terça-feira, 17 de julho de 2012

Nostalgia e Lutas num Domingo de clássico*



            Numa espécie de contagem regressiva para os dias da semana de feiras, Domingo sempre apresenta um ar nostálgico diante do desejo de continuidade do final de semana. Apesar desse sentimento ligeiramente amargo, ele também nos reserva bons sentimentos quando nos contempla o jogo de Futebol. Quando é clássico então... Ficamos mais ansiosos, apreensivos, envolvidos com a espera do resultado final, para saber se elaboraremos desculpas pela derrota ou diversas piadas para zoar os adversários depois de nosso êxito. E, apesar de toda a minha simpatia pelo Fluminense por ser o time das minhas avós e da minha mãe, hoje quero duramente criticar duas temáticas relacionadas ao pó de arroz.

            Na madrugada de sábado para domingo, a Polícia Militar do Rio de Janeiro – submissa aos ditames do Governador – cumpriu a ordem para retirar dezenas de pacientes do Hospital do Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro (IASERJ). Cenas entristecedoras marcam mais um absurdo cometido pelo (des)Governador Sérgio Cabral. Cabral é vascaíno e você deve estar me perguntando o que isso tem a ver com o Fluminense. Ora, quem patrocina, manda e desmanda no Fluminense é uma empresa privada da saúde – UNIMED. Enquanto a Saúde Pública desmorona em nosso país, sendo precarizada diariamente, a UNIMED aumenta seus lucros. Enquanto faltam leitos em hospitais públicos e trabalhadores da Saúde são sobrecarregados, sobram rios de dinheiro para contratar e pagar salários astronômicos a jogadores de futebol. Enfim, ainda temos como nos organizar para dizer ao ditador do Rio que TIRE SUAS MÃOS SUJAS DO IASERJ!

            Como vocês podem ler, jamais escrevo o nome oficial da atual casa do Fogão. Ler o nome do tricolor João Havelange me causa ojeriza! É um absurdo que o José Sarney do Futebol brasileiro – e mundial – seja homenageado num estádio construído com recursos públicos e pelas mãos, corações e mentes de centenas de operários. É um contrassenso, um anacronismo, equivalente a convidar o Netinho de Paula para palestrar sobre a Lei Maria da Penha, a chamar o Dado Dolabella pra fazer uma saudação ao movimento feminista ou erguer uma estátua do Michael Jackson em frente a uma Escola de Educação Infantil! Anedotas à parte, é tempo de potencializarmos a luta pela MUDANÇA DO NOME OFICIAL DO ESTÁDIO OLÍMPICO do Engenho de Dentro! João Saldanha e Nilton Santos largam na frente e são duas excelentes opções para substituir qualquer menção a corruptos e elitistas do Futebol! Ricardo Teixeira e seu padrinho e ex-sogro são persona non grata!

             Aproveitando a postagem enfurecida diante das injustiças em nosso país, recado ao Sr. Maurício Assumpção: não queira simplificar a apresentação de Seedorf no Palácio da Cidade como inveja! Todos sabemos de sua filiação ao Partido da Mão com Dinheiro no Bolso (PMDB) e sua campanha tosca pelo prefeitinho Eduardo Paes! Seedorf, festa para a torcida sempre, mas não caia nessas artimanhas burguesas promovidas por meia dúzia de oportunistas! Se o Suriname foi explorado pela Holanda, a população pobre do Rio de Janeiro é explorada por essa corja do PMDB! Eleições à vista, eis que surgem aquelas propagandas contendo apenas números e poses nos abordando ao chegarmos ao Engenhão, sendo que durante dois anos não voltaram para fornecer uma satisfação sobre seus mandatos...

            Será que cabem linhas para abordar o jogo? Preparado para rumar ao clássico vovô, a cachorrada lá de casa me segurou mais alguns bons minutos no lar. Falo dos caninos mesmo, que fizeram meu coração palpitar mais forte já que o jogo não reservaria tantas emoções... Chegando em cima da hora, novamente vi a festa dos cambistas organizados, realizada na frente da própria bilheteria, enquanto o rigor com o torcedor mortal prevalece: triste contradição. Em homenagem ao adversário, nossa revista Preliminar foi a vigésima quarta! E enquanto nosso goleirão Jefferson completou 250 jogos vestindo o manto Glorioso e Márcio Azevedo tem sido um guerreiro digno de convocação para a Seleção... Hey, Fred! Cacilda! De novo gol contra a gente!? Alguém segura o Fred, por favor! Andrézinho mandou mais uma para as redes, dessa vez de cabeça após assistência milimétrica do melhor lateral esquerdo do Campeonato Brasileiro. Infelizmente, Fellype Gabriel desperdiçou a chance de virarmos mais uma partida e acabarmos com a invencibilidade pó de arroz. Com o 1 x 1, se não vamos zoar pela vitória, também não seremos zoados por uma derrota.

            Ah, não poderia me esquecer das discussões ao meu ladinho no Setor Oeste Superior. Alegando “ter chegado antes que vocês”, um casal queria arrumar tumulto com @s Amig@s Alvinegr@s que estavam de pé na primeira fileira. Cabe uma enquete! Torcedor(a) no Estádio tem que: a) manter-se sentado, em silêncio, comendo pipoca e admirando a tela verde; b) resmungando e vaiando a cada erro e fazendo barulho positivo apenas quando sai gol a favor do seu time; c) prezar pela prática viva e dinâmica da palavra torcer, cantar, vibrar, aplaudir e ter disposição para ver o jogo de pé ao invés do senta e levanta dignos de cerimônia religiosa. Qual sua opinião?

            Sou mais a letra C. Ainda mais a favor do bom senso. No jogo passado, um pentelho levou um abridor e fazia um barulho estridente batendo nas ferragens do estádio bem atrás de mim. Eu tinha chegado primeiro, mas não me incomodei em passar para outro local e deixar seus tímpanos se divertirem sozinhos. Em vez de longas discussões e bate-bocas, sou mais os dizeres expostos pelos Loucos pelo Botafogo: PAZ E FESTA NOS ESTÁDIOS!

            O Galo disparou na liderança. Nosso Glorioso permanece no G-4 e amanhã temos que derrubar mais um time de São Paulo, dessa vez na Vila Belmiro. Preparemos o peixe para a janta desta quarta, para digerirmos bem e nos prepararmos para a estreia de Seedorf domingo contra o Grêmio em nossa casa! Dá-lhe, Fogão!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Só a faixa deles entrou em campo*


Por conta das finais da Taça Libertadores, o Corinthians solicitou à CBF o adiamento do confronto com nosso Glorioso. E para a CBF, se seu queridinho solicita, é ordem! Nosso duelo referente à sétima rodada aconteceu então após a oitava. Como a ordem dos fatores não altera o produto... O sete é nosso! O sete é Fogo! Após emprestar nosso atual ligeirinho e perceber que o mesmo tem fornecido grande suporte ao meio-campo, também não permitiram sua entrada em campo sem o pagamento da multa. Mais de 25.000 pessoas no Pacaembu, a maioria absoluta delas cantando ‘É campeão!’...

            Entretanto, da mesma maneira que no ano passado contra este a quem não sei por que cargas d’água fornecem a alcunha de Timão, o Botafogo entrou no Pacaembu como se estivesse em sua própria casa. Afinal, não deixa de ser depois de conquistarmos lá o saudoso título de 1995! Curtindo a quarta-feira de Sofá-Fogo e com várias camisas alvinegras por lavar, o jeito foi esquentar-me com o lindo casaco preto que ostenta no peito a Estrela Solitária.

            Seedorf e Rafael Marques ainda não estrearam, mas o ambiente já carrega uma energia extremamente positiva. Oswaldão de Oliveira tem mandando muito bem depois das besteiras ditas na entrevista coletiva contra a Ponte Preta. O time está bem armado, com posse de bola consistente, marcando de maneira adiantada e diminuiu consideravelmente os chutões para frente, o que tem sido infelizmente trocado por alguns irritantes recuos de bola da ponta de ataque até o melhor goleiro do Brasil. E, ontem, com esse estilo de jogo e muita disposição, o Botafogo só permitiu que as faixas do campeão da Libertadores entrassem em campo, porque os jogadores corinthianos foram totalmente envolvidos por nosso sistema (SISTEMA, NÃO ESQUEMA, hein!), tendo dificuldades de marcar, de trocar meia-dúzia de passes e ainda mais de atacar com perigo. E para parar o alvinegro, o time paulista distribuiu leves pancadas, ignoradas pelo árbitro Heber Roberto Lopes. O Botafogo cometeu menos infrações que os gambás e absurdamente venceu de goleada nos cartões amarelos por 5 x 1.

            Apesar do volume de jogo, o Botafogo precisa arriscar mais finalizações! Cidinho mandou com perigo pela direita e Elkeson de falta antes da bela roubada de bola de Lucas Zen, que lançou muito bem para Andrezinho correr, carregar a bola, cruzar certinho para o grosso Paulo André desviar contra para o fundo das redes! O final do primeiro tempo ainda reservaria fortes emoções após Lucas Zen e Antônio Carlos saírem de campo para colocarem o Departamento Médico para trabalhar – e como ele trabalhou ontem! Apenas com dois a mais, o suposto Timão conseguiu chegar ao ataque com perigo e lá estava ele: São Jefferson fez excelente defesa. No rebote, o adversário acertou a trave. No novo rebote, Elton dominou com a mão e seu gol foi corretamente anulado. Ufa! E o segundo tempo veio para apenas ampliarmos a confortável e importante vitória. Pela direita, Cidinho tocou para Lucas, que acertou excelente cruzamento rasteiro para Elkeson – nosso novo centroavante e artilheiro, com 3 gols em 2 jogos – desviar de esquerda aos 11 minutos. Aos 23, pela esquerda, Fellype Gabriel tocou para Andrezinho, que carregou até a área adversária e, como um excelente garçom, passou para Elkeson dominar e guardar o terceiro gol do Fogão! O restante do jogo foi apenas para o Botafogo treinar passes e o Corinthians diminuir num pênalti que foi pênalti, mas aconteceu segundos depois da bola ter batido na mão do adversário e este levado a melhor no lance. Jefferson deixou entrar para garantir que eu acertasse o placar do bolão: 1 x 3!

            Nossa defesa ficou quase 180 minutos sem levar um gol e essa tônica do ataque concluindo bem a gol e a defesa protegendo precisa prevalecer nas próximas rodadas. O tal do Romarinho achou que seria fácil como contra o Boca, mas Márcio Azevedo incorporou um Fogão de seis bocas e ganhou todas as roubadas e dribles em cima dele. Renato consubstanciou o espírito da Festa Julina do próximo sábado e ficou distribuindo com categoria balões aos corinthianos. Andrezinho, depois do gol contra o Inter, lidera o meio-campo com dribles, bons passes e velocidade extrema! E o Elkeson será o artilheiro do Brasileirão, sendo importante referência na conquista do Tri!

            Podem adiar, podem jogar em casa, podem estar com a maioria da torcida, podem barrar o ligeirinho. Isso aqui é Botafogo! Estamos de volta ao G-4 e domingo vamos com tudo dominar nosso Engenhão e fiscalizar quaisquer vândalos ou vândalas destruindo nossas cadeiras. Domingo então é dia de apoiar nosso Glorioso no confronto direto da parte de cima da tabela contra os tricolets. Dá-lhe, Fogão!

           *Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Antes da partida vem sempre a chegada! Bem-vindo, Seedorf!


            Era dia sete do mês sete. Após muito suor e animação na Festa Julina ocorrida na quadra – descoberta, sob o Sol escaldante – onde leciono no Colégio Municipal Botafogo, em Macaé, rumei faminto e ansioso para a Cidade Maravilhosa, desejando a comida da mamãe e da vovó, tomar banho e vestir aquela bela camisa em preto e branco para caminhar até o Engenhão. “O jogo não é só às 19h30min? Por que você vai agora?” – indagou minha avó. “Hoje o Seedorf chega, de helicóptero, às 17h. A festa começar antes do jogo!” E como é bom ir ao estádio com aquele sentimento iminente de vitória, de alegria, de vibração, de casa cheia. A euforia era tanta que não titubeei no bolão: 4 x 1 pro meu Glorioso. A casa não foi tão cheia devido ao absurdo preço de R$50,00 do ingresso. Porém, mais de 20.000 alvinegros compareceram! E, antecipando-me aos engraçadinhos... Maior que a média do Fla x Flu em festa que no dia seguinte reuniu cerca de 38.000.

Os minutos passavam e a antonímia se exacerbava. Chateado por não ter tido acesso à promoção que premiou dois sócio-torcedores com o translado de helicóptero de nossa mais recente contratação, mas deveras contente com a animação, a empolgação e a energia positiva presentes nas arquibancadas. Fogos, palmas, cantos, olas e gritos de Fogo deixavam as cinzas como síntese da certeza de que dias melhores e gloriosos virão! É hora de elogiar a torcida, não, Oswaldo!?

De certa maneira foi até bom não termos nem sentido os opostos sentimentos que nos trazem as saídas e as chegadas. Enquanto a tristeza e a nostalgia batiam pelas saídas de nossos guerreiros do MERCOSUL – Herrera e Loco Abreu – que, se não atuaram como craques, passaram boas temporadas com raça e gols (sendo os dois maiores artilheiros do Engenhão), exigiram respeito à história do Botafogo, não se subestimaram à FlaPress e foram protagonistas da conquista do título estadual de 2010. Uh, Herrera! Uh, El Loco! Mesmo sem a presença dos dois, a torcida entoou seus nomes e agradece por suas passagens pela História da trajetória de nossa Estrela Solitária! Maicosuel também partiu, mas rumo aos campos europeus. Embora não tenha resgatado os excelentes momentos de driblador e finalizador, seu retorno também mereceu nossos aplausos.

Quando a velocidade sonora do motor, da hélice, do vento, dos céus, das estrelas alcançou a audição dos alvinegros, a arquibancada sacudiu. O telão mostrava a chegada do helicóptero enquanto nosso querido humorista Marcelo Adnet, em campo, liderava a festa. “Seeeeee Doooorrrrr Feeeeee! Oba! Oba!” “Uh, ta maneiro! O Seedorf é alvinegro!” Quanto riso, quanta alegria! Mais um craque para nossa constelação, ovacionado pela galera do Engenhão e sob os olhares atentos da mídia de diversos cantos do Brasil e do mundo! E no duelo das antonímias, momentânea e singelamente tive a certeza de que antes da tristeza da partida há a vibração contagiante e feliz da chegada!

Houve jogo depois? O Bahia não teve tempo nem espaço para entrar em campo. Cada vez evoluindo mais, Márcio Azevedo acertou perfeito cruzamento para encontrar a testa daquele que avisara que seria o nome do jogo: Cidinho abriu 1 x 0 aos oito minutos. Querendo atrapalhar a bela festa, o ex-mulambo e marginal Souza distribuiu agressões a Antônio Carlos e Lucas, sob a conivência do frouxo árbitro da partida, que absurdamente ainda amarelou nosso xerife! Quando não tinha mais dúvidas de que haveria vermelho no segundo tempo, astutamente o técnico Falcão sacou aquele troglodita de campo durante o intervalo. Ôôôôôô, o Souza é um... ! Apesar de ainda apelar para a chatice dos recuos de bola para Jefferson (que só trabalhava após receber esses passes bisonhos), o Botafogo jogava bem, obrigando o goleiro Marcelo Lomba a trabalhar. Entretanto, faltava a bola chegar novamente aos pés do garoto que tem plenas condições de fornecer muitas alegrias ao Fogão! Antônio Carlos avançou até o campo adversário, tocou para Cidinho, que, de fora da área e contando com o auxílio do desvio de Tite, abriu o 2 x 0 para tirar do chão a torcida do Fogão e fornecer tranquilidade após o intervalo.

Novamente no segundo tempo, só deu Botafogo. Com excelente troca de passes, o Fogão dominava o meio e a defesa não deixava o ataque do Bahia passar. Enfim, noventa minutos sem levarmos gol, mais uma conquista a comemorar na noite de Sábado. E nosso terceiro gol foi uma obra de arte. De Vitor Junior para Cidinho; de Cidinho para Andrezinho; Andrezinho, de calcanhar, para Renato; Renato, para Elkeson; no alto, de esquerda, para o fundo das redes! Disparadamente, o gol mais bonito da rodada! Infelizmente, Elkeson ‘garoteou’ ao tirar a camisa para comemorar, levando o cartão amarelo. E, felizmente, ao ser substituído, saudou a torcida e declarou que ‘só quer ser feliz’ no Botafogo! Essa é a tônica, Elkeson! Gás em campo, apoio da torcida e felicidade tua, do clube e da torcida! Como em festa de aniversário, o Bahia só aguardava o ‘parabéns’ do apito final para ‘sair de fininho’.

            Hoje vamos a campo contra os ‘queridinhos da CBF’! Ano passado detonamos os gambás em São Paulo e temos totais condições de repetir a dose. Apesar dos polêmicos informes que surgem sobre a ‘compra do título’, o Corinthians jogou bola durante todo o torneio para sagrar-se campeão. E daqui a pouco nosso Botafogo pode e deve jogar com dedicação e vontade de vencer para buscar o Tri este ano e conquistar as Américas em 2013. Afinal, de 13 nós entendemos e gostamos!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

domingo, 1 de julho de 2012

Quem convida dá banquete?*


            Em mais um Domingo de Campeonato Brasileiro, era dia de separar a camisa preta e branca, o cartão de sócio-torcedor e caminhar meus quinze minutos em direção ao Engenhão. Chegando ao estádio, evidenciava uma gigantesca contradição: enquanto funcionários checavam rigorosamente a documentação que fornece direito à meia-entrada, em frente à própria bilheteria alguns torcedores vendiam “por menor preço e sem fila” os ingressos que a diretoria do Botafogo repassara. Não sou contrário às torcidas organizadas; pelo contrário, acredito que as mesmas possuem papel fundamental para impulsionar os cantos, as palmas e o ritmo da torcida nas arquibancadas. Entretanto, por que essa permissividade em relação aos ingressos doados às organizadas e a rigorosidade com a documentação da meia-entrada dos ‘torcedores comuns’? As organizadas querem ingresso gratuito? Tudo bem, mas que coloquem os ingressos nominais e apresentem a documentação para ingressar e torcer como todos os demais!

            Além das ações de marketing que entretêm a torcida, vale destacar e enaltecer a faixa levada a campo pelo Botafogo de Futebol em Regatas em apoio aos médicos federais contra a medida provisória 568/12, que gera prejuízo aos trabalhadores que merecem melhores condições salariais e de trabalho. Enquanto fora de campo o clube manda bem em diversas ações, no gramado a equipe tem oscilado e irritado, gerando ruídos problemáticos que vou comentar adiante. Após partir para cima da Ponte Preta, criando oportunidades de gol, o time vacilou e levou mais um gol de contra-ataque segundos depois de Márcio Azevedo não conseguir completar um balão sobre o adversário pela esquerda. O pênalti sofrido por nosso lateral esquerdo e bem cobrado por Andrezinho – que tem se destacado positivamente – estimulou a esperança da torcida pela manutenção do título de time da virada neste Campeonato. Todavia, veio o segundo tempo e em nova jogada de velocidade Ricardinho nos deu um banho de água fria, desempatando a favor da macaca aos oito minutos e garantindo o que seria o placar final do jogo. Ora, Botafogo, é realmente necessário em casa oferecer ao adversário o apetitoso banquete dos 3 pontos na corrida rumo ao título nacional?

            Sem muito a comentar sobre mais esta bobeada, quero dessa vez dialogar acerca dos tópicos da entrevista coletiva concedida por Oswaldo de Oliveira. Ele reclamou da torcida? SIM! Citou as torcidas do Náutico, do Coritiba, do Inter, que encheram seus estádios e apoiaram mesmo nos momentos adversos!? SIM! Temos muitos corneteiros, que usam mais a voz pra vaiar ou xingar que entoar cantos de apoio!? SIM! Agora, quer reclamar da falta de público!? Então, professor, DEFENDA O INGRESSO A R$10,00 EM VEZ DOS ATUAIS R$50,00!!!

Os demais torcedores citados apoiavam porque, mesmo com seus times perdendo, os jogadores se dedicavam em campo para mudar o placar! Diferentemente de vários dos nossos, que ganham dezenas ou centenas de milhares de reais por mês e ficam andando em campo enquanto curtem noitadas por aí... Muitos na arquibancada trabalham 40 horas por semana para poder bancar o ingresso e ir ao jogo torcer! Depois da derrota por 4 x 1 para o Fluminense, vários foram ao segundo jogo da final e aplaudiram o time! Em vários jogos, a torcida está apoiando e os jogadores não dão a mínima ao final, seja para agradecer, aplaudir ou sequer acenar! Alguns ainda querem fazer gracinhas, como questionar a torcida, não é, Sr. Elkeson!? Por que Oswaldo não enaltece a presença e a cantoria de vários lá o tempo inteiro, como a incansável torcida Loucos Pelo Botafogo?

Como já citei em outros momentos, não ligo se o time perde, empata ou ganha! Vou ao estádio para ver o futebol e ver JOGADORES SE DEDICAREM!!! É o mínimo! E o treinador tem que treinar!!! O Botafogo não consegue jogar contra times que fecham a defesa!? Ora, que descoberta, Oswaldo! Agora: o que vocês podem fazer durante a SEMANA INTEIRA para preparar o time para jogar contra adversários desse estilo!? Não é possível simplesmente culpabilizar a torcida e/ou a intranquilidade e a insegurança do elenco, supostamente com limitações relacionadas ao trabalho psicológico!

Por que o Departamento de Futebol não trabalha como o Departamento de Marketing!? São questionamentos que não querem calar, após ficar chateado com o banquete ofertado à Ponte Preta e as declarações infelizes de um bom técnico como o Oswaldo de Oliveira. Enfim, com o adiamento do confronto contra os queridinhos da CBF, que serão o Vasco da Gama na Taça Libertadores na próxima quarta, temos tempo de sobra para treinar, apurar as arestas a fim de voltar a vencer contra o Bahia no próximo dia 7/7! É um Sábado para comparecermos em peso ao Engenhão, embalados pelo número cabalístico para todos nós alvinegros, que, com o acerto de Seedorf e a imprescindível chegada de outros reforços, faremos a contagem regressiva para o Tri!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sábado, 23 de junho de 2012

Participação em episódio + Promoção do MESA DE BOTECO

No último dia 19 de junho, foi ao ar o episódio 59 do programa MESA DE BOTECO, com a minha participação como convidado:

Confira: 
http://www.mesadebote.co/2012/06/19/mdb-episodio-59/

Além disso, está ocorrendo pelo facebook uma promoção e o vencedor ou a vencedora levará um exemplar do primeiro MEU LIVRO DO FOGÃO: "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial".

Acesse e participe da promoção! Mas corra porque é até o dia 30 de junho!!!

"Quer ganhar um exemplar do Livro: "Botafogo: Uma Paixão Além do Trivial" de autoria do nosso convidado Gabriel Marques?
É simples!

1 - Curta nossa Fan Page - facebook.com/mesadeboteco

O comentário mais curtido, leva."




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Barba, cabelo, bigode e mais uma virada*


Oscilando entre a empolgação pelas duas vitórias nas primeiras rodadas e a frustração pelas duas derrotas em seguida, a ansiedade pelo início do jogo contra o Internacional, no Beira-Rio, era evidente. “Como a equipe se portaria para enfrentar os colorados?” – indagava-me ao retornar de Rio das Ostras rumo ao lar, doce lar. No final de semana em que se completaram cinqüenta anos da conquista do Bi da Copa do Mundo, na qual metade da Seleção Brasileira era composta por jogadores que vestiam a camisa alvinegra, teria de haver inspiração para buscar a vitória. E a tarde de sábado haveria de trazer realmente bons fluidos. Ao chegar à barbearia aqui no Engenho de Dentro, além dos barbeiros alvinegros, duas crianças de aproximadamente cinco anos alegravam o ambiente ao responder “Botafogo” quando eram perguntadas para quem torciam. Ao passo que, equivocadamente, alguns dizem que nossa torcida não se renova, o Hino era entoado e meu cabelo cortado.

            O jogo começou e nosso Glorioso parecia atuar em casa, envolvendo os adversários com toques de bola rápidos e tentando construir jogadas ofensivas. Apesar do excesso de erros de passes – de ambas as equipes – e das tentativas sem perigo ao atacar, o Fogão realizava uma partida mediana. Quando o Internacional iniciou seu despertar, usou o lado direito para suas investidas por duas vezes. Na terceira, sofreu uma falta. Enquanto Guiñazu já lançava para a área alvinegra, os jogadores do Botafogo estavam de costas para a bola. A desatenção custou caro: com linha de passe dentro da área, Leandro Damião cabeceou e Dagoberto completou, também de cabeça, para o fundo do gol de Jefferson, que retornava após os amistosos da Seleção Brasileira. Para variar, nossa defesa foi vazada.

            No intervalo, já soltava os bichos: não é possível, em pleno século XXI, jogadores darem as costas para o adversário cobrar com rapidez uma falta! Não é possível que jogadores profissionais – que se dedicam única e exclusivamente ao Futebol – errem a quantidade de passes a curta e média distância que alguns vinham errando! Não é possível que a zaga oscile entre chutões para frente e recuos bizarros para o goleiro! Não é possível que o Botafogo use um esquema com um único atacante, que joga a maior parte do tempo pelas pontas e ainda volta para marcar!

            Após o intervalo, mais uma vez o Fogão voltou disposto a realizar uma melhor apresentação no segundo tempo. Impulsionado pelo motorzinho Vitor Junior, chances foram criadas. Além disso, sem dúvidas, Andrezinho fez o melhor tempo com a camisa do Botafogo. Após passe de Vitor Junior, concluiu de forma perfeita, de fora da área, para balançar as redes de seu ex-clube e anotar seu primeiro gol pelo Fogão! Depois disso, correu como um garoto, marcou, desarmou, driblou e ainda forneceu assistência ao cobrar escanteio certeiro na cabeça de Fellype Gabriel, que desviou e garantiu a virada em Porto Alegre. No momento do gol, berrava ao celular ouvindo a transmissão da rádio BandNews, que me telefonara para 30 segundos de comentários e perguntas sobre o jogo. Mesmo anunciado como “Gabriel Marcos”, de Jacarepaguá(!!??), valeu a participação ao vivo na rádio. Vale destacar a decisiva participação do árbitro Paulo César de Oliveira e de seu auxiliar atrás do gol do Internacional. Os muquiranas conversaram para – acertadamente – marcar a falta em cima de Vitor Junior em vez do pênalti. Entretanto, num lance posterior, ignoraram o pênalti cometido em cima do mesmo Vitor Junior quando a partida ainda estava empatada! Ao ser substituído, Vitor Junior foi cumprimentar o árbitro e cochichou algo: seria o agradecimento pelo pênalti não marcado?

            Enfim, por que o Botafogo não faz partidas inteiras semelhantes aos segundos tempos contra São Paulo, Coritiba, Náutico (até o segundo gol) e Internacional? A marcação passa a ser eficiente e o poder de reação demonstra que – apesar das diversas limitações – é possível vencermos qualquer adversário deste Campeonato jogando com atenção, doação e garra!

            No jogo de sábado, Jefferson só trabalhou para cobrar tiros de meta. Brinner e Fábio Ferreira conseguiram mais desarmes do que vacilos e o único ataque do Internacional foi o lance do gol. John Lennon foi uma grata surpresa, improvisado do lado esquerdo, enquanto Lucas teve atuação regular. Lucas Zen substituiu Jadson e foi bem, enquanto Renato tem, infelizmente, caído muito de produção, não marcando como pode e errando passes bobos. O trio formado por Andrezinho, Fellype Gabriel e Vitor Junior foi o destaque da equipe e Oswaldo de Oliveira teve coerência ao mandar para o banco Maicosuel e Elkeson. Herrera é sempre dedicado, mas o esquema tático não favorece muito seu futebol.

            Além de deixar um abraço para a rapaziada do “Mesa de Boteco”, podcast que participei neste Domingo e que fará uma promoção no facebook para premiar o(a) vencedor(a) com um exemplar do livro “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”, é importante alguém avisar ao elenco do Botafogo que todos os demais dezenove times são grandes e ricos! Quem sabe assim o espírito Robin Hood desaparece? E bacana lembrar que terminamos o sábado na quinta colocação e, no domingo, sem jogar, voltamos ao G-4 com a derrota do Grêmio para o Náutico.

Se este Sábado foi dia de barba, cabelo, bigode na barbearia e mais uma virada do Fogão no Beira-Rio, Domingo que vem é dia e 18:30 é o horário para apoiar o Fogão no Engenhão em busca de mais uma vitória e do Tri, dessa vez contra a macaca!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Responsabilidade e inteligência para acabar com os baques!*

Após acompanhar um grupo de estudantes do Colégio Municipal Botafogo, de Macaé, durante a tarde de domingo no Grand Slam de Judô, pude matar saudades do Complexo Caio Martins, onde acompanhei várias vitórias e algumas frustrações por parte do meu Fogão. Vale o espaço para ressaltar a necessidade e a importância da manutenção do referido Complexo como um espaço desportivo, de lazer, de cultura, mostrando minha contrariedade, portanto, a quaisquer propostas de venda do espaço para o setor imobiliário! Quando o despertador tocou às 18:10, era hora de despedir-me dos colegas e dos estudantes para sair em busca de um barzinho a fim de ver o confronto válido pela quarta rodada do Brasileirão, contra o Náutico, na capital nacional do frevo. Devido à Fórmula 1, os jogos das 16h foram adiados para 17h. Quando cheguei ao barzinho na Av. Presidente Backer que tinha duas televisões, seria possível saber o andamento do jogo apenas se algum gol fosse marcado, já que as TVs e os rádios ainda transmitiam os jogos de Vasco e Fluminense.

O primeiro baque da noite fora o informe, diretamente da rádio, de que Araújo abrira o placar para o Náutico. Apesar do sofrimento ter sido minimizado após assistir ao vivo os lances da partida, o segundo baque veio em uma jogada pelo setor direito bem tramada pelos pernambucanos, com a bola entrando nas redes de Milton Raphael. Mesmo dois gols atrás no placar, o Botafogo tinha disparadamente maior tempo de posse de bola, sem conseguir a necessária eficiência para marcar um gol.

Incomodado com o frio do início da noite e angustiado pela atuação do primeiro tempo, aquele sentimento de que era possível virar o resultado, por incrível que pareça, acompanhava as batidas do coração. E as palpitações aumentaram assim que Lucas acertou ótimo cruzamento rasteiro, encontrando no outro extremo Márcio Azevedo para acertar o cantinho esquerdo do gol do Náutico e diminuir o resultado. Era hora de ir para cima e o Botafogo foi. Elkeson entrara no lugar de Andrezinho e passou fácil por Márcio Rosário, que apelou para a falta, levando seu segundo amarelo, já que no primeiro tempo já usara seus recursos de artes marciais para interromper Maicosuel num contra-ataque alvinegro. Com um a mais, partir para a cima era a tônica. O Botafogo, que já tocava bem a bola no primeiro tempo, não demorou muito para empatar a partida. O ligeirinho Vitor Junior cobrou escanteio e Fábio Ferreira dividiu com o marcador adversário, que acertou o canto do próprio gol! Já era o mesmo placar de quando estive no Estádio dos Aflitos em 2009, bem recepcionado, diga-se de passagem, pela simpática torcida FaNáuticos.

Parecia que a terceira virada e consequentemente a terceira vitória no Campeonato Brasileiro 2012 viria em questão de segundos. Foi então o terceiro baque: em vez de partir para cima, o time ficou burocrático, acomodou-se, numa atitude irresponsável absurda! Pela esquerda, após boa troca de passes, Herrera deixou Maicosuel sozinho frente a frente com o goleiro. Entretanto, a ausência de magia foi o quarto baque: em vez de carregar mais e tocar no canto, Maicosuel foi afoito e chutou em cima do goleiro, que conseguiu rifar a bola e evitar a virada. O Náutico não passava do meio de campo. E quando resolveu tentar passar, Márcio Azevedo segurou, trombou e enfim acertou com relativo excesso de força o atacante adversário: lá veio o quinto baque com o cartão vermelho de nosso lateral-esquerdo. Quando o ponto na casa do adversário já não seria desastroso diante das circunstâncias, um sexto baque apareceu: numa bola despretensiosa chutada pelo defensor adversário, Vitor Junior chegou antes do adversário que pressionava. Todavia, resolveu, com um toque fraquíssimo, recuar para nosso jovem goleiro. Toque fraco o suficiente para o capitão adversário driblar Milton Raphael e ratificar o décimo gol levado pelo Botafogo em quatro partidas.

Mais uma derrota que adoça a boca dos pessimistas e corneteiros de plantão e retoma as naturalizações das baboseiras de ‘nadar e morrer na praia’ ou ‘há coisas que só acontecem ao Botafogo’. Oswaldo de Oliveira ficou revoltado e afirmou que tem de haver responsabilidade. Mais que responsabilidade, Oswaldo, tem que botar essa galera pra estudar! Sim, ES-TU-DAR! Os trabalhos psicológicos não têm surtido os efeitos desejados, pois em vários momentos há amareladas. Então, vamos colocar o elenco para estudar as disciplinas escolares e desenvolverem seus intelectos, “malharem” o cérebro. Vamos colocá-los para fazer trabalhos em grupo, cujo resultado positivo não depende dos esforços isolados de cada jogador, mas da coletividade, da solidariedade e da dedicação do todo!

Com inteligência, capacidade para refletir a cada jogada e compreendendo que Futebol é um Desporto Coletivo, Maicosuel teria calculado sua velocidade, distância dos adversários e percebido que poderia aguardar mais um ou dois segundos para finalizar – não teria havido meu quarto baque! Márcio Azevedo, numa falta para cartão amarelo, teria entendido que, fora de casa, com o mandante tendo um jogador expulso, era óbvio que o árbitro compensaria! Havia outros jogadores para evitar a subida do Náutico ao ataque, e não teria sido acéfalo no lance, evitando meu quinto baque. E Vitor Júnior, ousado jogador no ataque, teria percebido que, ajudando na defesa, faltando poucos minutos para o jogo acabar, pode dar um chutão para a lateral. Ou, se soubesse um pouco mais sobre Física e Matemática, teria calculado a força de seu recuo, impossibilitando meu sexto baque.

Enfim, apenas 50% de aproveitamento e mais um jogo fora de casa no próximo sábado, contra o Internacional, no Beira-Rio. Apesar de Milton Raphael não ter falhado, houve gols defensáveis dos adversários. Jefferson retorna e já é um alívio. Reforços na defesa urgem, diretoria! Tal como no ataque, pois não podemos contar apenas com as inconstâncias e péssimas cavadinhas de Herrera! (Enquanto isso, o garoto Caio marca a cada jogo no Figueirense...) Responsabilidade e inteligência, somadas ao comprometimento com a Gloriosa História, são tarefas imprescindíveis para retomarmos o caminho das vitórias e partirmos em busca do Tri!


*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Da euforia ao lamento*

            Durante o recesso de Campeonato Brasileiro, diversas notícias mantinham nossas atenções voltadas ao Botafogo. Enquanto a novela Seedorf caminha – ponto importante sua participação em evento contra o racismo! – e muitos aguardamos um desfecho feliz, deparávamo-nos com a triste notícia sobre Dona Célia, esposa de nosso ídolo Nilton Santos, diagnosticada com câncer no cérebro e com saúde debilitada. Nosso Botafogo já auxilia o eterno ídolo pagando suas mensalidades de internação na clínica e remédios, mas corretamente estuda a compra do acervo do craque de 86 anos. Vergonhosa permanece a atuação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que, ao passo que não se moveu nem se interessou em comprar o acervo do melhor lateral-esquerdo de todos os tempos, acompanhou seu novo presidente aumentar o próprio salário de R$98 mil para R$160 mil, aumentar salários de diretores aliados e... Obviamente estourar a corda do lado mais fraco com a demissão de funcionários. Saiu Ricardo Teixeira, entrou José Maria Marin. Já avisara antes que seis por meia dúzia não se configura como troca e a necessidade é de mudanças políticas e administrativas, não de personalidades!

            Novamente os interesses da televisão foram colocados acima dos interesses dos torcedores trabalhadores. Em pleno feriado, o horário do jogo foi modificado das 20:30 para as 21h, horário complicado para aqueles e aquelas que precisam acordar cedo no dia seguinte. Além disso, o absurdo preço dos ingressos permanece! Senhor presidente, o que é melhor? 5.000 pagando R$60,00 ou 30.000 pagando R$10,00!? Um estádio construído com recursos públicos não pode nem deve ficar vazio por cobrar preços tão altos!

            Com um Departamento de Marketing ativo, criativo e participativo, a Promoção TORCEDOR VIP SOU BOTAFOGO foi lançada pelo perfil do Botafogo Oficial, e para concorrer bastava postar uma frase contendo as palavras BASE, FOGÃO e CAMPEÃO(Ã). A minha frase foi uma das dez selecionadas e pude fazer a visitação, acompanhado pela irmã, à Sala de Imprensa, ao campo antes do jogo, ao camarote, à Tribuna de Honra... Além de recepcionar nossos jogadores e a Comissão Técnica e desfrutar a Sala VIP com direito a comes e bebes!

Na Sala VIP do Setor Oeste Inferior, com a galera premiada.

            Numa noite chuvosa, jogo tarde e ingresso caro, pouco mais de 5.000 pagantes no Engenhão acompanharam o Botafogo partir para cima da raposa. Numa linda tabela com Vitor Junior, veio o primeiro desperdício de Herrera, cara a cara com Fábio. Porém, aos 20 minutos, em escanteio muito bem cobrado pelo ligeirinho, Amaral desviou contra o próprio gol para a euforia da torcida da Estrela Solitária, que, antes do jogo, pode aplaudir os juniores campeões da Spax Cup, na Europa, e acompanhar o ritmo de We will rock you durante a entrada em campo do Novo Caçador! O Botafogo jogava como há muito tempo eu gostaria de ver: disposição, toques de bola rápidos, tabelinhas, jogadas ensaiadas, faltas cobradas com rapidez para pegar o adversário desprevenido... Enfim, com bastante inteligência e visão de jogo, enquanto ao Cruzeiro restava dar chutões para fora, nas canelas dos jogadores alvinegros ou até aplicar golpes de judô para impedir os dribles. E todas estas pancadas bem distribuídas autorizadas pelo árbitro Fabrício Neves, que partilhava chances aos jogadores cruzeirenses antes de aplicar cartão amarelo. Já Fábio Ferreira, Jadson e Milton Raphael, na primeira infração cometida, foram amarelados. O Botafogo deve vetar qualquer assistente do sexo feminino: e tenho dito! A gaúcha Tatiana de Freitas foi a Ana Paula II ontem e envergonhou a necessária e importante presença feminina no futebol. Se estava desatenta ou agia por mau caráter, fato é que inverteu todos os lances que pode a favor do Cruzeiro! Sinceramente, a arbitragem de ontem pareceu muito ter recebido os dedos do senador do PDT de MG Zezé Perrella e suas cifras de R$160 milhões!

            Quando enfim neste Campeonato abríamos o placar, um show de oportunidades desperdiçadas, impossibilitando matar o jogo. E quando o Cruzeiro começava a se arriscar mais e encontrar chances, todas seguramente salvas pelo garoto Milton Raphael no gol, Herrera enfim resolveu fazer as pazes com a rede e abrir 2 x 0 após brilhante assistência de Vitor Junior. E a euforia pela liderança tomava conta da torcida, ainda mais por conta de uma atuação segura do elenco. Entretanto, bastaram seis novos minutos para o Cruzeiro diminuir, empatar e virar o resultado para 3 x 2, com Anselmo Ramon, Everton e Wellington Paulista, de pênalti. Apesar de ofensivo, dessa vez não conseguimos nova virada como nas rodadas anteriores e perdemos três pontos preciosos num campeonato em que cada jogo é uma final.

            Após vibrarmos com os dois gols e a liderança parcial, restou apenas lamentar as oportunidades desperdiçadas no ataque, as bobeadas nos contra-ataques adversários, as pancadas cruzeirenses sem punições da arbitragem e a péssima atuação da Ana Paula II, além da queda para a quarta colocação na tabela. É hora de recompor os brios e percebermos que reforços são não apenas bem-vindos como necessários. E domingo temos que partir com tudo na terra do frevo para garantir mais três pontos rumo ao Tri!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985

terça-feira, 5 de junho de 2012

Embalado pelos Hermanos*


            Compondo a semana de comemorações pelo meu aniversário de 27 anos, o confronto do Glorioso no Couto Pereira estava marcado na agenda. Infelizmente não pude ir a Curitiba, pois apenas no dia anterior ao jogo consegui trocar meu ingresso para o show do Los Hermanos, transferindo para o domingo posterior – e que show! Enquanto o fantasma da adversa goleada por 5 x 0 no ano passado assombrava, a chama pela derrubada da invencibilidade dos coxas brancas em sua casa se acendia. Já pronto para descer as escadas de minha casa e rumar para o Baixo Méier, leio a notícia de meus colegas furões de arquibancada desmarcando o encontro. E valeu acompanhar o Fogão com a família: na sala, meu pai alvinegro e eu, para manter a resistência, não ligamos na Rede Globo!

            Com diversos desfalques, a prata da casa teria mais uma oportunidade para demonstrar seu valor. Renan, Dória e Jadson entre os titulares – Cidinho e Lucas Zen no segundo tempo – e o banco repleto de jogadores formados pelas categorias de base. (Já que o calendário nos impôs o domingo 3 de junho sem Campeonato Brasileiro... Quase 10 mil alvinegros e alvinegras de todas as idades encaramos o escaldante Sol numa fila para prestigiar as Pratas na Casa! Excelente ação!). Enquanto o time ainda peca com a mania de chutões para a frente torcendo para sair algo de interessante, um ponto positivo foi a marcação que mordia os adversários já em seu campo, pressionando com agilidade na busca do desarme. Com o susto ocorrido aos míseros 29 segundos, para demonstrar certo otimismo, tive que postar nas redes: “Poxa, Botafogo, todo jogo tomar o primeiro gol apenas para vencer de virada e dar mais emoção!?

Não demorou muito para que Lucas, o nome do jogo, respondesse com um chutaço na trave. A partir daí, o Botafogo foi muito mais time e passou a se sentir à vontade para buscar a virada. Na boa troca de funções, Lucas partiu para a área e deixou Herrera como lateral. O argentino forneceu preciosa assistência para Lucas empatar. Minutos depois, a vez do outro lateral aparecer: Márcio Azevedo partiu para cima, chutou e, no rebote do goleiro, o ligeirinho Vitor Júnior marcou seu segundo gol. O Coxa ainda empataria no segundo tempo em uma cochilada da defesa alvinegra. Entretanto, era um domingo para a Estrela Solitária! Elkeson, em excelente virada de jogo; e Cidinho, num sutil toque, foram brilhantes coadjuvantes para a troca de passes entre Lucas e Herrera, que novamente deixou Lucas sozinho para balançar as redes. Os Emerson, Demerson e Evertons tiveram que se contentar com mais uma virada do Fogão para manter o fogo em nossos peitos!

Como eu sei que nada vai mudar entre nós, Botafogo!? Eu só sei... Que todo torcedor é Sentimental e é aquilo que se vê numa moldura clara e simples. Sem procurar entender, torcemos, vibramos, cantamos, brincamos de ser felizes e pintamos narizes, bochechas: na prática, um mito, uma prova de amor... Enquanto fora do campo temporariamente emprestamos um cara estranho, tropeçando a cada quarteirão e perigando nunca se encontrar – a quem desejo sorte – ao anoitecer do domingo era hora de tirar o som da TV pra gente comemorar mais três pontos e a liderança do campeonato. Empolgado com este bom início, mas certo de que precisamos de reforços e de melhorias táticas e técnicas, acredito no sonho do Tri e na preparação da avenida onde a gente vai passar, numa cena onde a Estrela possa brilhar, pois em 2012 eu quero ser O Vencedor!

*Gabriel Marques
Botafoguense desde 30/05/1985
Autor do Livro “Botafogo, uma Paixão Além do Trivial”

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Ziriguidum 2012 - Gabriel 2.7

É isso, galera, na próxima quarta-feira - apesar de não parecer - completo 27 anos de idade.

Não será possível realizar um grande evento que conseguisse, no mesmo local, dia e horário, reunir todos e todas que gostaria que estivessem presentes. Cada um de vocês, perto ou longe, conhecidos de longas datas ou há pouco tempo, familiares, militantes, amigos, colegas etc. possui seu grau de importância em minha trajetória e seria muito bacana cantarmos a diversidade de "Parabéns para você" (no caso, para mim!), relembrarmos as músicas do Chaves, entoarmos o "Parabéns" com o ritmo da Internacional Socialista e finalizarmos com a Tabuada dos Alunos do Colégio Pedro II.

Enfim, diante da impossibilidade desta reunião presencial, desta vez aceitarei as congratulações pelas redes sociais e os presentes enviados via correio. ;) E listo abaixo os eventos e atividades em que estarei presente como parte do ZIRIGUIDUM 2012: GABRIEL 2.7, torcendo para a feliz coincidência de encontrar vários e várias para que possa receber um beijo e/ou abraço sinceros e um sorriso contente por nos conhecermos. Indubitavelmente já são excelentes presentes. E quem estiver interessado(a) em ser ainda mais querido(a) por mim, só perguntar o que estou precisando para me presentear (uma casa de praia, um carro do ano, uma humilde lancha... São algumas dicas).

APAREÇAM:

Sexta-feira, 25 de maio
a partir das 21h 
Fundição Progresso - UH, LOS HERMANOS
 Antes, ruas e bares da Lapa bebendo todas! ;)

Domingo, 27 de maio

16h - Coritiba x Botafogo (Fogão rumo ao Tri) - aceito sugestões de local para torcermos pelo clube da Estrela Solitária

Segunda-feira, 28 de maio
7:15 às 14:25 - E. M. Ministro Orosimbo Nonato
Show de Bola do Professor Gabriel x seus estudantes

Terça-feira, 29 de maio
7:15 às 14:25 - E. M. Ministro Orosimbo Nonato
Show de Bola do Professor Gabriel x seus estudantes

noite - Zenas Emprovisadas - OI Casa Grande (Teatro) e Pelada society no Clube Light (Grajaú)

Quarta-feira, 30 de maio
DIA DA PANQUECA E DA BARQUETE - almoço
Hummmm, delícia - Mamãe e vovó fazem saborosos presentes...
Evento restrito aos parentes! hehehe

a partir das 22h - QUARTA DEMOCRÁTICA
Forrózinho para virar a madrugada até a hora de partir para Macaé!

Quinta-feira, 31 de maio
  manhã - C. M. Botafogo 
Show de Bola do Professor Gabriel x seus estudantes

10h - Manifestação em Macaé. Concentração na Praça Veríssimo de Mello.
UFRJ EM GREVE

16h às 19h - Lançamento do livro "Botafogo, uma Paixão Além do Trivial"
na CASA DO LIVRO, em Macaé

a partir das 21:30 - BOLICHE em Rio das Ostras

Sexta-feira, 1 de junho 
manhã - C. M. Botafogo
Show de bola do Professor Gabriel x seus estudantes

Sábado, 2 de junho
a partir das 22h
FORROZADA no Centro Cultural Cordão do Bola Preta

Domingo, 3 de junho
a partir das 18h
Fundição Progresso - UH, LOS HERMANOS

Por enquanto é só, velhinhos(as)...