, revoltados com as recentes derrotas. Portanto, mudanças são urgentes e necessárias para que, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, a relação permaneça forte, intensa e preparada para vivermos novas emoções já a partir do próximo domingo, quando começa o Campeonato Brasileiro. A torcida não pode nem deve sucumbir e merece uma diretoria e um elenco comprometidos com a História Gloriosa dessa Estrela Solitária, um patrimônio mundial do futebol!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985
Autor do livro “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”

segunda-feira, 7 de maio de 2012

A final só acaba quando termina!*


Obviamente a vontade é escrever sobre qualquer outro assunto e esquecer um pouco a temática do futebol após um resultado que há vinte e quatro jogos não compreendíamos. Uma invencibilidade repleta de empates e atuações não muito convincentes, mas honrando o trecho importante de nosso lindíssimo hino. Camisas, bandeiras e acessórios com a Estrela Solitária enfeitavam as ruas com o singelo, simpático e necessário contraste entre o preto e o branco, enquanto as/os botafoguenses estampavam sorrisos após a conquista da Taça Rio e um razoável resultado na Bahia pela Copa do Brasil, principalmente por conta da presença de vários reservas que mantiveram certa qualidade ao time.

            Primeira tarefa do mês foi aderir ao plano SOU BOTAFOGO, não precisando mais ficar nas filas para comprar meus ingressos. Fui buscar a carteirinha na sexta-feira e o clima de otimismo estava presente em General Severiano, onde a busca por ingressos era maior que em Laranjeiras. A sexta-feira e o sábado se tornavam coadjuvantes do final de semana, à espera do domingo que amanhecia com formoso Sol após a pintura da Lua cheia que chegava mais pertinho de nosso planeta. Teriam o satélite natural e a Estrela-Rei com suas intervenções nos céus ofuscado o brilho da Estrela Solitária no Engenhão!?

            Iniciando a atuação mostrando poder ofensivo, mais uma vez o Fogão abriu o placar contra os tricolores. Na sobra de bola, Renato pegou de primeira e balançou as redes pelo canto direito do goleiro tricolor. Uh, Renato! O gol parece ter feito mal ao esquema tático. Equivocadamente, o time recuou após um único tento e se encolheu diante do Fluminense. Oswaldo de Oliveira comandou muito mal a equipe ontem. Numa final de cento e oitenta minutos, não podemos nos contentar com 1 x 0. Qualquer erro poderia mudar o decorrer da partida e ele apareceu poucos minutos antes de fechar o primeiro tempo, onde a zaga do Botafogo – a menos pior dos quatro grandes do Rio... – assistiu à assistência de cabeça de Thiago Neves e ao golaço de bicicleta de Fred.

            Se o empate esfriou a torcida e a equipe, a expulsão do inoperante, atabalhoado e limitadíssimo Lucas foi um balde de água fria para apagar qualquer chama que ainda havia. O lateral direito está muito mal! Digna de aplausos diante da mediocridade do Botafogo principalmente no segundo tempo foi a atuação esforçada, segura e dedicada de Márcio Azevedo! Enfim, tudo que não poderia acontecer era um gol do adversário após a expulsão. Mas ele aconteceu segundos depois. Era nesse momento que a tática deveria ser adaptada a uma final de cento e oitenta minutos! Entretanto, o Botafogo se expôs ao atacar sem garantir a retaguarda. Jefferson não foi páreo para defender outras duas certeiras finalizações tricolores, que abriram três gols de vantagem. Parecia que nosso Glorioso brincava de pique-esconde enquanto o Fluminense jogava e acertava o golzinho...

            Enfim, quarta-feira temos que apoiar contra o Vitória e carimbar o passaporte para as quartas-de-final da Copa do Brasil! Mesmo com a desvantagem, Domingo que vem é dia de dividir o almoço com as mamães e as avós e partir para o Engenhão em seguida! Com dedicação e capricho, não ficaremos à espera de um milagre para comemorar três gols na fraca defesa adversária após um duelo contra o Internacional na quinta-feira pela Libertadores. O campeão não está definido. AFINAL, A FINAL SÓ ACABA QUANDO TERMINA...

           
 *Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Emoções via SMS*

Foi durante intervalo da semifinal contra o Bangu que percebi que já tinha compromisso marcado para a data em que seria disputada a final da Taça Rio. Pior que não saber se o jantar seria bacalhau ou urubu era não ter a menor ideia de como poderia acompanhar o jogo a mais de 500 km de distância, mais especificamente em Sumaré, uma cidade do Estado de São Paulo próxima a Campinas. Durante o final de semana, estive no I Congresso da Central Sindical e Popular – CONLUTAS, como delegado representando o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE-RJ). O compromisso estava marcado desde janeiro e não poderia desfalcar o importante espaço de reorganização da classe trabalhadora em nosso país, diante de um cenário de crise econômica que tende a se agravar e trazer consequências complicadas após esses megaeventos esportivos agendados para o simpaticíssimo Brasil.

Em Sumaré, desde cedo, a Estrela Solitária já brilhava em meu peito e de diversos outros botafoguenses presentes, todos especulando como tomaríamos conhecimento do andamento do jogo. As atenções estavam divididas, mas o coração e o pensamento positivos estavam localizados no meu querido Engenho de Dentro. Bastava ao Glorioso garantir mais uma vitória para minha presença estar garantida nos domingos subsequentes, contra o tricolor. Estava muito mais ansioso e apreensivo do que estaria nos setores Norte ou Oeste do Engenhão! Após frustrar-me por não conseguir acessar algum site que transmitisse o jogo, a missão enviada para família e amigos foi cumprida: papai, mamãe e as queridas amigas Vivian e Luiza enviavam por SMS e pelo facebook os informes praticamente em tempo real.

Depois da notícia de que os times entrara em campo, foi só ir ao banheiro e sentir o celular vibrar: UH EL LOCO! 1 x 0 com a marca do nosso uruguaio matador! Nesse momento imaginava a torcida cantando e pulando na arquibancada, prestando atenção nas defesas de propostas na Plenária para poder votar. Quando parecia que chegaria o informe do final do primeiro tempo, as mensagens anunciavam: 2 x 0 pro Fogão! Novamente EL LOCO, que foi decisivo e pode ser o artilheiro do Estadual 2012! O coração palpitou ainda mais forte quando veio a vontade de cantar “Maicosuel voltou...” ao saber que o Mago marcara um golaço, o terceiro do Glorioso! Nesse momento, estava na iminência de fazer uma fala no plenário para defender uma proposta apresentada pelo COLETIVO MARXISTA nos grupos de discussão. Se houvesse alguém contrário, eu teria que defender. Na empolgação da defesa, a possibilidade de gritar É CAMPEÃO ao final da intervenção era iminente! Fiquei sabendo que a galera que canta ser o Vasco o time da virada já descia as rampas tomando rumo de casa. Carlos Alberto deixou o dele como gol de honra dos cruzmaltinos, que precisam compreender que Felipe, Juninho e companhia, sem o Dedé, só vão se dar bem contra equipes de veteranos ou compostas por fanfarrões e beberrões como de uns clubes curtindo férias fora de época por aí...

Duas situações merecem ser mencionadas: a primeira, acerca do livro “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”, que também esteve no Congresso da CSP-CONLUTAS e fez sucesso entre os que conheceram o projeto MEU LIVRO DO FOGÃO. Além disso, Marcelo Adnet e sua simpática mãe impulsionaram as energias positivas para o livro e para o Fogão depois do ZENAS EMPROVISADAS no Teatro Oi Casagrande. A segunda, o merecido sucesso após a assistência de nossa gandula alvinegra Fernanda Maia! Várias pessoas falando que eu a conhecia e fui procurar no facebook, onde ela constava na minha lista de amigos. Fernanda trabalhou como promoter na minha equipe da matinê da Raio de Sol e depois foi recepcionada pelas gestões de Centro Acadêmico de Educação Física da UFRJ que participei. Muito interessante a repercussão que tomou e desejo todo o sucesso à gloriosa Fernanda. Rapaziada, tira o olho que ela namora há sete anos...

São 22 jogos de invencibilidade e duas vitórias convincentes nos últimos dois jogos, onde o elenco mostrou determinação, garra, brio, força de vontade para levar a Estrela Solitária ao topo! Retornando para o Rio de Janeiro, a primeira missão foi aderir ao Plano SOU BOTAFOGO ACIMA DE TUDO e evitar as filas para comprar os ingressos. Agora sou sócio-torcedor e estarei na Oeste Superior nos próximos dois domingos! Anunciei que os tricolores já tremiam diante do espectro da Estrela Solitária na final, que agora está materializado! Infelizmente, minha mãe e minhas avós tricolores terão que ganhar presentes de grego no dia 13 de maio com o Botafogo Campeão Invictus... 
 
Regina, botafoguense e mãe do Marcelo Adnet, com o MEU LIVRO DO FOGÃO!
 
Crachá do I Congresso da CSP-CONLUTAS junto à Estrela Solitária!
 
O brilhante comediante Marcelo Adnet com o MEU LIVRO DO FOGÃO!
 

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985